Como pedir aposentadoria pelo Meu INSS? Passo-a-passo

Atualmente muitos dos serviços prestados pré-pandemia do COVID-19 tiveram seu atendimento presencial temporariamente suspensos. Um deles foi aquele proporcionado pelas agências do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social.

Desde 2018 é possível fazer solicitação de serviços ao INSS de forma digital, por meio de computador ou até mesmo através do celular, usando o aplicativo “Meu INSS”. Esta é uma forma de por, exemplo, pedir a aposentadoria de forma mais simplificada e rápida.

Para aprender como fazer este processo pela internet, siga a leitura para aprender quais documentos você deve ter em mãos e qual é o processo a ser realizado, passo-a-passo.

Primeiro aconselhamos que você leia nosso último post sobre como fazer o cadastro no portal “Meu INSS” antes de prosseguir com a leitura. No post explicamos de forma detalhada e didática sobre o funcionamento da ferramenta.

Tudo certo? Agora vamos aos documentos que precisam ser coletados para que possamos dar entrada no processo de aposentadoria!

Quais documentos preciso para me aposentar?

Para garantir que todo processo será realizado sem problemas, é vital que a documentação seja corretamente organizada.

Este é um procedimento que deve ser realizado de forma muito organizada, a fim de agilizar a petição da aposentadoria. Para isso, tenha a seguinte documentação em mãos:

  • Procuração ou termo de representação legal com assinatura;
  • Documentação com foto e CPF;
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
  • Comprovante de residência;
  • Certidão de Tempo de Contribuição;
  • Formulário de atividade especial. Aplica-se somente a casos no qual haja jornada de trabalho com agentes nocivos à saúde (calor, ruído, etc.) em níveis acima dos limites que foram estabelecidos em regulamento próprio. É conhecido como PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário.
  • Caso aplique ao seu caso: demonstração de realização de atividades rurais e certificado de reservista ou serviço militar;
  • Carnês e guias de recolhimento;
  • Comprovantes de trabalho no exterior, assim como possíveis contribuições previdenciárias realizadas.

Uma informação importante a se saber é que uma vez que estes documentos terão upload/ serão “depositados” no portal junto ao requerimento, deverão, necessariamente ser digitalizados.

Há duas maneiras simples de fazer isso. A primeira é por meio do scan de uma impressora. Caso não possua impressora em casa, não se preocupe! Com um smartphone e um aplicativo de digitalização isso é facilmente realizado. Muitos destes aplicativos são disponibilizados gratuitamente, como o CamScanner. A vantagem principal deste aplicativo é que as imagens digitalizadas podem ser rapidamente convertidas em .pdf e então alocadas no site.

Como devo proceder para pedir a aposentadoria?

  1. Login no site Meu INSS

Feito o cadastro no site Meu INSS, clique em “Entrar”. A seguinte tela pedirá que você escreva seu CPF.

Após digitar seu CPF, clique em “Avançar” e insira a senha previamente cadastrada.

Clique em “Entrar” para seguir com o login.

  1. Solicitar a aposentadoria

Após cadastro, vamos iniciar o processo de solicitação de aposentadoria. Para isso, selecione a opção “Pedir aposentadoria”, conforme figura abaixo.

Para fins didáticos, vamos selecionar, em seguida, a opção “Aposentadoria por Tempo de Contribuição/ Idade Urbana”. Na página abaixo, as opções podem variar de acordo com o seu caso.

Atenção: após a seleção do tipo de aposentadoria é possível que o portal peça que seus dados de contato sejam atualizados. Caso haja esta solicitação, não esqueça de atualizar informações como e-mail, endereço e telefone para contato!

A seguir, clique em “Aposentadoria por Tempo de Contribuição”.

As telas seguintes deverão ser respondidas por meio de seleção de “Sim” ou “Não”; selecione-as de acordo com seu caso. São elas:

  • “Você possui tempo especial?”

  • “Você possui tempo rural?”

  • “Você possui tempo trabalhado em outro país (exterior)?”

  • “Você já trabalhou como professor?”

  • “Você já trabalhou como militar e/ou funcionário/ servidor público da União, Estado ou Município?”

  • “Caso não possua o tempo de contribuição integral, você concorda com a aposentadoria proporcional?”

  • “Caso não possua direito ao benefício na data de hoje (data do protocolo), você autoriza o INSS alterar a data de entrada do requerimento para a data em que adquiriu as condições necessárias para a concessão do benefício?”

  • “Recebe pensão por morte deixada por cônjuge/companheiro(a) em outro regime de previdência social?”

Após a resposta destas perguntas, a página “Dados do Requerente” mostrará uma série de abas. Observe que elas contém o símbolo de “+”, que ao serem clicados, abrem uma janela na qual lê-se “Anexar Documento”.

Anexe o documento já digitalizado e em .pdf correspondente a cada aba. É natural que nem todas as abas tenham anexos de documento, uma vez que a trajetória profissional de cada pessoa é variável.

Na mesma página, em “Informações de contato, recomendamos que você clique em “Sim” para a pergunta “Você aceita acompanhar o andamento do processo pelo Meu INSS, Central 135 ou e-mail?”. Desta forma, haverá maior facilidade em acompanhar os trâmites de sua solicitação.

Para prosseguir, clique em “Avançar”.

Na próxima página, adicione seus vínculos empregatícios e recolhimento, de acordo com a CTPS.

Estamos quase acabando, agora é só clicar em “Avançar”!

A página seguinte pede a consulta por município ou CEP de forma a encontrar uma agência do INSS mais próxima à sua localização, caso haja a necessidade de deslocamento para um eventual atendimento presencial. Apenas como exemplo, utilizamos a cidade de Londrina.

Com um clique em “Avançar”, é possível, na página seguinte, escolher uma agência bancária na qual o benefício poderá ser sacado; escolha um de acordo com a localização e distância de residência que melhor lhe agrade.

A próxima página resume todos os dados que foram cadastrados e finaliza seu requerimento. Não esqueça conferir todos os dados e clicar em “Declaro que li e concordo com as informações acima”.

O requerimento está finalizado e foi encaminhado para análise! Agora é só aguardar e acompanhar sua solicitação também via Meu INSS!

Agora que você já sabe como fazer este processo pela internet e melhor – sem sair do conforto e segurança da sua casa, aproveite para ler mais sobre o assunto no blog da Youbo e fazer uma simulação de empréstimo consignado, feito especialmente para aposentados e pensionistas do INSS!

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Como Consultar o Extrato de Pagamento no MEU INSS?

Como consultar o extrato de pagamento no portal do MEU INSS?

Com as pessoas cada vez mais acostumadas ao ambiente online, muitos serviços que antes eram exclusivamente realizados em espaços físicos passaram por uma digitalização. Os objetivos são geralmente o de reduzir custos e facilitar a vida dos usuários.

E foi por esse motivo – simplificar a vida do cidadão – que foi criado o portal Meu INSS, uma ferramenta do governo disponível por acesso na web ou via aplicativo, que reúne mais de 90 serviços digitais para os segurados do INSS. 

Entre essas opções de serviços online está uma das mais requeridas pelos segurados: a Emissão do Extrato de Pagamento de Benefício do INSS!

Ou seja, de forma online é possível solicitar o comprovante de renda dos beneficiários, detalhando informações como valores, datas e o banco de pagamento.

Em pouquíssimos passos, qualquer pessoa que receba algum benefício do Instituto Nacional do Seguro Social – mesmo sem ter conta bancária na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil – pode emitir o seu Extrato de Pagamento sem ter que sair de casa.

Quer ver como? Vamos mostrar o passo a passo a seguir – continue a leitura!

Consultando o extrato de pagamento no MEU INSS

  1. Acesse o Portal do Meu INSS ou baixe o APP

Se você ainda não tem o aplicativo do Meu INSS instalado ou não fez o cadastro no portal, o primeiro passo é acessar o site gov.br/meuinss ou fazer o download do app diretamente na Play Store AQUI ou na Apple Store AQUI.

Fazer o cadastro é bastante simples. Será preciso informar apenas alguns dados como o seu CPF, nome completo, data de nascimento e responder algumas perguntas sobre o seu histórico de trabalho e contribuição ao INSS.

Com isso, você vai receber uma senha provisória de acesso.

  1. Emita o Extrato

Após fazer o login com a sua senha provisória de acesso ao Meu INSS, você pode alterá-la e emitir uma nova como quiser – desde que atenda aos critérios de segurança: ter no mínimo 9 caracteres e usar pelo menos uma letra maiúscula, uma letra minúscula e um número.

Ao acessar o portal, basta escolher a opção “Extrato de Pagamento de Benefício”, localizada ao lado esquerdo da página ou do app e já irá emitir o seu documento!

Viu como é fácil emitir o seu comprovante sem precisar ir até uma agência ou mesmo acessar contas bancárias online? E olha que isso é apenas um dos serviços que o Meu INSS oferece ao cidadão. Vamos conhecer outros!

Outros Serviços de Extrato no MEU INSS

Como já falamos, o portal Meu INSS traz mais de 90 serviços digitais que resolvem muitas necessidades de maneira mais rápida e econômica para todos. 

Afinal, em tempos de isolamento social ou não, as pessoas estão mais conectadas do que nunca e não faz mais sentido o custo e o tempo gasto para realizar tarefas simples – como a emissão de extratos de pagamento – em espaços físicos, não é mesmo?

Além do Extrato de Pagamento do Benefício, outras opções de consulta a comprovantes e emissão de documentos disponíveis no app ou site do MEU INSS são:

  • Extrato Previdenciário (Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS);
  • Extrato de Empréstimo Consignado;
  • Extrato para Imposto de Renda;
  • Consulta a Declaração de Benefício;
  • Carta de Concessão.

E tem muito mais informação e serviço que você pode realizar diretamente no portal.  É possível ver, por exemplo, o saldo disponível para calcular a sua margem consignável para solicitação de empréstimos.

Agora é só começar a usar o Meu INSS e descobrir tudo que ele oferece, conferindo com mais facilidade todos os seus extratos, comprovantes e informações sobre solicitações e benefícios. 

Como Saber se meu Empréstimo Consignado foi Aprovado no INSS?

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Dúvidas? Fique à vontade para deixar nos comentários que teremos prazer em te responder.

O que é e como usar o Portal do Meu INSS?

Veja como consultar meu inss no portal

Devido à pandemia da COVID-19 muitos serviços tiveram que paralisar o seu atendimento físico, entre eles as agências do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social, que passou a prestar serviços exclusivamente de forma remota.

O que nem todo mundo sabe é que, além do atendimento pelo telefone 135, desde julho de 2018 o INSS oferece um portal completo como alternativa para facilitar a vida do cidadão, reunindo mais de 90 serviços digitais. É o Meu INSS!

Disponível para acesso pela internet e em aplicativo para download no smartphone, o Meu INSS permite acompanhar pedidos, dar entrada em solicitações e consultar extratos sem ter que sair de casa.

Se você ainda não conhece e quer saber como usar o portal do Meu INSS chegou ao lugar certo! 

O que é o Meu INSS?

O MEU INSS é uma ferramenta do governo oferecida para todo segurado do INSS, que pode ser acessada pela internet ou fazendo o download do aplicativo em telefone celular Android ou iOS.

Para consultar meu INSS você pode acessar ao portal no endereço gov.br/meuinss ou fazer o download diretamente na Play Store ou na Apple Store.

Criado para facilitar a vida do usuário, servindo como uma Agência da Previdência Social digital, o Meu INSS permite o acesso rápido a informações como tempo de contribuição, andamento de solicitações e CNIS – consulta de extratos, além de oferecer diversos serviços.

Para utilizar alguns desses serviços é necessário fazer um cadastro e gerar uma senha de acesso diretamente no site ou aplicativo. Mais adiante vamos explicar passo a passo para se cadastrar, mas existem alguns serviços disponíveis mesmo sem precisar criar uma senha. Por isso, vamos conhecê-los a seguir:

Serviços disponíveis no Meu INSS

Como falamos, o Meu INSS conta com mais de 90 serviços disponíveis aos usuários. Enquanto para acessar alguns é necessário a criação de uma senha, outros ficam abertos no site. Confira alguns exemplos!

Serviços do Meu INSS sem necessidade de senha:

  • Agendamento/Solicitações
  • Agendamento de Perícia
  • Emitir Guia de Pagamento – GPS
  • Comunicação de Acidente de Trabalho
  • Calendário de Pagamento
  • Encontre uma agência
  • Verificar Autenticidade de documentos

Principais Serviços do Meu INSS com obrigatoriedade de senha:

  • Entrada no Pedido de Aposentadoria
  • Simulação de Aposentadoria
  • Extrato de Imposto de Renda
  • Declaração de Beneficiário do INSS
  • Extrato de Pagamento
  • Extrato de Contribuição CNIS
  • Conferir dados cadastrais e registro dos vínculos trabalhistas
  • Extrato de Empréstimo: histórico de créditos consignados, margem da consignação atual, valores de parcela e prazo
  • Resultado de Benefício por Incapacidade
  • Agendar Perícia
  • Carta de Concessão
  • Consultar Revisão de Benefício
  • Declaração de Contribuinte Individual (DRSCI)

Atualmente, por causa da pandemia da Covid-19, o Meu INSS oferece também a possibilidade de realizar perícia on-line, permitindo o envio de documentos e atestados digitalizados e o acompanhamento do processo até a resposta do requerimento.

Como usar o Portal do Meu INSS?

Após acessar o site ou fazer o download do Meu INSS, você precisará cadastrar uma senha para ter acesso total aos serviços. Caso você já tenha uma conta de usuário criado nos demais serviços públicos digitais – sites do gov.br – basta fazer o login com o número do CPF.

Porém, para criar um novo cadastro será preciso informar o CPF, nome completo, data de nascimento e responder algumas perguntas sobre o seu histórico de trabalho e contribuição ao INSS

As perguntas são importantes para garantir que o acesso é realmente do titular da conta. Por isso, tenha seus documentos em mãos para responder corretamente e evitar que a senha não seja validada.

Após finalizar o cadastro, você receberá uma senha temporária para acesso ao site ou aplicativo. Assim, ao acessar você poderá cadastrar uma nova senha pessoal.

Caso ocorra algum erro na validação das informações a senha não seja liberada, você poderá tentar novo acesso após 24 horas.

E aí, está esperando o que para começar a usar o Meu INSS? Como vimos, o portal pode ser muito útil para os contribuintes e facilitar a vida com serviços digitais como ao conferir extratos e a margem consignável.

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Caso apareça alguma dúvida, fique à vontade para deixar nos comentários!

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Quer saber como sair do cheque especial? Confira 7 dicas

Em muitos casos, o cheque especial pode ser uma comodidade e uma grande ajuda nos momentos de aperto, quando surge uma conta inesperada ou pinta um boleto não previsto. Com ele, o cliente tem um limite pré-aprovado direto na sua conta e pode utilizá-lo a qualquer momento, sem qualquer burocracia.

Todavia, se não utilizando com cautela, esse auxílio pode se transformar em um problema, principalmente por causa dos altos juros cobrados. Por isso, quem já está enrolado nessa forma de crédito, precisa conferir estas dicas de como sair do cheque especial e, com isso, organizar as finanças. Boa leitura!

1. Saiba qual o tamanho do buraco

Para sair do cheque especial o primeiro passo é dimensionar o tamanho do problema. Pode ser complicado abrir a conta corrente e se deparar com aquele saldo negativo enorme, mas só conhecendo a dimensão do desfalque no extrato é que será possível estabelecer formas de sair dele.

Para isso, veja qual o tamanho do saldo negativo não apenas no momento atual, mas também nos últimos meses. Pode ser que o problema seja pontual e decorrente de algum imprevisto recente ou vem se estendendo por muito tempo. Ambas as situações devem ser enfrentadas, mas talvez cada uma delas exija medidas diferentes.

2. Controle suas finanças

Independentemente do tamanho do problema envolvendo o cheque especial, resolvê-lo passa por tomar as rédeas das suas finanças. Um dos motivos mais comuns para o uso excessivo do limite e posterior endividamento é não saber com clareza quanto se ganha e quanto se gasta mês a mês.

Por isso, é importante controlar com cuidado cada centavo que entra e saí da sua conta corrente. E a melhor forma de fazer isso é anotando de forma detalhada todos os gastos realizados, incluindo aqueles menores e aparentemente inofensivos, como o docinho depois do almoço.

Existem várias ferramentas para ajudá-lo: desde um caderninho até aplicativos pelo smartphone, passando por planilhas eletrônicas. De todo modo, seja qual for o método escolhido, o importante é manter a disciplina e incluir centavo por centavo gasto nas suas anotações. Com o passar do tempo, você pode até mesmo incrementar suas anotações, dividindo os gastos por categoria, por exemplo.

Fazendo isso por algumas semanas, será possível ter uma visão geral sobre como anda a situação do seu orçamento. Se você está pendurado no cheque especial, é bem provável que seus gastos estejam superando a renda disponível.

Com isso, é necessário fazer cortes, identificando e reduzindo despesas que não sejam essenciais, agindo para eliminá-las ou ao menos reduzi-las. Além disso, prefira sempre pagamentos à vista e evite parcelamentos, principalmente se você não sabe se terá o dinheiro disponível para honrar com todas as parcelas. Com a preferência pelas compras à vista também fica mais fácil barganhar desconto.

Reorganizando as finanças é possível abrir margem no orçamento justamente para conseguir contornar as pendências com o cheque especial.

3. Mantenha a atenção na sua conta corrente

Utilizar a conta correte é bem prático, já que é possível centralizar seus gastos em único local, seja o pagamento de contas, compras no cartão de débito e saques. Entretanto, é preciso reforçar a atenção para não se enrolar ou se manter enrolado com o cheque especial.

Para isso, fique atento ao saldo efetivamente disponível (ou seja, o dinheiro que você tem para gastar) e o limite do cheque especial concedido. É comum confundir os dois e entrar no limite sem sequer notar. Pensando nisso, o Banco Central passou a exigir dos bancos mais detalhes e clareza nas informações sobre esse tipo de crédito.

4. Converse com seu gerente

Na dúvida, converse sempre com seu gerente. Ele pode esclarecer dúvidas sobre os juros e taxas cobradas e prazos de pagamento, além de fornecer alternativas mais em conta, se esse for o caso.

É bem provável que ele comunique as novas regras do cheque especial, caso você ainda não as conheça. Desde janeiro de 2020, os bancos não podem cobrar juros maiores que 8% ao mês nessa modalidade de crédito. Em compensação, está permitida a cobrança de 0,25% sobre os limites superiores a R$500.

5. Negocie a dívida

Se a situação apertou de vez, a melhor saída é buscar uma negociação junto a instituição financeira. Essa estratégia ajuda a manter ou tirar seu nome dos serviços de proteção ao crédito.

Na hora de abrir essa negociação, a regra principal é ser honesto sobre a suas condições, tanto consigo mesmo quanto com o banco. Sem isso, há o risco de você assumir um acordo sem que haja capacidade de honrá-lo, o que torna o problema ainda pior. Logo chegar na negociação com o orçamento mais ou menos em ordem, como indicamos neste texto, ajuda a saber qual sua condição de arcar com esse pagamento.

Com uma boa negociação, é possível até mesmo obter descontos em juros e multas, principalmente se o pagamento for feito em uma única vez. De todo modo, não hesite em recorrer a parcelamentos, que também podem oferecer esses descontos, ainda que menores. Outra dica valiosa é não aceitar logo de cara a primeira proposta oferecida sem antes avaliá-la com calma.

6. Reduza ou cancele o limite disponível

Conseguiu um alívio no cheque especial, seja organizando o orçamento ou por meio de uma negociação? Que tal, então, agora considerar reduzir o limite disponível ou mesmo cancelá-lo? Essa opção pode evitar problemas futuros, que podem demorar para ser contornados.

Se a escolha for por manter o limite, reduza a um patamar compatível com o que você ganha e nunca considere esse valor como parte do orçamento. O cheque especial deve sempre ser visto como algo a ser utilizado em casos de emergência, quando não há outras alternativas disponíveis para resolver o problema que surgir.

7. Conte com alternativas

Justamente para não recorrer sempre ao cheque especial, que tal contar com alternativas para os momentos de aperto? A primeira delas pode ser manter uma reserva financeira. Pode ser um pouco complicado, mas se esforce para separar pelo menos um pouquinho de dinheiro para acumular uma poupança para quando surgir um imprevisto. Conseguir uma fonte de renda extra também é uma saída.

Se utilizado com cuidado, o cartão de crédito também pode ser uma alternativa, principalmente porque não há cobrança de juros se a fatura for sempre paga em dia. Além disso, é possível aproveitar outras vantagens do cartão de crédito, como o acúmulo de pontos e a participação em programa de descontos.

O crédito consignado também pode ser uma alternativa interessante ao cheque especial ou cartão de crédito. Seu pagamento é feito por desconto direto na folha de pagamento e com isso, os juros são menores.

Seja qual for a forma de crédito escolhida, é essencial utilizá-la com consciência sempre. Entender como sair do cheque especial é importante, mas o melhor mesmo é não ter que depender dele, para, assim, manter suas contas sempre em ordem e ter mais tranquilidade.

Agora, aproveite e entenda melhor como funciona o crédito consignado e veja quais são as vantagens.

Finanças pessoais: o seu guia completo!

Manter as finanças pessoais em ordem é um desafio constante para a maioria de nós, que fazemos grandes esforços para que tudo esteja sempre em dia, sem maiores sufocos, embora isso não seja sempre possível.

Logo, é importante conhecer estratégias para controlar os hábitos de consumo e entender melhor para onde vai cada centavo do dinheiro disponível, que é bem difícil de ser conquistado. Isso ajuda a evitar problemas maiores, que possam comprometer a nossa saúde financeira e trazer consequências desagradáveis.

Portanto confira, neste texto, tudo o que você precisa saber para manter as finanças pessoais sob controle!

Saiba como controlar suas finanças pessoais

Embora passe por isso, organizar as finanças pessoais não tem relação somente com a ideia de pagar todos os boletos em dia e não criar dívidas. A ideia de controle está ligada com a capacidade de conseguir identificar para onde está indo cada centavo do dinheiro disponível, de forma a otimizá-lo.

Com isso, será possível evitar apertos causados pela falta de planejamento e projetar melhor as despesas, incluindo nelas até mesmo eventuais sonhos e metas maiores, que, embora pareçam distantes, podem ser alcançadas aos poucos.

De forma mais técnica, podemos definir o controle financeiro como o registro de todos os ganhos e despesas de uma pessoa dentro de um determinado período. Ou seja, é saber qual a destinação terá cada centavo e, com isso, não ter surpresas na hora em que um boleto novo aparecer.

Tal hábito ajuda a contornar um problema muito comum entre os brasileiros: não ter em mente de forma direta qual a sua renda, qual a soma das suas principais despesas e qual a relação entre ambos os números. Se o dinheiro que sai é maior do que aquele que entra, é melhor ligar o sinal de alerta e tomar atitudes para reverter essa situação.

Pode ser que o salário ainda não dure o mês todo, mas, com as contas sob controle, são menores as chances de você passar apertos sérios até receber de novo, correr o risco de se endividar ou mesmo recorrer a soluções de emergência (como o uso do cheque especial) e ter que arcar com juros e multas por isso. Por fim, um bom controle abrirá espaço no seu orçamento para poupar ou até mesmo começar a investir, o que é sempre importante.

Identifique suas despesas

Parte essencial do controle das finanças pessoais envolve o acompanhamento completo de todas as despesas. Parece uma dica boba, mas, como destacamos no tópico anterior, esse é um erro comum entre a maioria dos brasileiros, que faz com que boa parte deles sofra para chegar até o final do mês.

Quem tem menos familiaridade com a tecnologia pode lançar mão de cadernos ou mesmo planilhas de papel para fazer esse controle. No entanto, quem puder aproveitar os benefícios da tecnologia, poderá utilizar diversos aplicativos para smartphone que cumprem bem a tarefa de listar e todos os gastos, além de oferecer benefícios adicionais, como centralizar todas as informações em um único local ou fornecer tabelas e gráficos que facilitam a visualização das informações.

De todo modo, seja qual for o instrumento utilizado, é importante desenvolver a disciplina necessária para incluir no seu controle todos os gastos feitos, por menores que eles sejam. Além disso, é importante classificá-los em grupos. A divisão mais básica é separá-los entre despesas fixas, variáveis e emergenciais ou imprevistas.

As despesas fixas, como o próprio nome dá a entender, são aquelas que acontecem todo mês e cuja variação não existe ou é muito pequena. Além disso, elas dificilmente podem ser eliminadas do orçamento. Entre as principais despesas fixas estão o aluguel ou prestação do financiamento, taxas de condomínio, gastos com saúde e educação e impostos, como o IPTU e o IPVA.

Já as despesas variáveis não tem o mesmo valor mês a mês e às vezes nem estão presentes dependendo do seu consumo. Outra diferença é que elas podem ser reduzidas ou eliminadas com mais facilidade. Alguns exemplos de despesas variáveis são as contas de água, luz e telefone, alimentação, vestuário, transporte e gastos com lazer.

Por fim, as despesas emergenciais são aquelas que não podem ser previstas, mas que costumam ter um peso grande no orçamento, como o conserto de um veículo ou um tratamento médico mais caro e que não estava nos planos.

Com esses dados em mãos fica mais fácil entender como está sua situação financeira: ter gastos menores que a renda é um bom sinal e indica que as coisas estão mais ou menos estáveis. Já longos períodos com as despesas superando o dinheiro que entra indicam que algo não vai e que é preciso agir para reverter esse cenário, que pode levar a inadimplência.

Domine seus impulsos na hora de comprar

Nesse caminho para colocar os gastos em ordem, provavelmente será necessário cortar aquelas despesas supérfluas e, principalmente, controlar as compras por impulso, que podem pesar bastante no seu orçamento. Então é importante aprender a contornar essa vontade de levar para casa produtos de que muitas vezes você não precisa.

Embora seja difícil controlar tais impulsos, algumas estratégias podem ser úteis para reduzir esse tipo de compra. A primeira delas envolve diferenciar desejo de necessidade: ou seja, é necessário pensar bastante sobre se aquela compra suprirá algo que você realmente esteja precisando ou é apenas uma vontade.

Caso ela seja apenas um desejo, o ideal é aguardar um momento melhor para comprar e se planejar para isso. Nessa hora, seguir a “regra da espera” é útil. Ao se deparar com um produto que desperte seu interesse, nunca faça a compra imediatamente.

Determine um período (uma semana ou um mês, por exemplo) e reflita sobre essa aquisição, avaliando sua necessidade e se ela cabe no seu orçamento. Só após esse tempo é que você deve decidir ou não pela compra.

Outras dicas para evitar as compras por impulso envolvem definir prioridades, fazer listas de compras, tomar cuidado com promoções e até mesmo não sair de casa com os cartões de crédito na carteira.

Utilize o cartão de crédito a seu favor

Justamente o cartão de crédito está por trás das principais causas das compras por impulso. E isso se dá por uma espécie de pegadinha que nosso cérebro nos proporciona: ao passar o cartão não temos a dimensão exata da compra que estamos fazendo, uma vez que o dinheiro não sai da nossa carteira. Ou seja, é como se as compras com cartão doessem menos no bolso.

No entanto, como você já deve estar cansado de saber, uma hora a fatura chega, e é preciso tomar cuidado para não se assustar com ela. Ao mesmo tempo, não é preciso tratar os cartões de crédito como vilões, uma vez que ele que apresentam vantagens interessantes. Por isso, parte de um bom planejamento para as finanças pessoais envolve utilizar o cartão de crédito a seu favor.

Em um primeiro momento, o cartão pode até mesmo servir para organizar suas finanças, por mais estranho que isso possa parecer. Porém basta pensar no cartão como forma de centralizar seus gastos em um único lugar. Assim, todas as despesas estarão concentradas em uma única fatura.

Além disso, muitos cartões de crédito oferecem programas de benefícios aos seus clientes, nos quais eles acumulam pontos que podem ser trocados por diversas vantagens, como descontos em outros produtos e até mesmo passagens áreas.

Para os benefícios do cartão de crédito não se transformarem em dor de cabeça é essencial manter um controle bastante detalhado sobre todas as compras feitas, principalmente aquelas parceladas. Ainda que sem juros, vários parcelamentos podem ser acumular na mesma fatura e pesar no orçamento.

Outro aspecto a ser observado é o tamanho da anuidade cobrada pela utilização do cartão. Ela deve ser condizente com os serviços oferecidos. Na dúvida, não hesite em entrar em contato com a instituição financeira e negociar o valor a ser pago.

Nesse sentido, manter poucos, mas bons cartões de crédito na carteira pode ser a melhor solução, já que reduz o peso com o pagamento das anuidades e evita que você se enrole com os limites disponíveis.

Aprenda a estabelecer metas

Até agora você viu como controlar seus gastos e evitar algumas armadilhas no dia a dia, principalmente envolvendo cartões de crédito e compras por impulso, o que é parte indispensável para o planejamento das finanças pessoais.

No entanto, é importante também não ignorar quais são seus objetivos financeiros. Apenas sabendo onde se quer chegar é possível determinar estratégias para percorrer o caminho até as metas definidas.

Seguindo alguns passos, fica mais simples contornar as dificuldades em definir as metas a serem alcanças. A primeira etapa envolve diferenciar objetivos de curto, médio e longo prazo.

Geralmente, como curto prazo, deve-se estabelecer metas a serem cumpridas dentro de alguns meses. Aquelas com prazo entre 1 e 2 anos são denominadas de médio prazo. Já as que demandaram períodos superiores a isso são chamadas de longo prazo.

Depois de saber fazer essa diferenciação relativa ao tempo, pode-se estabelecer as metas propriamente ditas, diferenciando-as dentre dessas categorias. De todo modo, boas metas são específicas, tangíveis, mensuráveis e sempre estam de acordo com seu planejamento. Sem isso, as chances de cumprir esse objetivo diminuem consideravelmente.

Um exemplo ajuda a entender por que metas devem combinar essa característica. Imagine, por exemplo, que seu objetivo seja fazer uma festa de aniversário para seu filho daqui a 6 meses (ou seja, algo de curto prazo).

Ela é bastante clara, você tem no horizonte tudo o que precisa para organizar o aniversário e pode planejar a quantia necessária. A partir disso, torna-se possível definir as estratégias para atingir essa meta, bem como acompanhá-la passo a passo.

Por outro lado, uma meta vaga dificulta essas definições. Você pode desejar muito fazer uma viagem ou mesmo ficar rico, mas pode ser difícil determinar estratégias para esse objetivo. Afinal de contas, viajar para onde? O quão rico é o seu objetivo?

Faça empréstimos sempre com consciência

Já parou para pensar que nem sempre fazer um empréstimo é um negócio ruim? Eles podem ser a melhor saída para muitas situações inesperadas e podem ser utilizados para contornar emergências ou mesmo quitar dívidas com juros mais em conta. Entretanto empréstimos devem ser sempre empregados com consciência.

Logo a regra fundamental é nunca fazer um empréstimo sem saber qual será o destino do dinheiro. Isso evita contrair uma dívida sem que seja necessário. Além disso, na hora de fechar negócio, sempre compare o Custo Efetivo Total (CET) das opções de crédito disponível, o que permite ter uma ideia melhor dos juros e demais encargos cobrados. Por fim, calcule com cuidado qual será o impacto do pagamento das parcelas.

Em muitos casos, um empréstimo consignado pode ser uma alternativa interessante. Nessa opção, os pagamentos são feitos diretamente da folha de pagamento. Com isso, eles conseguem oferecer juros bem menores que outras linhas de crédito disponíveis no mercado, o que é uma vantagem e tanto.

Evite que seu nome seja negativado

A principal consequência negativa da ausência de um planejamento nas finanças pessoas certamente são as dívidas. E, com elas, é bem provável que seu nome vá parar nos serviços de proteção ao crédito e fique negativado. A partir disso, será necessário lidar com a maior dificuldade para contratar crédito, além de ver seu score reduzido.

Todas as atitudes visando o controle de gastos apresentadas ao longo deste texto ajudam a se manter longe de dívidas e, por consequência, com o nome fora dos cadastros de devedores. Outra recomendação importante é não emprestar seu nome ou seus cartões para que amigos façam compras a prazo.

Por mais que você queira ajudá-los, eles podem ter problemas e não conseguir honrar os pagamentos, fazendo com que o problema caía no seu colo. Nessas horas, procure alternativas que não envolvam o uso do seu nome para contribuir com eles.

Poupe sempre que possível

Manter uma reserva financeira é outro recurso útil para os momentos de aperto. Ela evita que seja preciso recorrer a empréstimos ou outras saídas na hora de uma emergência que inclua uma despesa não prevista.

No mundo ideal, a recomendação é manter guardado o dinheiro equivalente a alguns meses do seu salário. No entanto, muitas vezes é bem difícil fazê-lo mesmo chegar até o final do mês, não é mesmo? Portanto, guarde a quantia que for possível, por menor que ela seja. Ao longo dos meses, essas pequenas economias formarão um montante que pode garantir algum alívio quando a situação complicar.

Não existe milagre quando o assunto são as finanças pessoais e as melhores formas de organizá-las. É importante sempre ter paciência e investir em planejamentos bem-feitos. À medida que o tempo for passando, com o hábito, tudo ficará mais automático e você verá a disciplina dar resultados.

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Entenda como funciona o empréstimo com imóvel como garantia

O carnaval passou e finalmente 2020 está começando. Agora não tem mais desculpas para não iniciar aquele projeto que você colocou na listinha de metas para o ano novo, não é mesmo? Talvez você até já esteja pensando em numa nova justificativa, como a falta de dinheiro. Isso, porque você ainda não conhece o empréstimo com imóvel como garantia.

Então se prepare, pois eu montei este post para contar tudo sobre esse tipo de empréstimo: como funciona, qual é o processo para contratar esse produto, quais os cuidados você deve tomar, além das vantagens dessa modalidade. Quer descobrir se esse empréstimo pode ser o fim das suas desculpas? Então venha comigo!

Empréstimo com imóvel como garantia: como funciona?

Imagine que você foi ao banco pedir um empréstimo pessoal, mas a sua renda não é compatível com o valor que gostaria de tomar emprestado, e eles acabaram negando o benefício. É justamente nesses casos que os empréstimos com imóvel em garantia, também conhecidos como refinanciamento de imóvel, são uma boa opção, pois a propriedade é uma segurança de que você pagará a dívida.

Basicamente, é como se você fizesse a seguinte proposta ao banco: tomar determinado montante emprestado para ser pago em uma quantidade de parcelas e juros preestabelecidos e, em troca, você se compromete a deixar o seu imóvel à disposição da empresa, pois, se por algum motivo deixar de pagar o empréstimo, ela está autorizado a tomar a casa e quitar a dívida.

Como contratar esse tipo de empréstimo?

Assim como o empréstimo pessoal essa modalidade apresenta determinados requisitos que tanto o requerente quanto o imóvel precisam cumprir para que a transação seja autorizada. Veja, a seguir, quais são condições e as regras para contratar esse serviço.

Quem pode solicitar o empréstimo com imóvel em garantia?

Essa é uma modalidade para pessoas físicas que possuam algum tipo de imóvel em seu nome. Ao fazer a solicitação do empréstimo a titularidade do imóvel deverá ser comprovada, bem como a renda do solicitante. Essa última comprovação é necessária para certificar ao banco de que os rendimentos do indivíduo são compatíveis com o valor da propriedade em seu nome e que não é apenas uma tentativa de burlar as regras do empréstimo.

Quais são as etapas para contratação?

A seguir, montei uma listinha com as etapas da contratação dessa madalidade de crédito explicadas. Veja:

  • simulação e solicitação: a primeira coisa a ser feita é buscar por empresas de confiança e fazer a simulação do empréstimo para encontrar o banco que apresenta as melhores condições. Em seguida é feita a solicitação do serviço. Hoje, já existem diversas empresas que fazem esse processo totalmente online basta preencher alguns dados;

  • análise de crédito: as informações fornecidas anteriormente serão analisadas pela empresa. Eles também vão checar a sua situação financeira junto às intuições de monitoramento de crédito — SPC e Serasa —, analisar o seu score Serasa, a sua renda e o montante que está sendo solicitado. Diante dessas informações o banco vai verificar se você é um bom candidato e se tem condições de arcar com as parcelas do empréstimo;

  • avaliação do imóvel: nessa fase são avaliados todos os documentos da propriedade, entre eles, a Certidão de Matrícula do Imóvel, capa do IPTU e a Certidão Negativa de Tributos Imobiliários. Além da análise desses documentos a empresa credora determina um profissional para avaliar o local. Os critérios dessa avaliação podem variar de um banco para outro, mas em geral é levado em conta a idade da propriedade, a metragem, a localização, o valor mínimo da casa e a finalidade do imóvel;

  • contrato: se toda a documentação estiver dentro do exigido e os valores de renda compatíveis, então é feito o contrato, também conhecido como Cédula de Crédito Bancário. Nesse documento estão todas as regras do empréstimo. Após a assinatura do contrato o crédito é liberado à vista para você.

Quais são as formas de pagamento?

Diferentemente do que acontece com outras modalidades de empréstimo, no refinanciamento imobiliário o prazo para quitar a dívida varia de 36 a 180 meses e o valor das parcelas diminue com o tempo. Isso acontece porque o banco tem a garantia da propriedade, logo não há um risco de inadimplência tão grande quanto em um empréstimo comum.

Atenção! O que você deve saber antes de escolher essa modalidade de empréstimo?

É claro que todo tipo de transação que envolve um bem material de valor tem riscos, e eles se tornam ainda maiores quando você não está ciente de todos os detalhes dessa operação. Por isso, selecionei alguns pontos a que você deve estar atento antes e durante a contratação desse serviço.

Valor que pode ser refinanciado

Como mecanismo para evitar a inadimplência, apenas 60% do valor do imóvel pode ser refinanciado. Não importa qual seja o valor total do bem. Vale lembrar que 60% é o valor máximo. Dependendo da instituição o valor concedido pode ficar entre 40% e 50% do valor da propriedade.

Como se trata de imóveis, mesmo que o montante concedido seja o equivalente a parte do preço total da propriedade, ainda assim é um valor alto. A minha dica é: use esse tipo de empréstimo para grandes investimentos, como começar um negócio, adquirir um novo imóvel ou um bem de alto valor. Pense que você pagará por esse empréstimo por no mínimo 3 anos.

A casa será propriedade do banco

Esta é a grande diferença entre a hipoteca e o refinanciamento. No primeiro caso o imóvel continua sendo propriedade do indivíduo, já no empréstimo com imóvel em garantia a instituição tem propriedade indireta do bem. Assim, caso você decida vender o imóvel durante o pagamento do empréstimo o comprador precisa saber que parte do valor vai direto para o banco para quitar a dívida.

A instituição financeira pode leiloar o imóvel

No tópico acima eu disse que o banco ou empresa passa a ser dono indireto da casa. Isso dá a ele o direito de levar a propriedade a leilão em caso de não pagamento das parcelas. Algumas empresas já dão início a esse processo a partir do terceiro mês de atraso. Por isso, fique atento e não perca o prazo de vencimento das prestações.

Quais as vantagens do refinanciamento de imóveis

Ao tomar um empréstimo você precisa avaliar se ele realmente se encaixa nas suas necessidades. Veja, a seguir as principais vantagens dessa modalidade de refinanciamento.

Juros mais baixos

Os juros que incidem sobre um empréstimo são calculados levando em consideração alguns fatores, como o lucro sobre a transação e o risco de inadimplência. No caso do refinanciamento de imóvel a empresa tem a propriedade como garantia, por esse motivo os juros caem consideravelmente.

Pode utilizar o imóvel durante o contrato

Sim, enquanto você paga as parcelas do empréstimo você pode continuar usufruindo da propriedade normalmente, inclusive, é possível alugar e até vender. Nesse último caso, é preciso estar atento para a regra de venda de imóveis em refinanciamento citada acima.

Processo online

Com tanta tecnologia no mundo os bancos e empresas financeiras não poderiam ficar para trás, não é mesmo? Aqui na Youbo temos a missão de descomplicar a sua vida. Por isso, todo nosso processo é online, ou seja, basta fazer a solicitação e encaminhar os seus documentos, que rapidinho a gente analisa envia uma resposta. Tudo muito prático e rápido.

No post de hoje vimos tudo sobre o empréstimo com imóvel como garantia, o que é, como funciona, as regras para contratar, os cuidados que devem ser tomados e, claro, as vantagens. Agora eu tenho certeza que com todas essas informações aquela lista de planos para o ano novo vai sair do papel e na Youbo temos um time pronto para ajudar nessa missão!

Quer saber como? Faça agora mesmo a simulação do seu empréstimo!

Guia completo do fluxo de caixa: tudo o que você precisa saber

Como todos sabemos, fazer a empresa crescer é um objetivo cotidiano na mente de um empreendedor. Por conta disso, sempre elaborei conteúdos importantes para essa área, demonstrando conceitos fundamentais para a gestão e saúde do seu negócio.

Neste post, isso não seria diferente! Pois, aqui, aproveitei o espaço para esclarecer tudo o que você precisa saber sobre o fluxo de caixa — uma ferramenta administrativa que é essencial para a organização financeira da sua empresa.

Para que não restem dúvidas sobre o tema, respondi às perguntas mais recorrentes dos nossos leitores, explicando não apenas o conceito dessa técnica, mas detalhes como importância, características e benefícios para a transparência das suas contas. Acompanhe!

O conceito do fluxo de caixa

Em essência, o fluxo de caixa é uma prática contábil que registra e monitora todas as entradas e saídas realizadas no seu cotidiano operacional. Por isso, o nome: fluxo de caixa. O objetivo principal dessa técnica é aprimorar o acompanhamento das contas e a própria gestão de custos, diminuindo a probabilidade de desvios, exageros e desperdícios.

Além dessa funcionalidade defensiva, o fluxo também desempenha um papel estratégico para o crescimento da sua empresa. Afinal de contas, é por meio das suas análises que você chega a conclusões sobre o peso dos seus custos operacionais, identificando oportunidades de melhoria, investimentos e otimização.

Em paralelo, outra grande utilidade do fluxo é apresentar um painel claro e intuitivo com todas as movimentações financeiras do seu negócio, com uma clara separação das despesas por categoria, importância, data ou qualquer outro filtro que seja pertinente na sua análise — inclusive, o mesmo vale para o registro e observação das receitas.

A importância do fluxo de caixa

Por conta dessas obrigações, entendemos que o fluxo de caixa ocupa uma importância central na gestão de qualquer negócio, pois quando ele é bem operado por profissionais atentos e éticos, o caixa da empresa trabalha com boa previsibilidade, já que os valores, datas e registros são todos confiáveis.

Sendo assim, todo o negócio só tem a se beneficiar de um controle minucioso do fluxo de caixa, já que essa atenção e comprometimento são determinantes para a transparência dos registros. Então, como em um efeito cascata, a empresa que aproveita a previsibilidade em seus processos, aumenta sua competitividade no mercado, por uma melhor noção de quando, como e no que investir.

O mesmo exemplo vale para a captação de crédito. Digamos que você deseje expandir sua operação, mas não tem o capital necessário para isso. Apoiado por um bom fluxo de caixa e ciente das suas condições operacionais, você tem melhor margem estratégica para ir ao mercado em busca de um empréstimo para pessoa jurídica.

Isso também se repete na contratação de consórcios e financiamentos, já que ambas são modalidades de pagamento prolongado, que exigem uma boa capacidade de planejamento para evitar inadimplências no futuro, causando prejuízos para a operação. Então é isso: o fluxo de caixa é uma ferramenta que oferece controle, transparência e previsibilidade para que você toque o seu negócio!

As diferenças entre fluxo e controle de caixa

Mas, então, eis que surge uma curiosidade super comum sobre o tema, pois, além do fluxo, também existe a prática do controle de caixa. Embora conceitualmente parecidos, as ferramentas apresentam diferenças entre si, sendo importante que a gestão as conheça para aplicar a melhor técnica em cada caso. Veja!

Controle de caixa

Vamos começar pela solução inédita neste artigo. O controle de caixa é uma prática de registro e análise das entradas e saídas da empresa em uma micro escala — ou seja, essa é uma técnica que acompanha a movimentação financeira em pequenos intervalos, como dias ou semanas.

O objetivo desse método é justamente realizar uma análise microscópica de determinado período, focando sua observação nos ganhos, perdas, desafios e valores de um intervalo mais específico, por exemplo, analisando o retorno de produtos sazonais ou até mesmo de ofertas e temporadas promocionais, tal como a semana de natal, páscoa ou até mesmo datas como a Black Friday.

Sendo assim, o controle nada mais é do que o fluxo de caixa sob o detalhismo de uma lupa, com uma análise minuciosa e precisa sobre um determinado período.

Fluxo de caixa

Já o fluxo toma a rota contrária, pois se encarrega de analisar a operação como um todo, em uma visão macro. O objetivo dessa técnica é acompanhar o volume de custos e receitas ao longo de grandes períodos operacionais, facilitando decisões estratégicas e análises contextuais do desempenho e crescimento da empresa, por meio da comparação de resultados entre diferentes meses, trimestres, anos e afins.

Por conta disso, o fluxo é uma ferramenta muito mais voltada para uma organização tática de longo prazo. Um exemplo disso é a observação dos seus gastos destinados ao pagamento de impostos. Com uma equipe atenta, a sua operação pode aproveitar de estratégias de elisão fiscal, que nada mais é do que o bom e velho planejamento tributário — prática gerencial e contábil que estuda os melhores regimes e condições de adequação fiscal, enquadrando a sua empresa na modalidade mais econômica possível, resultando na redução da sua carga tributária.

Para finalizar, um último detalhe importante do fluxo é que ele também pode ser elaborado como uma projeção, simulando as entradas e saídas em diferentes cenários futuros, seja apontando os retornos esperados com determinando investimento ou após a adoção de certo regime tributário — enquanto o controle de caixa só trabalha com os resultados já aferidos.

Os 5 diferentes tipos de fluxo de caixa

Agora, é momento de conhecer algumas modalidades de fluxo. Justo por ser uma ferramenta de análise contábil, existem vários tipos de fluxo, que se dedicam a observar os registros sob diferentes pontos de vista para alcançar diferentes resultados. Veja!

1. Projetado

Como o nome sugere, o fluxo de caixa projetado é a modalidade utilizada pela gestão quando a empresa deseja simular seu crescimento com o avanço do tempo. Para tanto, a equipe contábil utiliza os valores registrados no último exercício fiscal, pois isso contribui para o nível de confiabilidade da análise.

Com essa base de referência, a análise desenha uma linha de projeção, na qual estima, literalmente, quais serão os valores futuros, indicando despesas e investimentos conforme se planeja realizá-los. Desse modo, é possível observar o impacto dessas movimentações sobre o caixa da empresa e avaliar quais os possíveis retornos dessas estratégias no futuro.

Por ser uma prática de simulação, o fluxo projetado não é fundamental para a saúde cotidiana da sua empresa. Mas, em termos de mercado, projetar a evolução e o impacto das suas decisões sobre o futuro da empresa pode ser uma forma de alavancar a sua competitividade, destoando dos seus concorrentes que só decidiram se preparar para o curto e médio prazo.

2. Descontado

No ambiente contábil, essa modalidade é normalmente reconhecida como FDC, representando a ideia de um fluxo de caixa descontado. Essencialmente, esse método é aplicado para avaliar o valor de um negócio, sendo uma ferramenta determinante em casos de fusão, captação de recursos, compra e venda de empresas.

Ou seja, o FDC nada mais é do que uma método clássico de valuation, a análise contábil para descobrir o valor de uma empresa em função de seus ganhos e custos operacionais. Por ser tão específico, o FDC não é amplamente utilizado no cotidiano dos negócio.

Tecnicamente, o FDC utiliza os valores de um fluxo de caixa projetado, que aponta a evolução patrimonial e operacional da empresa no futuro, e desconta a depreciação de ativos e a taxa de probabilidade de risco.

Para quem opera em um segmento em expansão, como as fintechs, é interessante conhecer essa prática, pois ela pode ser determinante na hora de avaliar a sua operação ou a de empresas nas quais você está interessado. Afinal de contas, nunca se sabe quando será a hora de unir forças, compras outras empresas ou vender a sua, não é mesmo?

3. Operacional

Já aqui, temos a opção mais simples e prática de todas. O fluxo de caixa operacional se foca a observar as entradas e saídas de um determinado período para, assim, entender os resultados positivos ou negativos, inclusive, olhando para a variação do capital de giro no intervalo observado.

No entanto, essa não é uma modalidade adequada para operações complexas, que exijam uma maior nível de detalhamento. Afinal de contas, o fluxo operacional não observa investimentos, empréstimos e demais captações de recurso, não sendo completo o suficiente para atender a uma gestão mais aprofundada.

4. Livre

Eis a solução mais popular no mercado. O fluxo de caixa livre equilibra um bom nível de detalhamento com certa simplicidade técnica, além de ser versátil o bastante para ser aplicado em todas as situações cotidianas de grande parte dos empreendimentos brasileiros.

Nesse método, todos os registros positivos e negativos são feitos em seus valores brutos, sem onerar descontos. Além disso, a organização do método apresenta todas as entradas e saídas de acordo com categorias específicas, facilitando a interpretação do fluxo pela gestão.

5. Investimento

Por último e super importante, o fluxo de caixa para investimentos. Diferente das demais modalidades, essa abordagem se debruça a analisar as movimentações que são realizadas na perspectiva de algum retorno positivo para a operação — ou seja, investimentos diretos nas condições do negócio, seja por meio de contratações, aquisição de ativos, passivos ou afins.

Os problemas evitados por um bom fluxo de caixa

Entre outras coisas, um dos maiores desafios aos microempresários é lidar com as decisões estratégicas do seu negócio. Pois na ausência de um repertório prévio, em que se tem familiaridade com as rotinas contábeis, esse gestor está por conta própria.

No entanto, com uma dose de estudo e interesse pelo tema, já é possível estabelecer um fluxo de caixa, agregando o mínimo de previsibilidade operacional para a sua empresa. Por isso que da forma como percebemos, um bom fluxo é capaz de evitar um grande número de decisões ruins, principalmente no que diz respeito aos gestos pessoais às custas da empresa.

Afinal de contas, o fluxo de caixa ensina melhor do que qualquer outra ferramenta a importância de manter o seu capital de giro imune a qualquer despesa que não seja voltada ao próprio negócio. O mesmo vale para o controle de gastos gerados por cartão de crédito ou qualquer outra modalidade do tipo.

Por fim, somando a previsibilidade com uma boa noção de controle, a empresa que conta com um fluxo de caixa detalhado, transparente e sem omissões também desempenha uma melhor supervisão sobre os seus valores, podendo assim, visualizar com maior clareza as oportunidades para captar recursos, sem se prejudicar no processo.

Pois veja, são muitas as empresas que contraem empréstimos sem um bom planejamento apoiando essa decisão e, por conta disso, amargam os próximos anos com o pagamento de juros incompatíveis com o retorno dessa absorção de capital. Basicamente, o fluxo de caixa oferece informações para que a gestão seja mais responsável e ponderada em suas decisões.

O fluxo de caixa na realidade das microempresas

Para finalizar, também é interessante fazer um destaque de como essa ferramenta funciona no dia a dia do microempresário. Em nossa visão, a modalidade mais utilizada por esse perfil de empreendimento é o fluxo de caixa livre, que tem uma integração super fácil com softwares de gestão, incentivando o gestor a acompanhar seus resultados.

Com uma plataforma assim, é mais intuitivo acompanhar as movimentações financeiras, pois facilita o entendimento do quanto se gasta para cada ação, seja a prestação de um serviço, a elaboração de um produto ou o que quer que você ofereça ao mercado.

Ainda assim, com a popularização das startups, vemos que é cada vez mais comum a utilização do bom fluxo de caixa descontado. Como mencionamos anteriormente, esse é o fluxo de valuation, que é determinante na hora de avaliar o quão promissora é a sua empresa — patrimonial e operacionalmente.

Em conclusão, é utilizando desse fluxo que os microempresários podem avaliar seus negócios e propor preços justos e equilibrados para quem quer que deseje absorver sua operação, por meio de uma compra ou até mesmo de um processo de fusão.

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Como limpar o nome em instituições de crédito: 5 dicas práticas

Com os altos índices de desemprego, vem a alta inadimplência. E aí, não tem jeito, as pessoas acabam entrando no Serasa ou no SPC pela incapacidade de honrar suas dívidas. Para quem está pensando em como limpar o nome sujo na praça, saiba que é, sim, possível sair dessa situação.

O primeiro passo, no entanto, é organizar as finanças! Embora a maior parte das dívidas surja em função da perda da renda, as compras por impulso também são inimigas a serem combatidas, assim como o parcelamento indiscriminado, com quantidade de prestações e altos valores a serem pagos a cada mês.

Ao longo do artigo, vou explicar mais detalhadamente o que ter o nome sujo significa, os problemas que isso causa e, é claro, as dicas para escapar do endividamento e voltar a respirar aliviado.

Comece a ler agora mesmo para aprender como limpar o seu nome!

O que significa ter o nome sujo?

Quando um consumidor para de pagar as prestações de um produto ou serviço adquirido, deixa contas, como a do cartão de crédito ou as parcelas de um empréstimo bancário, vencerem, entre outras dívidas contraídas em seu nome, os seus credores (empresas para quem o consumidor está devendo) avisam órgãos como a Serasa Experian ou o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) a respeito.

Essa comunicação coloca os dados do devedor em um cadastro, o que é popularmente conhecido como ficar com o nome sujo. Ou seja, sempre que o consumidor desejar fazer uma nova compra, as empresas são avisadas de que essa pessoa tem dívidas ainda não quitadas no mercado, o que pode impedir que o negócio seja concretizado.

A busca por empréstimos, financiamentos e outros serviços financeiros também fica complicada, já que poucas empresas aceitam negociar com quem tem fama de mau pagador.

É importante salientar que, na maior parte dos casos, as dívidas são causadas por perda do emprego, o que dificulta às pessoas cumprirem com compromissos assumidos quando estavam trabalhando e tinham uma renda que permitia manter as contas em dia. Apesar da conotação negativa, ter o nome sujo não significa que o devedor é má pessoa ou não tem caráter. Muitas vezes, é apenas alguém que se encontra momentaneamente em uma situação financeira delicada.

Serasa x SPC: entenda o que faz cada um

Tanto a Serasa quanto o SPC são organizações que recebem e armazenam informações dos consumidores em um banco de dados, como nome, endereço, números de documentos e dívidas que tenham com estabelecimentos comerciais. Lojas, bancos e outras empresas que desejam ter acesso a esses dados podem contratar um ou ambos os serviços para saberem mais a respeito das pessoas com quem estão fazendo negócios.

Dessa forma, um banco, por exemplo, pode se negar a conceder um empréstimo a um cliente, baseado no seu histórico de consumo e pagamentos. Ao considerar que um consumidor seja um risco ao seu negócio, pela sua comprovada incapacidade de arcar com as parcelas de compras feitas em outros locais, as empresas têm total liberdade de dizer “não” a eles.

O Serasa e o SPC têm basicamente a mesma função, porém, por ter sido fundado pela Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) e pela Associação dos Bancos do Estado de São Paulo (Assobesp), o primeiro é mais comumente acionado por instituições financeiras, como bancos e cooperativas de crédito. Já o SPC é mais usado pelos comerciantes.

Importância do planejamento financeiro

Apesar de metade da população brasileira não fazer um planejamento financeiro adequado, é fundamental destacar como isso é importante para evitar situações como o acúmulo de dívidas e a consequente preocupação em como limpar o nome sujo na praça. A gente sabe que a maior parte da população não ganha o suficiente para pagar por todos os produtos e serviços de que necessita, mas mesmo quem ganha bem tem dificuldade em administrar a sua grana, viu?

Se esse é o seu caso, veja algumas dicas de como se planejar melhor financeiramente:

  • parece óbvio, mas a primeira é: não gaste mais do que você ganha. Muita gente faz isso e acaba se endividando sem a menor necessidade de passar por esse perrengue;
  • faça anotações de todos os seus gastos, pois é isso que ajuda a entender onde o dinheiro está indo e o que pode ser cortado;

  • estabeleça um orçamento realista, dentro do que você precisa. A partir daí, evite gastar além do necessário;
  • a partir do item anterior, será possível economizar um pouco a cada mês, o que vai ajudar a criar uma poupança para emergências — o ideal é guardar, pelo menos, 15% da renda mensal;
  • se estiver sobrando uma grana legal, faça investimentos variados, que permitam aumentar seu patrimônio sem esforço extra;
  • caso tenha dívidas, coloque como prioridade quitá-las antes de começar a economizar e investir — o pagamento antecipado pode ser negociado com bons descontos.

Como surgem as dívidas

Na maior parte das vezes, as dívidas surgem pela incapacidade do devedor em pagá-las, em função da perda do emprego e/ou da renda que costumava ter, seja por motivo de demissão ou até mesmo doença, em caso de profissionais autônomos. Mas nem sempre esse é o caso.

Há situações em que as pessoas simplesmente gastam mais do que podem, seja por fazerem compras por impulso ou pelo desejo incontrolável de adquirir um bem ou serviço de alto valor, mesmo não tendo condições.

O acesso ao crédito cresceu muito no país nos últimos anos, com cada vez mais gente usando cartões de crédito, cheque especial e empréstimos facilmente solicitados via aplicativos bancários. Se, por um lado, esses recursos podem ser positivos (se bem usados), eles também podem levar uma pessoa à inadimplência caso as compras sejam feitas em excesso.

Economizar até ter todo o valor necessário — ou, pelo menos, uma fatia considerável do preço do produto a ser adquirido — é recomendado para evitar o endividamento desenfreado.

Os perigos do cartão de crédito

O cartão de crédito pode ser um aliado e tanto na vida financeira de qualquer um, por trazer inegáveis vantagens: segurança na hora de fazer transações (sem a necessidade de sair com grande quantidade de dinheiro vivo), possibilidade de controle de gastos e acúmulo de pontos (que podem ser usados para trocar por outros produtos ou serviços, como passagens aéreas).

No entanto é preciso ficar atento especialmente aos juros cobrados em caso de atraso nos pagamentos ou, até mesmo, da quitação parcial das faturas. O Brasil é conhecido por ter as mais altas taxas de juros de cartão de crédito do mundo, já tendo superado os 350% ao ano — para efeito de comparação, há países da América Latina em que esses juros não passam de 50% a cada 12 meses. Atualmente, os juros no país flutuam pouco abaixo de 300% ao ano.

Além disso, pesquisas apontam que quase metade dos usuários desse tipo de cartão não controlam suas compras e gastam mais do que se fossem comprar exclusivamente em dinheiro.

Quando é recomendado fazer uso de empréstimos?

Pegar dinheiro emprestado, seja com amigos, familiares ou instituições financeiras, sempre é algo delicado. Primeiro, porque na maior parte das vezes indica a necessidade de um valor de que as pessoas não dispõem no momento. Ainda assim, nem sempre isso é verdade, e há ocasiões em que fazer um empréstimo pode ser a melhor opção. Para isso, porém, é preciso ter um bom score no Serasa.

Veja algumas situações em que o empréstimo pode ser uma boa:

  • pagamento de dívidas cujas taxas de juros são maiores do que as do empréstimo a ser contratado;

  • limpar o seu nome junto ao Serasa ou SPC;

  • compras de bens de alto valor cujo parcelamento da loja tem juros mais altos do que o do empréstimo;
  • abrir um negócio de forma planejada, com potencial de ganhos que compensem as dívidas e os juros a serem contraídos.

Uma coisa, no entanto, é fundamental antes de pegar um empréstimo: ter a plena certeza de que você tem total capacidade de pagar as prestações em dia, de forma que não sejam gerados ainda mais juros e dívidas — o que cria o famoso efeito “bola de neve”.

Negociando as dívidas: 5 dicas valiosas

A seguir, vamos listar as principais dicas de como negociar dívidas do cartão de crédito ou outras que você tenha contraído e limpar o nome no mercado. Confira!

1. Planeje-se

A primeira coisa a se fazer é saber exatamente qual o valor devido. Ao pagar a dívida toda de uma só vez, geralmente os credores dão uma margem considerável de descontos aos devedores — embora eles não tenham obrigação alguma de fazer isso. Afinal, é melhor receber um valor inferior do que ficar sem nada. Por isso, a dica é elaborar uma proposta realista, que você tenha totais condições de cumprir.

Também é parte do planejamento saber que é provável que o credor faça uma contraproposta. Analise possíveis cenários para ir para a mesa de negociação já sabendo quais as condições que você pode aceitar e o que é inviável. De nada adianta renegociar a dívida e continuar em uma situação desfavorável.

2. Renegocie a dívida pessoalmente

Em geral, quando o devedor busca o credor para resolver o problema, é recomendado que essa reunião ocorra pessoalmente. Isso, porque aumentam as chances de a empresa que está cobrando a dívida enviar uma pessoa especializada no assunto e com real poder de negociação, o que também potencializa as possibilidades de sucesso do encontro.

Contatos telefônicos, por e-mail ou outro tipo de mensagem eletrônica costumam ser feitos por equipes generalistas, que não conhecem a fundo o negócio e tem pouca capacidade de negociação. Assim, há pouca vantagem em buscar esse tipo de contato para renegociar dívidas.

3. Participe de mutirões

Algumas empresas realizam eventos para reunir devedores e renegociar dívidas. Nessas ocasiões, os descontos costumam ser bastante atrativos, o que pode tornar essa a oportunidade ideal de quitar débitos junto a bancos, financeiras ou outras empresas. Quando isso ocorrer, procure participar para ter acesso aos benefícios!

4. Peça redução de juros

Os juros caíram bastante no Brasil nos últimos tempos. Em função da economia ainda ter dificuldades e o país apresentar um baixo crescimento, a taxa Selic foi reduzida no começo de 2020 para 4,25%, como forma de incentivar investimentos. Embora a maior parte dos bancos comerciais trabalhem com juros bem acima da Selic, muitos também reduziram suas cobranças, o que pode beneficiar devedores. Procure seus credores e proponha uma redução na taxa de juros para colocar suas contas em dia — há boas chances de a proposta ser aceita.

5. Fique atento a cobranças abusivas

Mesmo que você tenha solicitado empréstimos e aceitado determinadas condições, é fundamental ficar atento em relação a cobranças abusivas. As entidades de proteção ao consumidor, especialmente o Procon, devem ser acionadas caso você suspeite de que possa estar sendo lesado. Uma boa redução dos valores das dívidas pode ser obtida dessa forma.

Como evitar dívidas no futuro

O planejamento financeiro é a melhor forma de evitar dívidas no futuro e poupar o estresse de pensar em como limpar o nome nos órgãos de proteção ao crédito. É claro que, para quem ganha pouco, torna-se muito mais difícil economizar. Ainda assim, ter um custo de vida que fique dentro dos ganhos de cada um é fundamental para que não se acumulem débitos em excesso.

Veja algumas dicas:

  • pesquise preços sempre antes de fechar negócio;

  • negocie descontos com os vendedores sempre que possível;
  • evite compras com prestações muito altas ou extensas;
  • fique atento ao contratar serviços como “crédito fácil” e outros com nomes similares, que geralmente têm taxas de juros mais altas;
  • seja racional antes de comprar qualquer coisa: há realmente necessidade deste item?

Entendeu como limpar o nome sujo no SPC ou Serasa? A batalha é árdua, mas pode ser vencida! O importante é controlar os gastos de forma que as finanças retornem a um padrão que caiba no bolso e sejam condizente com os ganhos, além de procurar os credores para renegociar as dívidas de forma a obter benefícios.

Quer saber como ter acesso a serviços financeiras descomplicados e que cabem no seu bolso? Então entre em contato a gente!

AUMENTO DA MARGEM DO INSS: entenda a medida do governo de ampliar o consignado

O governo anda levantando uma série de medidas para auxiliar a população em meio à crise do COVID-19, e uma delas é o aumento da margem do INSS. Não entende o que isso quer dizer? Continue lendo e saiba mais sobre.

No que o aumento da margem do INSS pode ajudar?

A proposta para a medida foi feita em março deste ano e consiste em estender o limite de empréstimo consignado do INSS. Apesar de um projeto de lei não ter sido publicado até agora, foi divulgada a informação que o governo o encaminhará em poucos dias.

Nesta segunda-feira, Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho, pediu um pouco de paciência, em uma live promovida pela Mag Investimentos, pois o aumento da margem do INSS já está sendo estruturado. Também reforça que todas as medidas tomadas pelo governo para bater de frente com os efeitos econômicos da pandemia cabem dentro do orçamento do Brasil, e que estão sendo olhados bem de perto pelo Ministro da Economia Paulo Guedes.

Neste momento de espera pelo aumento da margem do INSS de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas, Bruno Bianco ressalta que o governo já propôs modificações nos juros e prazos, as quais não dependem de leis.

Tais modificações foram propostas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Elas reduzem o teto dos juros do empréstimo consignado, dando vantagem aos beneficiários, além de estender os prazos para pagamento da dívida.

Assim, a taxa de juros cobrada pelo empréstimo consignado será de 1,80% ao mês – sendo que antes eram de 2,08% -, enquanto a do cartão de crédito consignado, 2,70% ao mês – os quais antes eram de 3%. Já a quantidade de parcelas para pagar a dívida irá para 84 meses.

Além disso, Bruno Bianco reforça que o governo propôs medidas trabalhistas complementares para apoiar a economia neste estado de calamidade pública, como as Medidas Provisórias nº 927 e 936, prorrogação dos prazos de pagamento dos tributos dos MEI e de impostos no geral, além das declarações de renda, renegociação de dívidas, etc.

Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), também afirmou na segunda-feira que as instituições financeiras estarem em um processo de estudo para entenderem a possibilidade de concederem um período de carência para clientes do crédito consignado.

Agora resta esperar para que o projeto de lei que visa aumento da margem do INSS seja publicado e sancionado o mais rápido possível. Assim, aposentados e pensionistas poderão respirar um pouco mais aliviados e desfrutar de mais este benefício para passar por estes tempos difíceis.

A Youbo e a pandemia

Você sabe que a Youbo está ao seu lado em todos os momentos de crise, e esse não será diferente. Estamos presentes na vida de todos os aposentados e pensionistas a todo momento pelo digital e agora, mais do que nunca, estamos a todo vapor.

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O que você deve saber sobre o empréstimo com veículo em garantia

Se existe algo comum na economia é a relação entre as finanças pessoais com a situação do país. Pois veja, em uma recessão, é normal que as pessoas sintam o aumento da dificuldade em suas vidas, pois algumas questões, como o desemprego, costumam provocar o endividamento.

Então o consumidor acaba ficando de mãos atadas, sem poder comprar normalmente. Mas estamos aqui para mostrar uma solução no fim do túnel, principalmente para aqueles que possuem um bem quitado. Isso, porque, neste post, falaremos sobre o empréstimo com carro como garantia!

Cada vez mais popular, essa modalidade tem atraído muitos brasileiros, que enxergam uma oportunidade para quitar suas despesas e evitar a negativação do próprio nome. Então não fique de fora dessa! Acomode-se na cadeira e nos acompanhe nesse tema, descobrindo como essa solução pode aliviar o seu orçamento. Vamos lá!

O que é o empréstimo com carro como garantia?

Também conhecido como refinanciamento de veículo, esse modelo de crédito tem como característica principal o solicitante oferecer seu automóvel como garantia de que o empréstimo será pago.

Desse modo, se houver inadimplência por parte do tomador, a instituição pode pegar o carro ou moto de garantia para que ela não perca o valor que emprestou. Sendo assim, o devedor deve ficar atento às parcelas e se programar para pagar o que foi combinado.

várias vantagens para quem decide solicitar esse modo de crédito, mas um dos maiores benefícios é a quantidade de dinheiro que pode ser concedida. Por haver previamente uma segurança para o banco, existe a possibilidade de ele liberar um valor maior para o solicitante.

Essa modalidade é, ainda, flexível, ou seja, ao receber o fundo você pode gastar com o que desejar. Por essa razão e pela quantia elevada que é disponibilizada, muitos utilizam esse empréstimo para comprar um novo carro, uma residência ou até abrir uma empresa própria.

Se você busca realizar algumas dessas ações, ou quer quitar uma dívida, e tem um carro, esse tipo de empréstimo é uma boa opção. Por isso, vamos explicar melhor como ele atua.

Como funciona essa modalidade?

Como foi dito, o mais importante nesse crédito é o veículo dado como garantia, porque ele é um fator decisivo para outras características do negócio.

O valor do empréstimo, por exemplo, pode ser de 50% até 90% do preço do automóvel, dependendo do banco e do veículo em si. Quanto mais novo e em melhores condições ele estiver, melhor será o valor do crédito.

Como há o automóvel como garantia e um menor risco para a instituição financeira, as taxas de juros também são menores se comparadas com outros tipos de empréstimo.

Para fazer esse negócio, o cliente pode oferecer desde um carro, uma moto e até um ônibus ou um caminhão. Contudo lembre-se de prestar atenção à idade do seu veículo para conseguir um valor mais satisfatório.

Os carros, inclusive, devem ter até dez anos de fabricação para que o pedido de empréstimo seja analisado, afinal, o fato de ter um automóvel não garante que sua solicitação será aceita.

Para que isso aconteça, o banco examina as condições do bem que você está cedendo e determina qual é o real valor dele. Alguns itens verificados são o ano de fabricação, a quilometragem e o estado do automóvel. Depois disso, o credor analisa o cenário e garante que é um bom negócio emprestar dinheiro para você.

Caso o pedido de empréstimo seja aceito, o carro ou moto se torna a garantia da instituição, porém o patrimônio não fica em posse dela. O proprietário pode continuar usando o veículo normalmente. Ele só fica proibido de vender o bem material até que toda a dívida seja quitada.

Como são os juros nesse tipo de empréstimo?

Já aqui, chegamos em um dos pontos mais importante na modalidade. Pois veja, tradicionalmente, uma linha de crédito pessoal costuma praticar juros entre 3,35% a 9,80% a.m. — variando a depender da instituição que empresta e do histórico de quem solicita.

No entanto, os juros praticados no empréstimo com garantia de veículo começam a partir de 1,56% ao mês, o que é consideravelmente mais barato que o crédito pessoal, ainda mais se pensarmos no longo prazo, com o Custo Efetivo Total (CET) calculado. Mas, então, surge a dúvida: por que os juros são tão mais baixos?

Bem, essa é uma oportunidade bacana para entender a questão do risco e retorno em uma operação de crédito. Primeiro, devemos considerar o seguinte: em um empréstimo, o objetivo da instituição financeira é recuperar o dinheiro emprestado, em dia e com o acréscimo dos juros.

No entanto, é do interesse de quem empresta fazer isso nas situações em que o risco de inadimplência é baixo. É a partir daqui que a avaliação do risco interfere no cálculo de retorno. Quer um exemplo disso? Então, vamos a um exemplo de empréstimo tradicional:

  • modalidade: crédito pessoal;
  • score Serasa do solicitante: 400 pontos, equivalendo a 33% de probabilidade de atraso;
  • garantias: não;
  • taxas possíveis: 3,35% – 9,86% ao mês.

Agora, veja um segundo exemplo:

  • modalidade: crédito com garantia de veículo;
  • score Serasa do solicitante: 400 pontos, equivalendo a 33% de probabilidade de atraso;
  • garantias: sim, veículo no valor de R$35 mil.
  • taxa possível: a partir de 1,56% ao mês.

Percebe? Em uma comparação direta, com o mesmo consumidor hipotético, o veículo é um emblema de segurança. Afinal, caso o cliente não honre as parcelas, a instituição executa seu direito de leiloar o veículo, coletar o valor devido e devolver o residual para o cliente.

No fim das contas, é uma relação de ganho mútuo. A instituição financeira fica mais segura quanto ao sucesso do negócio, pois sabe que receberá em qualquer ocasião. Já o consumidor, aproveita a oportunidade de acessar um crédito rápido e barato, com uma das menores taxas em todo o mercado.

Por isso, assim como muitos outros recursos financeiros, o empréstimo com veículo como garantia é uma estratégia superimportantes e que, bem utilizada, pode ser fundamental para aliviar algum momento de dificuldade financeira ou imprevistos relacionados ao seu emprego ou saúde.

Quais os critérios avaliados no veículo?

Agora, transitamos para uma das maiores curiosidades no tema. Da forma como percebemos, um dos maiores receios do consumidor é justamente com o nível de exigência das instituições para aceitar ou recusar alguns carros na modalidade. E aqui, podemos dizer com segurança: os requisitos são mínimos e bem compreensíveis.

O mais comum de todos é a “idade” do automóvel. Normalmente, as empresas exigem que o veículo tenha no máximo 10 anos desde a sua data de fabricação, mas existem instituições que aceitam modelos nacionais e importados fabricados a partir de 2004 — o que é algo importante para a própria velocidade de revenda desse bem.

Pois veja, carros e motos antigas perdem o apelo entre o público consumidor, atingindo preços substancialmente baixos nas casas de leilões. Como o objetivo da instituição que empresta é garantir que conseguirá seu dinheiro de volta, os veículos devem ter fácil revenda, o que implica na boa condição mecânica.

Inclusive, aqui também é importante destacar a quilometragem. Ainda que não exista um padrão mínimo no mercado, é fundamental que o veículo não tenha uma rodagem extraordinária, acima dos 500 mil km rodados.

Para encerrar, destacamos o estado de uso do carro e o seu valor de mercado. Em estado de uso, não há nada de outro mundo, mas apenas uma inspeção básica para proteger a instituição de aceitar um carro severamente prejudicado.

Já o valor de mercado é autoexplicativo, pois interfere diretamente na garantia da instituição. Por isso, é importante que o veículo seja normalmente avaliado na FIPE, sem nenhuma anomalia de preço. Por exemplo, hatches populares são amplamente aceitos, tanto pelo facilidade de revenda como pelo valor compatível com o emprestado para muitos clientes.

Quais as principais restrições nesse tipo de empréstimo?

Nem tudo são flores! Antes de solicitar essa modalidade, também é importante ficar antenado aos possíveis obstáculos. Da forma como percebemos, essas restrições existem em duas categorias: a pessoa e a garantia. Veja só!

Restrições pessoais

Aqui, falamos dos entraves financeiros e burocráticos que impedem não apenas essa modalidade, mas muitos outros empréstimos. Por exemplo, uma prática comum do mercado é não aceitar contratos com clientes negativados.

Essas negativações podem ser de vários tipos, sejam restrições de crédito no SPC e Serasa ou até nas esferas judiciais, com protestos em cartórios e ações como réu na justiça. Afinal de contas, todas essas questões aumentam o risco de inadimplência, a ponto de que nem uma taxa mais alta faz o negócio ser interessante para a instituição financeira.

Inclusive, lembra que comentamos mais cedo sobre a relação entre a pontuação do Serasa e o risco de atraso? Pois bem, essa é uma informação oficial do bureau de crédito. Você pode consultar o seu cadastro no portal Serasa Consumidor, analisar o seu score e ver onde você está nesta lista:

  • pontuação 900 a 1000 equivale a 5% de risco;
  • 800-899 a 10%;
  • 700-799 a 15%;
  • 600-699 a 19%;
  • 500-599 a 25%;
  • 400-499 a 33%;
  • 300-399 a 45%;
  • 200-299 a 83%;
  • 100-199 a 93%;
  • 0-99 a 96%.

Restrições da garantia

Já aqui, temos as restrições que dizem respeito ao veículo. Além das questões de idade, condição e quilometragem, destacamos a mais importante: o bem deve estar quitado e desimpedido. O que queremos dizer com isso? Trocando em miúdos, o veículo deve estar pago e sem nenhuma pendência na justiça.

Talvez você se questione: mas por que isso é importante? Bem, veja da seguinte forma: para tomar o veículo como uma garantia no contrato, a empresa precisa fazer um processo de alienação, ou seja, vincular a propriedade do carro ao CNPJ dela.

Por que é feito isso? Esse é o processo que dá segurança jurídica para empresa tomar o veículo como garantia. Inclusive, a alienação é algo que é gravado no próprio documento do carro, impedindo que o consumidor venda essa item, que, ao longo do empréstimo, não é totalmente dele.

É apenas depois de quitar todas as parcelas que o cliente retoma seu direito de plena propriedade, podendo vender o veículo ou fazer o que bem entender. O mesmo vale para pendências na justiça, em que o veículo não pode ser alienado por já estar envolvido em alguma decisão de penhora judicial.

Como ocorre o pagamento nessa modalidade?

De acordo com a empresa que você fizer seu negócio, haverá algumas diferenças na hora do pagamento, mas, em geral, o processo é simples.

O valor pode ser parcelado em um grande período, como 48 meses e até 60 meses, dependendo da instituição. As taxas costumam ser pré-fixadas, então o solicitante sabe quanto terá que pagar por mês e pode se planejar para não ficar inadimplente.

Além disso, se ele realizar o empréstimo com um banco de que já é cliente, o pagamento poderá ser feito com débito em conta, o que facilita bastante todo o procedimento.

Fazer esse modelo de crédito tem certas vantagens, porém é preciso cumprir determinados requisitos para obtê-lo. Se você está pensando em pedir o seu, descubra, no próximo tópico, quais são as exigências para solicitá-lo!

Quem pode contratar?

Existem algumas condições para que alguém possa requisitar um crédito com veículo como garantia. A primeira delas é que o automóvel deve estar no nome do solicitante. Caso não esteja, o pedido não será analisado. Mesmo que o requerente seja casado e, por exemplo, o carro esteja no nome do parceiro (a), a solicitação será negada.

O veículo ainda tem que estar totalmente quitado e não pode ser garantia de outras instituições financeiras. Além disso, tudo deve estar em dia no DETRAN (Departamento de Trânsito), ou seja, sem nenhuma pendência, multas em aberto ou infrações.

O bem material deve estar em bom estado, conversado e funcionando corretamente também. Se ele não estiver em boas condições, provavelmente o empréstimo não será aceito ou o valor emprestado será baixo.

Quem é negativado pode contratar essa modalidade?

Uma grande dúvida sobre essa modalidade é se pessoas que estão com o nome negativado podem requerer esse modelo de crédito. A resposta é: depende. Certos bancos aceitam correr um risco maior, pois têm o automóvel como garantia, e outros recusam mesmo com esse fator.

O importante é lembrar que, nesse caso, não há um impedimento. Então, o indivíduo com o nome negativado pode tentar conseguir o crédito, o único porém é que não há a certeza de que o pedido será aceito.

Além do veículo passar por uma vistoria, a pessoa também terá o seu perfil de crédito analisado para que os riscos sejam medidos. Na hipótese de que ela apresente um nível não muito alto de inadimplência e mantenha um bom comportamento no mercado, pode ser que seja capaz de pegar o empréstimo.

Se não, ela ainda pode tentar melhorar sua imagem aprimorando seu score. Assim, as chances aumentarão e o refinanciamento de automóvel pode se tornar realidade.

Para quem já se decidiu e acredita que o crédito com veículo de garantia é a melhor opção, mostraremos, a seguir, como conquistá-lo. Vamos lá?

Como contratar esse tipo de empréstimo?

Bancos tradicionais, como a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, oferecem esse empréstimo, assim como instituições digitais. Se o cliente desejar, é possível fazer simulações online em sites de determinadas empresas para que ele tenha uma noção do quanto terá que pagar e em quanto tempo.

Primeiro, é necessário analisar as ofertas das firmas e decidir qual se encaixa melhor em seus planos e orçamento. Afinal, você deverá pensar no quanto terá que pagar por mês e se programar para essa conta extra.

Por isso, o planejamento é fundamental para realizar um empréstimo, seja o de veículo com garantia ou outra modalidade. Nesse caso, há a alternativa de o credor pegar o seu automóvel se você se tornar inadimplente, mas ninguém quer chegar a esse ponto.

Além disso, sua imagem pode ficar manchada no mercado e você provavelmente contrairá dívidas, ainda mais do que tinha antes. A ideia do crédito é obter ajuda e não se meter em uma fria! Sendo assim, organize-se e concentre-se nas particularidades que cada firma apresenta.

Preste atenção, porque em algumas instituições, você terá que ser correntista para fazer o pedido do crédito. Há vantagens em pegar o dinheiro de um banco no qual você já tem uma conta, porém não é só esse item que deve ser examinado.

Depois de pesquisar bastante e decidir qual é a melhor escolha para você, preencha o formulário ou entre em contato com um colaborador da empresa. Tenha em mãos RG, CPF, CRV (o documento do veículo), comprovante de renda e de endereço.

O documento que confirma sua renda é necessário, porque o credor precisa que se certificar de que você tem condições de arcar com os custos das parcelas e que o dinheiro emprestado será devolvido.

Apesar de não poder pedir o crédito se o registro do automóvel estiver no nome do seu cônjuge, geralmente, é permitido unir o ganho de ambos para que a solicitação seja aceita com mais facilidade.

É importante lembrar que, nessa fase, a empresa responsável pelo empréstimo tem a liberdade de pedir mais ou menos documentos. Portanto não estranhe se ela requisitar mais dados antes de concluir a análise dela.

Após examinar o seu perfil no mercado, será feita a inspeção do veículo para determinar o valor real dele. Com esses itens, a instituição decide se aceita o seu pedido ou não. Caso ele seja aprovado, é só assinar os documentos e esperar para que o dinheiro seja liberado.

Fazer um crédito com veículo de garantia pode ser uma boa opção para quem quer realizar um sonho, como adquirir a casa própria, ou ter um auxílio financeiro para abrir um negócio.

Por isso, frisamos por uma última vez: antes de contrair esse tipo de crédito, lembre-se de observar todos os requisitos necessários, garantindo a sua adequação e que o seu pedido será aceito. O mesmo vale para a importância do planejamento, em que você deve visualizar como as parcelas vão interagir com o seu orçamento mensal.

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