Finanças pessoais: o seu guia completo!

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Manter as finanças pessoais em ordem é um desafio constante para a maioria de nós, que fazemos grandes esforços para que tudo esteja sempre em dia, sem maiores sufocos, embora isso não seja sempre possível.

Logo, é importante conhecer estratégias para controlar os hábitos de consumo e entender melhor para onde vai cada centavo do dinheiro disponível, que é bem difícil de ser conquistado. Isso ajuda a evitar problemas maiores, que possam comprometer a nossa saúde financeira e trazer consequências desagradáveis.

Portanto confira, neste texto, tudo o que você precisa saber para manter as finanças pessoais sob controle!

Saiba como controlar suas finanças pessoais

Embora passe por isso, organizar as finanças pessoais não tem relação somente com a ideia de pagar todos os boletos em dia e não criar dívidas. A ideia de controle está ligada com a capacidade de conseguir identificar para onde está indo cada centavo do dinheiro disponível, de forma a otimizá-lo.

Com isso, será possível evitar apertos causados pela falta de planejamento e projetar melhor as despesas, incluindo nelas até mesmo eventuais sonhos e metas maiores, que, embora pareçam distantes, podem ser alcançadas aos poucos.

De forma mais técnica, podemos definir o controle financeiro como o registro de todos os ganhos e despesas de uma pessoa dentro de um determinado período. Ou seja, é saber qual a destinação terá cada centavo e, com isso, não ter surpresas na hora em que um boleto novo aparecer.

Tal hábito ajuda a contornar um problema muito comum entre os brasileiros: não ter em mente de forma direta qual a sua renda, qual a soma das suas principais despesas e qual a relação entre ambos os números. Se o dinheiro que sai é maior do que aquele que entra, é melhor ligar o sinal de alerta e tomar atitudes para reverter essa situação.

Pode ser que o salário ainda não dure o mês todo, mas, com as contas sob controle, são menores as chances de você passar apertos sérios até receber de novo, correr o risco de se endividar ou mesmo recorrer a soluções de emergência (como o uso do cheque especial) e ter que arcar com juros e multas por isso. Por fim, um bom controle abrirá espaço no seu orçamento para poupar ou até mesmo começar a investir, o que é sempre importante.

Identifique suas despesas

Parte essencial do controle das finanças pessoais envolve o acompanhamento completo de todas as despesas. Parece uma dica boba, mas, como destacamos no tópico anterior, esse é um erro comum entre a maioria dos brasileiros, que faz com que boa parte deles sofra para chegar até o final do mês.

Quem tem menos familiaridade com a tecnologia pode lançar mão de cadernos ou mesmo planilhas de papel para fazer esse controle. No entanto, quem puder aproveitar os benefícios da tecnologia, poderá utilizar diversos aplicativos para smartphone que cumprem bem a tarefa de listar e todos os gastos, além de oferecer benefícios adicionais, como centralizar todas as informações em um único local ou fornecer tabelas e gráficos que facilitam a visualização das informações.

De todo modo, seja qual for o instrumento utilizado, é importante desenvolver a disciplina necessária para incluir no seu controle todos os gastos feitos, por menores que eles sejam. Além disso, é importante classificá-los em grupos. A divisão mais básica é separá-los entre despesas fixas, variáveis e emergenciais ou imprevistas.

As despesas fixas, como o próprio nome dá a entender, são aquelas que acontecem todo mês e cuja variação não existe ou é muito pequena. Além disso, elas dificilmente podem ser eliminadas do orçamento. Entre as principais despesas fixas estão o aluguel ou prestação do financiamento, taxas de condomínio, gastos com saúde e educação e impostos, como o IPTU e o IPVA.

Já as despesas variáveis não tem o mesmo valor mês a mês e às vezes nem estão presentes dependendo do seu consumo. Outra diferença é que elas podem ser reduzidas ou eliminadas com mais facilidade. Alguns exemplos de despesas variáveis são as contas de água, luz e telefone, alimentação, vestuário, transporte e gastos com lazer.

Por fim, as despesas emergenciais são aquelas que não podem ser previstas, mas que costumam ter um peso grande no orçamento, como o conserto de um veículo ou um tratamento médico mais caro e que não estava nos planos.

Com esses dados em mãos fica mais fácil entender como está sua situação financeira: ter gastos menores que a renda é um bom sinal e indica que as coisas estão mais ou menos estáveis. Já longos períodos com as despesas superando o dinheiro que entra indicam que algo não vai e que é preciso agir para reverter esse cenário, que pode levar a inadimplência.

Domine seus impulsos na hora de comprar

Nesse caminho para colocar os gastos em ordem, provavelmente será necessário cortar aquelas despesas supérfluas e, principalmente, controlar as compras por impulso, que podem pesar bastante no seu orçamento. Então é importante aprender a contornar essa vontade de levar para casa produtos de que muitas vezes você não precisa.

Embora seja difícil controlar tais impulsos, algumas estratégias podem ser úteis para reduzir esse tipo de compra. A primeira delas envolve diferenciar desejo de necessidade: ou seja, é necessário pensar bastante sobre se aquela compra suprirá algo que você realmente esteja precisando ou é apenas uma vontade.

Caso ela seja apenas um desejo, o ideal é aguardar um momento melhor para comprar e se planejar para isso. Nessa hora, seguir a “regra da espera” é útil. Ao se deparar com um produto que desperte seu interesse, nunca faça a compra imediatamente.

Determine um período (uma semana ou um mês, por exemplo) e reflita sobre essa aquisição, avaliando sua necessidade e se ela cabe no seu orçamento. Só após esse tempo é que você deve decidir ou não pela compra.

Outras dicas para evitar as compras por impulso envolvem definir prioridades, fazer listas de compras, tomar cuidado com promoções e até mesmo não sair de casa com os cartões de crédito na carteira.

Utilize o cartão de crédito a seu favor

Justamente o cartão de crédito está por trás das principais causas das compras por impulso. E isso se dá por uma espécie de pegadinha que nosso cérebro nos proporciona: ao passar o cartão não temos a dimensão exata da compra que estamos fazendo, uma vez que o dinheiro não sai da nossa carteira. Ou seja, é como se as compras com cartão doessem menos no bolso.

No entanto, como você já deve estar cansado de saber, uma hora a fatura chega, e é preciso tomar cuidado para não se assustar com ela. Ao mesmo tempo, não é preciso tratar os cartões de crédito como vilões, uma vez que ele que apresentam vantagens interessantes. Por isso, parte de um bom planejamento para as finanças pessoais envolve utilizar o cartão de crédito a seu favor.

Em um primeiro momento, o cartão pode até mesmo servir para organizar suas finanças, por mais estranho que isso possa parecer. Porém basta pensar no cartão como forma de centralizar seus gastos em um único lugar. Assim, todas as despesas estarão concentradas em uma única fatura.

Além disso, muitos cartões de crédito oferecem programas de benefícios aos seus clientes, nos quais eles acumulam pontos que podem ser trocados por diversas vantagens, como descontos em outros produtos e até mesmo passagens áreas.

Para os benefícios do cartão de crédito não se transformarem em dor de cabeça é essencial manter um controle bastante detalhado sobre todas as compras feitas, principalmente aquelas parceladas. Ainda que sem juros, vários parcelamentos podem ser acumular na mesma fatura e pesar no orçamento.

Outro aspecto a ser observado é o tamanho da anuidade cobrada pela utilização do cartão. Ela deve ser condizente com os serviços oferecidos. Na dúvida, não hesite em entrar em contato com a instituição financeira e negociar o valor a ser pago.

Nesse sentido, manter poucos, mas bons cartões de crédito na carteira pode ser a melhor solução, já que reduz o peso com o pagamento das anuidades e evita que você se enrole com os limites disponíveis.

Aprenda a estabelecer metas

Até agora você viu como controlar seus gastos e evitar algumas armadilhas no dia a dia, principalmente envolvendo cartões de crédito e compras por impulso, o que é parte indispensável para o planejamento das finanças pessoais.

No entanto, é importante também não ignorar quais são seus objetivos financeiros. Apenas sabendo onde se quer chegar é possível determinar estratégias para percorrer o caminho até as metas definidas.

Seguindo alguns passos, fica mais simples contornar as dificuldades em definir as metas a serem alcanças. A primeira etapa envolve diferenciar objetivos de curto, médio e longo prazo.

Geralmente, como curto prazo, deve-se estabelecer metas a serem cumpridas dentro de alguns meses. Aquelas com prazo entre 1 e 2 anos são denominadas de médio prazo. Já as que demandaram períodos superiores a isso são chamadas de longo prazo.

Depois de saber fazer essa diferenciação relativa ao tempo, pode-se estabelecer as metas propriamente ditas, diferenciando-as dentre dessas categorias. De todo modo, boas metas são específicas, tangíveis, mensuráveis e sempre estam de acordo com seu planejamento. Sem isso, as chances de cumprir esse objetivo diminuem consideravelmente.

Um exemplo ajuda a entender por que metas devem combinar essa característica. Imagine, por exemplo, que seu objetivo seja fazer uma festa de aniversário para seu filho daqui a 6 meses (ou seja, algo de curto prazo).

Ela é bastante clara, você tem no horizonte tudo o que precisa para organizar o aniversário e pode planejar a quantia necessária. A partir disso, torna-se possível definir as estratégias para atingir essa meta, bem como acompanhá-la passo a passo.

Por outro lado, uma meta vaga dificulta essas definições. Você pode desejar muito fazer uma viagem ou mesmo ficar rico, mas pode ser difícil determinar estratégias para esse objetivo. Afinal de contas, viajar para onde? O quão rico é o seu objetivo?

Faça empréstimos sempre com consciência

Já parou para pensar que nem sempre fazer um empréstimo é um negócio ruim? Eles podem ser a melhor saída para muitas situações inesperadas e podem ser utilizados para contornar emergências ou mesmo quitar dívidas com juros mais em conta. Entretanto empréstimos devem ser sempre empregados com consciência.

Logo a regra fundamental é nunca fazer um empréstimo sem saber qual será o destino do dinheiro. Isso evita contrair uma dívida sem que seja necessário. Além disso, na hora de fechar negócio, sempre compare o Custo Efetivo Total (CET) das opções de crédito disponível, o que permite ter uma ideia melhor dos juros e demais encargos cobrados. Por fim, calcule com cuidado qual será o impacto do pagamento das parcelas.

Em muitos casos, um empréstimo consignado pode ser uma alternativa interessante. Nessa opção, os pagamentos são feitos diretamente da folha de pagamento. Com isso, eles conseguem oferecer juros bem menores que outras linhas de crédito disponíveis no mercado, o que é uma vantagem e tanto.

Evite que seu nome seja negativado

A principal consequência negativa da ausência de um planejamento nas finanças pessoas certamente são as dívidas. E, com elas, é bem provável que seu nome vá parar nos serviços de proteção ao crédito e fique negativado. A partir disso, será necessário lidar com a maior dificuldade para contratar crédito, além de ver seu score reduzido.

Todas as atitudes visando o controle de gastos apresentadas ao longo deste texto ajudam a se manter longe de dívidas e, por consequência, com o nome fora dos cadastros de devedores. Outra recomendação importante é não emprestar seu nome ou seus cartões para que amigos façam compras a prazo.

Por mais que você queira ajudá-los, eles podem ter problemas e não conseguir honrar os pagamentos, fazendo com que o problema caía no seu colo. Nessas horas, procure alternativas que não envolvam o uso do seu nome para contribuir com eles.

Poupe sempre que possível

Manter uma reserva financeira é outro recurso útil para os momentos de aperto. Ela evita que seja preciso recorrer a empréstimos ou outras saídas na hora de uma emergência que inclua uma despesa não prevista.

No mundo ideal, a recomendação é manter guardado o dinheiro equivalente a alguns meses do seu salário. No entanto, muitas vezes é bem difícil fazê-lo mesmo chegar até o final do mês, não é mesmo? Portanto, guarde a quantia que for possível, por menor que ela seja. Ao longo dos meses, essas pequenas economias formarão um montante que pode garantir algum alívio quando a situação complicar.

Não existe milagre quando o assunto são as finanças pessoais e as melhores formas de organizá-las. É importante sempre ter paciência e investir em planejamentos bem-feitos. À medida que o tempo for passando, com o hábito, tudo ficará mais automático e você verá a disciplina dar resultados.

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