Guia completo do fluxo de caixa: tudo o que você precisa saber

fluxo de caixa
fluxo de caixa

Como todos sabemos, fazer a empresa crescer é um objetivo cotidiano na mente de um empreendedor. Por conta disso, sempre elaborei conteúdos importantes para essa área, demonstrando conceitos fundamentais para a gestão e saúde do seu negócio.

Neste post, isso não seria diferente! Pois, aqui, aproveitei o espaço para esclarecer tudo o que você precisa saber sobre o fluxo de caixa — uma ferramenta administrativa que é essencial para a organização financeira da sua empresa.

Para que não restem dúvidas sobre o tema, respondi às perguntas mais recorrentes dos nossos leitores, explicando não apenas o conceito dessa técnica, mas detalhes como importância, características e benefícios para a transparência das suas contas. Acompanhe!

O conceito do fluxo de caixa

Em essência, o fluxo de caixa é uma prática contábil que registra e monitora todas as entradas e saídas realizadas no seu cotidiano operacional. Por isso, o nome: fluxo de caixa. O objetivo principal dessa técnica é aprimorar o acompanhamento das contas e a própria gestão de custos, diminuindo a probabilidade de desvios, exageros e desperdícios.

Além dessa funcionalidade defensiva, o fluxo também desempenha um papel estratégico para o crescimento da sua empresa. Afinal de contas, é por meio das suas análises que você chega a conclusões sobre o peso dos seus custos operacionais, identificando oportunidades de melhoria, investimentos e otimização.

Em paralelo, outra grande utilidade do fluxo é apresentar um painel claro e intuitivo com todas as movimentações financeiras do seu negócio, com uma clara separação das despesas por categoria, importância, data ou qualquer outro filtro que seja pertinente na sua análise — inclusive, o mesmo vale para o registro e observação das receitas.

A importância do fluxo de caixa

Por conta dessas obrigações, entendemos que o fluxo de caixa ocupa uma importância central na gestão de qualquer negócio, pois quando ele é bem operado por profissionais atentos e éticos, o caixa da empresa trabalha com boa previsibilidade, já que os valores, datas e registros são todos confiáveis.

Sendo assim, todo o negócio só tem a se beneficiar de um controle minucioso do fluxo de caixa, já que essa atenção e comprometimento são determinantes para a transparência dos registros. Então, como em um efeito cascata, a empresa que aproveita a previsibilidade em seus processos, aumenta sua competitividade no mercado, por uma melhor noção de quando, como e no que investir.

O mesmo exemplo vale para a captação de crédito. Digamos que você deseje expandir sua operação, mas não tem o capital necessário para isso. Apoiado por um bom fluxo de caixa e ciente das suas condições operacionais, você tem melhor margem estratégica para ir ao mercado em busca de um empréstimo para pessoa jurídica.

Isso também se repete na contratação de consórcios e financiamentos, já que ambas são modalidades de pagamento prolongado, que exigem uma boa capacidade de planejamento para evitar inadimplências no futuro, causando prejuízos para a operação. Então é isso: o fluxo de caixa é uma ferramenta que oferece controle, transparência e previsibilidade para que você toque o seu negócio!

As diferenças entre fluxo e controle de caixa

Mas, então, eis que surge uma curiosidade super comum sobre o tema, pois, além do fluxo, também existe a prática do controle de caixa. Embora conceitualmente parecidos, as ferramentas apresentam diferenças entre si, sendo importante que a gestão as conheça para aplicar a melhor técnica em cada caso. Veja!

Controle de caixa

Vamos começar pela solução inédita neste artigo. O controle de caixa é uma prática de registro e análise das entradas e saídas da empresa em uma micro escala — ou seja, essa é uma técnica que acompanha a movimentação financeira em pequenos intervalos, como dias ou semanas.

O objetivo desse método é justamente realizar uma análise microscópica de determinado período, focando sua observação nos ganhos, perdas, desafios e valores de um intervalo mais específico, por exemplo, analisando o retorno de produtos sazonais ou até mesmo de ofertas e temporadas promocionais, tal como a semana de natal, páscoa ou até mesmo datas como a Black Friday.

Sendo assim, o controle nada mais é do que o fluxo de caixa sob o detalhismo de uma lupa, com uma análise minuciosa e precisa sobre um determinado período.

Fluxo de caixa

Já o fluxo toma a rota contrária, pois se encarrega de analisar a operação como um todo, em uma visão macro. O objetivo dessa técnica é acompanhar o volume de custos e receitas ao longo de grandes períodos operacionais, facilitando decisões estratégicas e análises contextuais do desempenho e crescimento da empresa, por meio da comparação de resultados entre diferentes meses, trimestres, anos e afins.

Por conta disso, o fluxo é uma ferramenta muito mais voltada para uma organização tática de longo prazo. Um exemplo disso é a observação dos seus gastos destinados ao pagamento de impostos. Com uma equipe atenta, a sua operação pode aproveitar de estratégias de elisão fiscal, que nada mais é do que o bom e velho planejamento tributário — prática gerencial e contábil que estuda os melhores regimes e condições de adequação fiscal, enquadrando a sua empresa na modalidade mais econômica possível, resultando na redução da sua carga tributária.

Para finalizar, um último detalhe importante do fluxo é que ele também pode ser elaborado como uma projeção, simulando as entradas e saídas em diferentes cenários futuros, seja apontando os retornos esperados com determinando investimento ou após a adoção de certo regime tributário — enquanto o controle de caixa só trabalha com os resultados já aferidos.

Os 5 diferentes tipos de fluxo de caixa

Agora, é momento de conhecer algumas modalidades de fluxo. Justo por ser uma ferramenta de análise contábil, existem vários tipos de fluxo, que se dedicam a observar os registros sob diferentes pontos de vista para alcançar diferentes resultados. Veja!

1. Projetado

Como o nome sugere, o fluxo de caixa projetado é a modalidade utilizada pela gestão quando a empresa deseja simular seu crescimento com o avanço do tempo. Para tanto, a equipe contábil utiliza os valores registrados no último exercício fiscal, pois isso contribui para o nível de confiabilidade da análise.

Com essa base de referência, a análise desenha uma linha de projeção, na qual estima, literalmente, quais serão os valores futuros, indicando despesas e investimentos conforme se planeja realizá-los. Desse modo, é possível observar o impacto dessas movimentações sobre o caixa da empresa e avaliar quais os possíveis retornos dessas estratégias no futuro.

Por ser uma prática de simulação, o fluxo projetado não é fundamental para a saúde cotidiana da sua empresa. Mas, em termos de mercado, projetar a evolução e o impacto das suas decisões sobre o futuro da empresa pode ser uma forma de alavancar a sua competitividade, destoando dos seus concorrentes que só decidiram se preparar para o curto e médio prazo.

2. Descontado

No ambiente contábil, essa modalidade é normalmente reconhecida como FDC, representando a ideia de um fluxo de caixa descontado. Essencialmente, esse método é aplicado para avaliar o valor de um negócio, sendo uma ferramenta determinante em casos de fusão, captação de recursos, compra e venda de empresas.

Ou seja, o FDC nada mais é do que uma método clássico de valuation, a análise contábil para descobrir o valor de uma empresa em função de seus ganhos e custos operacionais. Por ser tão específico, o FDC não é amplamente utilizado no cotidiano dos negócio.

Tecnicamente, o FDC utiliza os valores de um fluxo de caixa projetado, que aponta a evolução patrimonial e operacional da empresa no futuro, e desconta a depreciação de ativos e a taxa de probabilidade de risco.

Para quem opera em um segmento em expansão, como as fintechs, é interessante conhecer essa prática, pois ela pode ser determinante na hora de avaliar a sua operação ou a de empresas nas quais você está interessado. Afinal de contas, nunca se sabe quando será a hora de unir forças, compras outras empresas ou vender a sua, não é mesmo?

3. Operacional

Já aqui, temos a opção mais simples e prática de todas. O fluxo de caixa operacional se foca a observar as entradas e saídas de um determinado período para, assim, entender os resultados positivos ou negativos, inclusive, olhando para a variação do capital de giro no intervalo observado.

No entanto, essa não é uma modalidade adequada para operações complexas, que exijam uma maior nível de detalhamento. Afinal de contas, o fluxo operacional não observa investimentos, empréstimos e demais captações de recurso, não sendo completo o suficiente para atender a uma gestão mais aprofundada.

4. Livre

Eis a solução mais popular no mercado. O fluxo de caixa livre equilibra um bom nível de detalhamento com certa simplicidade técnica, além de ser versátil o bastante para ser aplicado em todas as situações cotidianas de grande parte dos empreendimentos brasileiros.

Nesse método, todos os registros positivos e negativos são feitos em seus valores brutos, sem onerar descontos. Além disso, a organização do método apresenta todas as entradas e saídas de acordo com categorias específicas, facilitando a interpretação do fluxo pela gestão.

5. Investimento

Por último e super importante, o fluxo de caixa para investimentos. Diferente das demais modalidades, essa abordagem se debruça a analisar as movimentações que são realizadas na perspectiva de algum retorno positivo para a operação — ou seja, investimentos diretos nas condições do negócio, seja por meio de contratações, aquisição de ativos, passivos ou afins.

Os problemas evitados por um bom fluxo de caixa

Entre outras coisas, um dos maiores desafios aos microempresários é lidar com as decisões estratégicas do seu negócio. Pois na ausência de um repertório prévio, em que se tem familiaridade com as rotinas contábeis, esse gestor está por conta própria.

No entanto, com uma dose de estudo e interesse pelo tema, já é possível estabelecer um fluxo de caixa, agregando o mínimo de previsibilidade operacional para a sua empresa. Por isso que da forma como percebemos, um bom fluxo é capaz de evitar um grande número de decisões ruins, principalmente no que diz respeito aos gestos pessoais às custas da empresa.

Afinal de contas, o fluxo de caixa ensina melhor do que qualquer outra ferramenta a importância de manter o seu capital de giro imune a qualquer despesa que não seja voltada ao próprio negócio. O mesmo vale para o controle de gastos gerados por cartão de crédito ou qualquer outra modalidade do tipo.

Por fim, somando a previsibilidade com uma boa noção de controle, a empresa que conta com um fluxo de caixa detalhado, transparente e sem omissões também desempenha uma melhor supervisão sobre os seus valores, podendo assim, visualizar com maior clareza as oportunidades para captar recursos, sem se prejudicar no processo.

Pois veja, são muitas as empresas que contraem empréstimos sem um bom planejamento apoiando essa decisão e, por conta disso, amargam os próximos anos com o pagamento de juros incompatíveis com o retorno dessa absorção de capital. Basicamente, o fluxo de caixa oferece informações para que a gestão seja mais responsável e ponderada em suas decisões.

O fluxo de caixa na realidade das microempresas

Para finalizar, também é interessante fazer um destaque de como essa ferramenta funciona no dia a dia do microempresário. Em nossa visão, a modalidade mais utilizada por esse perfil de empreendimento é o fluxo de caixa livre, que tem uma integração super fácil com softwares de gestão, incentivando o gestor a acompanhar seus resultados.

Com uma plataforma assim, é mais intuitivo acompanhar as movimentações financeiras, pois facilita o entendimento do quanto se gasta para cada ação, seja a prestação de um serviço, a elaboração de um produto ou o que quer que você ofereça ao mercado.

Ainda assim, com a popularização das startups, vemos que é cada vez mais comum a utilização do bom fluxo de caixa descontado. Como mencionamos anteriormente, esse é o fluxo de valuation, que é determinante na hora de avaliar o quão promissora é a sua empresa — patrimonial e operacionalmente.

Em conclusão, é utilizando desse fluxo que os microempresários podem avaliar seus negócios e propor preços justos e equilibrados para quem quer que deseje absorver sua operação, por meio de uma compra ou até mesmo de um processo de fusão.

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