Como limpar o nome em instituições de crédito: 5 dicas práticas

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Com os altos índices de desemprego, vem a alta inadimplência. E aí, não tem jeito, as pessoas acabam entrando no Serasa ou no SPC pela incapacidade de honrar suas dívidas. Para quem está pensando em como limpar o nome sujo na praça, saiba que é, sim, possível sair dessa situação.

O primeiro passo, no entanto, é organizar as finanças! Embora a maior parte das dívidas surja em função da perda da renda, as compras por impulso também são inimigas a serem combatidas, assim como o parcelamento indiscriminado, com quantidade de prestações e altos valores a serem pagos a cada mês.

Ao longo do artigo, vou explicar mais detalhadamente o que ter o nome sujo significa, os problemas que isso causa e, é claro, as dicas para escapar do endividamento e voltar a respirar aliviado.

Comece a ler agora mesmo para aprender como limpar o seu nome!

O que significa ter o nome sujo?

Quando um consumidor para de pagar as prestações de um produto ou serviço adquirido, deixa contas, como a do cartão de crédito ou as parcelas de um empréstimo bancário, vencerem, entre outras dívidas contraídas em seu nome, os seus credores (empresas para quem o consumidor está devendo) avisam órgãos como a Serasa Experian ou o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) a respeito.

Essa comunicação coloca os dados do devedor em um cadastro, o que é popularmente conhecido como ficar com o nome sujo. Ou seja, sempre que o consumidor desejar fazer uma nova compra, as empresas são avisadas de que essa pessoa tem dívidas ainda não quitadas no mercado, o que pode impedir que o negócio seja concretizado.

A busca por empréstimos, financiamentos e outros serviços financeiros também fica complicada, já que poucas empresas aceitam negociar com quem tem fama de mau pagador.

É importante salientar que, na maior parte dos casos, as dívidas são causadas por perda do emprego, o que dificulta às pessoas cumprirem com compromissos assumidos quando estavam trabalhando e tinham uma renda que permitia manter as contas em dia. Apesar da conotação negativa, ter o nome sujo não significa que o devedor é má pessoa ou não tem caráter. Muitas vezes, é apenas alguém que se encontra momentaneamente em uma situação financeira delicada.

Serasa x SPC: entenda o que faz cada um

Tanto a Serasa quanto o SPC são organizações que recebem e armazenam informações dos consumidores em um banco de dados, como nome, endereço, números de documentos e dívidas que tenham com estabelecimentos comerciais. Lojas, bancos e outras empresas que desejam ter acesso a esses dados podem contratar um ou ambos os serviços para saberem mais a respeito das pessoas com quem estão fazendo negócios.

Dessa forma, um banco, por exemplo, pode se negar a conceder um empréstimo a um cliente, baseado no seu histórico de consumo e pagamentos. Ao considerar que um consumidor seja um risco ao seu negócio, pela sua comprovada incapacidade de arcar com as parcelas de compras feitas em outros locais, as empresas têm total liberdade de dizer “não” a eles.

O Serasa e o SPC têm basicamente a mesma função, porém, por ter sido fundado pela Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) e pela Associação dos Bancos do Estado de São Paulo (Assobesp), o primeiro é mais comumente acionado por instituições financeiras, como bancos e cooperativas de crédito. Já o SPC é mais usado pelos comerciantes.

Importância do planejamento financeiro

Apesar de metade da população brasileira não fazer um planejamento financeiro adequado, é fundamental destacar como isso é importante para evitar situações como o acúmulo de dívidas e a consequente preocupação em como limpar o nome sujo na praça. A gente sabe que a maior parte da população não ganha o suficiente para pagar por todos os produtos e serviços de que necessita, mas mesmo quem ganha bem tem dificuldade em administrar a sua grana, viu?

Se esse é o seu caso, veja algumas dicas de como se planejar melhor financeiramente:

  • parece óbvio, mas a primeira é: não gaste mais do que você ganha. Muita gente faz isso e acaba se endividando sem a menor necessidade de passar por esse perrengue;
  • faça anotações de todos os seus gastos, pois é isso que ajuda a entender onde o dinheiro está indo e o que pode ser cortado;
  • estabeleça um orçamento realista, dentro do que você precisa. A partir daí, evite gastar além do necessário;
  • a partir do item anterior, será possível economizar um pouco a cada mês, o que vai ajudar a criar uma poupança para emergências — o ideal é guardar, pelo menos, 15% da renda mensal;
  • se estiver sobrando uma grana legal, faça investimentos variados, que permitam aumentar seu patrimônio sem esforço extra;
  • caso tenha dívidas, coloque como prioridade quitá-las antes de começar a economizar e investir — o pagamento antecipado pode ser negociado com bons descontos.

Como surgem as dívidas

Na maior parte das vezes, as dívidas surgem pela incapacidade do devedor em pagá-las, em função da perda do emprego e/ou da renda que costumava ter, seja por motivo de demissão ou até mesmo doença, em caso de profissionais autônomos. Mas nem sempre esse é o caso.

Há situações em que as pessoas simplesmente gastam mais do que podem, seja por fazerem compras por impulso ou pelo desejo incontrolável de adquirir um bem ou serviço de alto valor, mesmo não tendo condições.

O acesso ao crédito cresceu muito no país nos últimos anos, com cada vez mais gente usando cartões de crédito, cheque especial e empréstimos facilmente solicitados via aplicativos bancários. Se, por um lado, esses recursos podem ser positivos (se bem usados), eles também podem levar uma pessoa à inadimplência caso as compras sejam feitas em excesso.

Economizar até ter todo o valor necessário — ou, pelo menos, uma fatia considerável do preço do produto a ser adquirido — é recomendado para evitar o endividamento desenfreado.

Os perigos do cartão de crédito

O cartão de crédito pode ser um aliado e tanto na vida financeira de qualquer um, por trazer inegáveis vantagens: segurança na hora de fazer transações (sem a necessidade de sair com grande quantidade de dinheiro vivo), possibilidade de controle de gastos e acúmulo de pontos (que podem ser usados para trocar por outros produtos ou serviços, como passagens aéreas).

No entanto é preciso ficar atento especialmente aos juros cobrados em caso de atraso nos pagamentos ou, até mesmo, da quitação parcial das faturas. O Brasil é conhecido por ter as mais altas taxas de juros de cartão de crédito do mundo, já tendo superado os 350% ao ano — para efeito de comparação, há países da América Latina em que esses juros não passam de 50% a cada 12 meses. Atualmente, os juros no país flutuam pouco abaixo de 300% ao ano.

Além disso, pesquisas apontam que quase metade dos usuários desse tipo de cartão não controlam suas compras e gastam mais do que se fossem comprar exclusivamente em dinheiro.

Quando é recomendado fazer uso de empréstimos?

Pegar dinheiro emprestado, seja com amigos, familiares ou instituições financeiras, sempre é algo delicado. Primeiro, porque na maior parte das vezes indica a necessidade de um valor de que as pessoas não dispõem no momento. Ainda assim, nem sempre isso é verdade, e há ocasiões em que fazer um empréstimo pode ser a melhor opção. Para isso, porém, é preciso ter um bom score no Serasa.

Veja algumas situações em que o empréstimo pode ser uma boa:

  • pagamento de dívidas cujas taxas de juros são maiores do que as do empréstimo a ser contratado;
  • limpar o seu nome junto ao Serasa ou SPC;
  • compras de bens de alto valor cujo parcelamento da loja tem juros mais altos do que o do empréstimo;
  • abrir um negócio de forma planejada, com potencial de ganhos que compensem as dívidas e os juros a serem contraídos.

Uma coisa, no entanto, é fundamental antes de pegar um empréstimo: ter a plena certeza de que você tem total capacidade de pagar as prestações em dia, de forma que não sejam gerados ainda mais juros e dívidas — o que cria o famoso efeito “bola de neve”.

Negociando as dívidas: 5 dicas valiosas

A seguir, vamos listar as principais dicas de como negociar dívidas do cartão de crédito ou outras que você tenha contraído e limpar o nome no mercado. Confira!

1. Planeje-se

A primeira coisa a se fazer é saber exatamente qual o valor devido. Ao pagar a dívida toda de uma só vez, geralmente os credores dão uma margem considerável de descontos aos devedores — embora eles não tenham obrigação alguma de fazer isso. Afinal, é melhor receber um valor inferior do que ficar sem nada. Por isso, a dica é elaborar uma proposta realista, que você tenha totais condições de cumprir.

Também é parte do planejamento saber que é provável que o credor faça uma contraproposta. Analise possíveis cenários para ir para a mesa de negociação já sabendo quais as condições que você pode aceitar e o que é inviável. De nada adianta renegociar a dívida e continuar em uma situação desfavorável.

2. Renegocie a dívida pessoalmente

Em geral, quando o devedor busca o credor para resolver o problema, é recomendado que essa reunião ocorra pessoalmente. Isso, porque aumentam as chances de a empresa que está cobrando a dívida enviar uma pessoa especializada no assunto e com real poder de negociação, o que também potencializa as possibilidades de sucesso do encontro.

Contatos telefônicos, por e-mail ou outro tipo de mensagem eletrônica costumam ser feitos por equipes generalistas, que não conhecem a fundo o negócio e tem pouca capacidade de negociação. Assim, há pouca vantagem em buscar esse tipo de contato para renegociar dívidas.

3. Participe de mutirões

Algumas empresas realizam eventos para reunir devedores e renegociar dívidas. Nessas ocasiões, os descontos costumam ser bastante atrativos, o que pode tornar essa a oportunidade ideal de quitar débitos junto a bancos, financeiras ou outras empresas. Quando isso ocorrer, procure participar para ter acesso aos benefícios!

4. Peça redução de juros

Os juros caíram bastante no Brasil nos últimos tempos. Em função da economia ainda ter dificuldades e o país apresentar um baixo crescimento, a taxa Selic foi reduzida no começo de 2020 para 4,25%, como forma de incentivar investimentos. Embora a maior parte dos bancos comerciais trabalhem com juros bem acima da Selic, muitos também reduziram suas cobranças, o que pode beneficiar devedores. Procure seus credores e proponha uma redução na taxa de juros para colocar suas contas em dia — há boas chances de a proposta ser aceita.

5. Fique atento a cobranças abusivas

Mesmo que você tenha solicitado empréstimos e aceitado determinadas condições, é fundamental ficar atento em relação a cobranças abusivas. As entidades de proteção ao consumidor, especialmente o Procon, devem ser acionadas caso você suspeite de que possa estar sendo lesado. Uma boa redução dos valores das dívidas pode ser obtida dessa forma.

Como evitar dívidas no futuro

O planejamento financeiro é a melhor forma de evitar dívidas no futuro e poupar o estresse de pensar em como limpar o nome nos órgãos de proteção ao crédito. É claro que, para quem ganha pouco, torna-se muito mais difícil economizar. Ainda assim, ter um custo de vida que fique dentro dos ganhos de cada um é fundamental para que não se acumulem débitos em excesso.

Veja algumas dicas:

  • pesquise preços sempre antes de fechar negócio;
  • negocie descontos com os vendedores sempre que possível;
  • evite compras com prestações muito altas ou extensas;
  • fique atento ao contratar serviços como “crédito fácil” e outros com nomes similares, que geralmente têm taxas de juros mais altas;
  • seja racional antes de comprar qualquer coisa: há realmente necessidade deste item?

Entendeu como limpar o nome sujo no SPC ou Serasa? A batalha é árdua, mas pode ser vencida! O importante é controlar os gastos de forma que as finanças retornem a um padrão que caiba no bolso e sejam condizente com os ganhos, além de procurar os credores para renegociar as dívidas de forma a obter benefícios.

Quer saber como ter acesso a serviços financeiras descomplicados e que cabem no seu bolso? Então entre em contato a gente!

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