O que você deve saber sobre o empréstimo com veículo em garantia

empréstimo com carro como garantia
empréstimo com carro como garantia

Se existe algo comum na economia é a relação entre as finanças pessoais com a situação do país. Pois veja, em uma recessão, é normal que as pessoas sintam o aumento da dificuldade em suas vidas, pois algumas questões, como o desemprego, costumam provocar o endividamento.

Então o consumidor acaba ficando de mãos atadas, sem poder comprar normalmente. Mas estamos aqui para mostrar uma solução no fim do túnel, principalmente para aqueles que possuem um bem quitado. Isso, porque, neste post, falaremos sobre o empréstimo com carro como garantia!

Cada vez mais popular, essa modalidade tem atraído muitos brasileiros, que enxergam uma oportunidade para quitar suas despesas e evitar a negativação do próprio nome. Então não fique de fora dessa! Acomode-se na cadeira e nos acompanhe nesse tema, descobrindo como essa solução pode aliviar o seu orçamento. Vamos lá! 

O que é o empréstimo com carro como garantia?

Também conhecido como refinanciamento de veículo, esse modelo de crédito tem como característica principal o solicitante oferecer seu automóvel como garantia de que o empréstimo será pago.

Desse modo, se houver inadimplência por parte do tomador, a instituição pode pegar o carro ou moto de garantia para que ela não perca o valor que emprestou. Sendo assim, o devedor deve ficar atento às parcelas e se programar para pagar o que foi combinado.

várias vantagens para quem decide solicitar esse modo de crédito, mas um dos maiores benefícios é a quantidade de dinheiro que pode ser concedida. Por haver previamente uma segurança para o banco, existe a possibilidade de ele liberar um valor maior para o solicitante.

Essa modalidade é, ainda, flexível, ou seja, ao receber o fundo você pode gastar com o que desejar. Por essa razão e pela quantia elevada que é disponibilizada, muitos utilizam esse empréstimo para comprar um novo carro, uma residência ou até abrir uma empresa própria.

Se você busca realizar algumas dessas ações, ou quer quitar uma dívida, e tem um carro, esse tipo de empréstimo é uma boa opção. Por isso, vamos explicar melhor como ele atua.

Como funciona essa modalidade?

Como foi dito, o mais importante nesse crédito é o veículo dado como garantia, porque ele é um fator decisivo para outras características do negócio.

O valor do empréstimo, por exemplo, pode ser de 50% até 90% do preço do automóvel, dependendo do banco e do veículo em si. Quanto mais novo e em melhores condições ele estiver, melhor será o valor do crédito.

Como há o automóvel como garantia e um menor risco para a instituição financeira, as taxas de juros também são menores se comparadas com outros tipos de empréstimo.

Para fazer esse negócio, o cliente pode oferecer desde um carro, uma moto e até um ônibus ou um caminhão. Contudo lembre-se de prestar atenção à idade do seu veículo para conseguir um valor mais satisfatório.

Os carros, inclusive, devem ter até dez anos de fabricação para que o pedido de empréstimo seja analisado, afinal, o fato de ter um automóvel não garante que sua solicitação será aceita.

Para que isso aconteça, o banco examina as condições do bem que você está cedendo e determina qual é o real valor dele. Alguns itens verificados são o ano de fabricação, a quilometragem e o estado do automóvel. Depois disso, o credor analisa o cenário e garante que é um bom negócio emprestar dinheiro para você.

Caso o pedido de empréstimo seja aceito, o carro ou moto se torna a garantia da instituição, porém o patrimônio não fica em posse dela. O proprietário pode continuar usando o veículo normalmente. Ele só fica proibido de vender o bem material até que toda a dívida seja quitada.

Como são os juros nesse tipo de empréstimo?

Já aqui, chegamos em um dos pontos mais importante na modalidade. Pois veja, tradicionalmente, uma linha de crédito pessoal costuma praticar juros entre 3,35% a 9,80% a.m. — variando a depender da instituição que empresta e do histórico de quem solicita.

No entanto, os juros praticados no empréstimo com garantia de veículo começam a partir de 1,56% ao mês, o que é consideravelmente mais barato que o crédito pessoal, ainda mais se pensarmos no longo prazo, com o Custo Efetivo Total (CET) calculado. Mas, então, surge a dúvida: por que os juros são tão mais baixos?

Bem, essa é uma oportunidade bacana para entender a questão do risco e retorno em uma operação de crédito. Primeiro, devemos considerar o seguinte: em um empréstimo, o objetivo da instituição financeira é recuperar o dinheiro emprestado, em dia e com o acréscimo dos juros.

No entanto, é do interesse de quem empresta fazer isso nas situações em que o risco de inadimplência é baixo. É a partir daqui que a avaliação do risco interfere no cálculo de retorno. Quer um exemplo disso? Então, vamos a um exemplo de empréstimo tradicional:

  • modalidade: crédito pessoal;
  • score Serasa do solicitante: 400 pontos, equivalendo a 33% de probabilidade de atraso;
  • garantias: não;
  • taxas possíveis: 3,35% – 9,86% ao mês.

Agora, veja um segundo exemplo:

  • modalidade: crédito com garantia de veículo;
  • score Serasa do solicitante: 400 pontos, equivalendo a 33% de probabilidade de atraso;
  • garantias: sim, veículo no valor de R$35 mil.
  • taxa possível: a partir de 1,56% ao mês.

Percebe? Em uma comparação direta, com o mesmo consumidor hipotético, o veículo é um emblema de segurança. Afinal, caso o cliente não honre as parcelas, a instituição executa seu direito de leiloar o veículo, coletar o valor devido e devolver o residual para o cliente.

No fim das contas, é uma relação de ganho mútuo. A instituição financeira fica mais segura quanto ao sucesso do negócio, pois sabe que receberá em qualquer ocasião. Já o consumidor, aproveita a oportunidade de acessar um crédito rápido e barato, com uma das menores taxas em todo o mercado.

Por isso, assim como muitos outros recursos financeiros, o empréstimo com veículo como garantia é uma estratégia superimportantes e que, bem utilizada, pode ser fundamental para aliviar algum momento de dificuldade financeira ou imprevistos relacionados ao seu emprego ou saúde. 

Quais os critérios avaliados no veículo?

Agora, transitamos para uma das maiores curiosidades no tema. Da forma como percebemos, um dos maiores receios do consumidor é justamente com o nível de exigência das instituições para aceitar ou recusar alguns carros na modalidade. E aqui, podemos dizer com segurança: os requisitos são mínimos e bem compreensíveis.

O mais comum de todos é a “idade” do automóvel. Normalmente, as empresas exigem que o veículo tenha no máximo 10 anos desde a sua data de fabricação, mas existem instituições que aceitam modelos nacionais e importados fabricados a partir de 2004 — o que é algo importante para a própria velocidade de revenda desse bem.

Pois veja, carros e motos antigas perdem o apelo entre o público consumidor, atingindo preços substancialmente baixos nas casas de leilões. Como o objetivo da instituição que empresta é garantir que conseguirá seu dinheiro de volta, os veículos devem ter fácil revenda, o que implica na boa condição mecânica.

Inclusive, aqui também é importante destacar a quilometragem. Ainda que não exista um padrão mínimo no mercado, é fundamental que o veículo não tenha uma rodagem extraordinária, acima dos 500 mil km rodados.

Para encerrar, destacamos o estado de uso do carro e o seu valor de mercado. Em estado de uso, não há nada de outro mundo, mas apenas uma inspeção básica para proteger a instituição de aceitar um carro severamente prejudicado.

Já o valor de mercado é autoexplicativo, pois interfere diretamente na garantia da instituição. Por isso, é importante que o veículo seja normalmente avaliado na FIPE, sem nenhuma anomalia de preço. Por exemplo, hatches populares são amplamente aceitos, tanto pelo facilidade de revenda como pelo valor compatível com o emprestado para muitos clientes.

Quais as principais restrições nesse tipo de empréstimo?

Nem tudo são flores! Antes de solicitar essa modalidade, também é importante ficar antenado aos possíveis obstáculos. Da forma como percebemos, essas restrições existem em duas categorias: a pessoa e a garantia. Veja só!

Restrições pessoais

Aqui, falamos dos entraves financeiros e burocráticos que impedem não apenas essa modalidade, mas muitos outros empréstimos. Por exemplo, uma prática comum do mercado é não aceitar contratos com clientes negativados.

Essas negativações podem ser de vários tipos, sejam restrições de crédito no SPC e Serasa ou até nas esferas judiciais, com protestos em cartórios e ações como réu na justiça. Afinal de contas, todas essas questões aumentam o risco de inadimplência, a ponto de que nem uma taxa mais alta faz o negócio ser interessante para a instituição financeira.

Inclusive, lembra que comentamos mais cedo sobre a relação entre a pontuação do Serasa e o risco de atraso? Pois bem, essa é uma informação oficial do bureau de crédito. Você pode consultar o seu cadastro no portal Serasa Consumidor, analisar o seu score e ver onde você está nesta lista:

  • pontuação 900 a 1000 equivale a 5% de risco;
  • 800-899 a 10%;
  • 700-799 a 15%;
  • 600-699 a 19%;
  • 500-599 a 25%;
  • 400-499 a 33%;
  • 300-399 a 45%;
  • 200-299 a 83%;
  • 100-199 a 93%;
  • 0-99 a 96%.

Restrições da garantia

Já aqui, temos as restrições que dizem respeito ao veículo. Além das questões de idade, condição e quilometragem, destacamos a mais importante: o bem deve estar quitado e desimpedido. O que queremos dizer com isso? Trocando em miúdos, o veículo deve estar pago e sem nenhuma pendência na justiça.

Talvez você se questione: mas por que isso é importante? Bem, veja da seguinte forma: para tomar o veículo como uma garantia no contrato, a empresa precisa fazer um processo de alienação, ou seja, vincular a propriedade do carro ao CNPJ dela.

Por que é feito isso? Esse é o processo que dá segurança jurídica para empresa tomar o veículo como garantia. Inclusive, a alienação é algo que é gravado no próprio documento do carro, impedindo que o consumidor venda essa item, que, ao longo do empréstimo, não é totalmente dele.

É apenas depois de quitar todas as parcelas que o cliente retoma seu direito de plena propriedade, podendo vender o veículo ou fazer o que bem entender. O mesmo vale para pendências na justiça, em que o veículo não pode ser alienado por já estar envolvido em alguma decisão de penhora judicial.

Como ocorre o pagamento nessa modalidade?

De acordo com a empresa que você fizer seu negócio, haverá algumas diferenças na hora do pagamento, mas, em geral, o processo é simples.

O valor pode ser parcelado em um grande período, como 48 meses e até 60 meses, dependendo da instituição. As taxas costumam ser pré-fixadas, então o solicitante sabe quanto terá que pagar por mês e pode se planejar para não ficar inadimplente.

Além disso, se ele realizar o empréstimo com um banco de que já é cliente, o pagamento poderá ser feito com débito em conta, o que facilita bastante todo o procedimento.

Fazer esse modelo de crédito tem certas vantagens, porém é preciso cumprir determinados requisitos para obtê-lo. Se você está pensando em pedir o seu, descubra, no próximo tópico, quais são as exigências para solicitá-lo!

Quem pode contratar?

Existem algumas condições para que alguém possa requisitar um crédito com veículo como garantia. A primeira delas é que o automóvel deve estar no nome do solicitante. Caso não esteja, o pedido não será analisado. Mesmo que o requerente seja casado e, por exemplo, o carro esteja no nome do parceiro (a), a solicitação será negada.

O veículo ainda tem que estar totalmente quitado e não pode ser garantia de outras instituições financeiras. Além disso, tudo deve estar em dia no DETRAN (Departamento de Trânsito), ou seja, sem nenhuma pendência, multas em aberto ou infrações.

O bem material deve estar em bom estado, conversado e funcionando corretamente também. Se ele não estiver em boas condições, provavelmente o empréstimo não será aceito ou o valor emprestado será baixo.

Quem é negativado pode contratar essa modalidade?

Uma grande dúvida sobre essa modalidade é se pessoas que estão com o nome negativado podem requerer esse modelo de crédito. A resposta é: depende. Certos bancos aceitam correr um risco maior, pois têm o automóvel como garantia, e outros recusam mesmo com esse fator.

O importante é lembrar que, nesse caso, não há um impedimento. Então, o indivíduo com o nome negativado pode tentar conseguir o crédito, o único porém é que não há a certeza de que o pedido será aceito.

Além do veículo passar por uma vistoria, a pessoa também terá o seu perfil de crédito analisado para que os riscos sejam medidos. Na hipótese de que ela apresente um nível não muito alto de inadimplência e mantenha um bom comportamento no mercado, pode ser que seja capaz de pegar o empréstimo.

Se não, ela ainda pode tentar melhorar sua imagem aprimorando seu score. Assim, as chances aumentarão e o refinanciamento de automóvel pode se tornar realidade.

Para quem já se decidiu e acredita que o crédito com veículo de garantia é a melhor opção, mostraremos, a seguir, como conquistá-lo. Vamos lá?

Como contratar esse tipo de empréstimo?

Bancos tradicionais, como a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, oferecem esse empréstimo, assim como instituições digitais. Se o cliente desejar, é possível fazer simulações online em sites de determinadas empresas para que ele tenha uma noção do quanto terá que pagar e em quanto tempo.

Primeiro, é necessário analisar as ofertas das firmas e decidir qual se encaixa melhor em seus planos e orçamento. Afinal, você deverá pensar no quanto terá que pagar por mês e se programar para essa conta extra.

Por isso, o planejamento é fundamental para realizar um empréstimo, seja o de veículo com garantia ou outra modalidade. Nesse caso, há a alternativa de o credor pegar o seu automóvel se você se tornar inadimplente, mas ninguém quer chegar a esse ponto.

Além disso, sua imagem pode ficar manchada no mercado e você provavelmente contrairá dívidas, ainda mais do que tinha antes. A ideia do crédito é obter ajuda e não se meter em uma fria! Sendo assim, organize-se e concentre-se nas particularidades que cada firma apresenta.

Preste atenção, porque em algumas instituições, você terá que ser correntista para fazer o pedido do crédito. Há vantagens em pegar o dinheiro de um banco no qual você já tem uma conta, porém não é só esse item que deve ser examinado.

Depois de pesquisar bastante e decidir qual é a melhor escolha para você, preencha o formulário ou entre em contato com um colaborador da empresa. Tenha em mãos RG, CPF, CRV (o documento do veículo), comprovante de renda e de endereço.

O documento que confirma sua renda é necessário, porque o credor precisa que se certificar de que você tem condições de arcar com os custos das parcelas e que o dinheiro emprestado será devolvido.

Apesar de não poder pedir o crédito se o registro do automóvel estiver no nome do seu cônjuge, geralmente, é permitido unir o ganho de ambos para que a solicitação seja aceita com mais facilidade.

É importante lembrar que, nessa fase, a empresa responsável pelo empréstimo tem a liberdade de pedir mais ou menos documentos. Portanto não estranhe se ela requisitar mais dados antes de concluir a análise dela.

Após examinar o seu perfil no mercado, será feita a inspeção do veículo para determinar o valor real dele. Com esses itens, a instituição decide se aceita o seu pedido ou não. Caso ele seja aprovado, é só assinar os documentos e esperar para que o dinheiro seja liberado.

Fazer um crédito com veículo de garantia pode ser uma boa opção para quem quer realizar um sonho, como adquirir a casa própria, ou ter um auxílio financeiro para abrir um negócio.

Por isso, frisamos por uma última vez: antes de contrair esse tipo de crédito, lembre-se de observar todos os requisitos necessários, garantindo a sua adequação e que o seu pedido será aceito. O mesmo vale para a importância do planejamento, em que você deve visualizar como as parcelas vão interagir com o seu orçamento mensal.

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