O que é tabela fipe

Quando vamos trocar, comprar ou financiar um veículo, logo lembramos da tabela Fipe. Afinal, é ela que determina os preços de carros novos e seminovos. Instituído pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, esse índice também serve de parâmetro para cálculo de seguros.

Mesmo sendo o principal método de base para a precificação de veículos no Brasil, a tabela Fipe ainda acaba deixando muitas pessoas confusas.

O mercado está em constante mudança e, para conseguirmos acompanhar todos os detalhes, é necessário entender como funciona a o procedimento estatístico que avalia os valores dos automóveis.

A tabela Fipe mostra o quê?

Se você vai trocar ou comprar seu veículo, saiba que a tabela Fipe é a ferramenta certa para demonstrar os valores cobrados no mercado. Dessa forma, será possível observar se as lojas e concessionárias estão cobrando um preço justo por um automóvel usado ou seminovo.

Compradores e vendedores utilizam essa ferramenta para ter um parâmetro do quanto custa um veículo de certa marca ou modelo. É esse índice que ajuda a estabelecer alguns custos e oferece algumas facilidades:

– Média de veículos novos e seminovos em todo território nacional (motos, carros, caminhões e caminhonetes); – Também desempenha uma função no cálculo do IPVA; – Ajuda a determinar valores e planos de empresas de seguro automobilístico. – Serve como aliada na hora de fechar acordos de compra e venda de veículos; – Auxilia a analisar suas reais necessidades em relação a um automóvel comparado ao seu valor de compra.

Portanto, antes de sair comprando ou vendendo seu carro, por exemplo, é fundamental analisar os índices do mês para não sair em desvantagem na hora da negociação.

Qual a metodologia de cálculo da tabela FIPE?

Essa estratégia surgiu lá na década de 1970 quando a USP teve a necessidade de um suporte maior nos cursos que têm Economia como base de estudo.

A Fipe atualmente é responsável por serviços públicos e privados. A tabela que tanto falamos é conhecida como Preço Médio de Veículos.

Todos os meses esse índice é atualizado e se baseia no levantamento geral de preços cobrados por caminhões, motos e carros seminovos em todo o país.

Fazendo isso, os encarregados pelo procedimento deixam de fora aqueles valores que são extremamente discrepantes da média: sejam muito altos ou muito baixos.

A partir disso, soma-se o restante e calcula-se uma média para os veículos presentes na tabela.

Graças à sua assertividade, a tabela Fipe se tornou referência no mercado automobilístico nacional. Diversas concessionárias e vendedores praticam o preço desse índice para conseguir negociar valores de veículos.

Alguns fatores acabam influenciando no preço do produto final. Entre eles, o ano do veículo, a conservação, o estado das peças. Tudo isso vai ser lavado em consideração na hora de comprar ou vender um automóvel.

Se o preço for muito aquém ou além da média, isso pode acabar mexendo com os números da tabela Fipe.

O método também tem suas desvantagens

Embora seu uso seja quase que unânime em todo o território nacional, a tabela Fipe também apresenta algumas falhas. Entre elas, a discrepância estatística, conforme mencionamos anteriormente.

Em muitos casos, a tabela pode não estar correspondendo o real valor do seu automóvel. Lembre-se que para estabelecer um preço, é preciso prestar atenção em vários aspectos, como o estado de conservação, por exemplo.

Infelizmente, a Fipe trabalha com o valor médio e se baseia no motor, no ano e em quantas portas o veículo tem. E é por meio dessas características que o valor poderá ou não oscilar.

Mas com tantas mudanças e modelos novos sendo lançados a cada ano, muitas vezes esse cálculo pode ficar confuso e não estar de acordo com o preço real.

Todos os proprietários de veículos podem decidir quanto devem cobrar pelos seus automóveis, mas é importante ter transparência na hora de fazer a negociação.

Seguradoras também se baseiam na tabela Fipe para fechar contratos

Você sabia que a Fipe também serve de suporte para seguradoras? Pois é, se você deseja financiar veículo ou comprá-lo, vale lembrar que os preços do seguro podem variar dependendo do modelo do carro.

Não se esqueça que contratar um seguro é de extrema importância, visto que se algum tipo de acidente ocorrer com seu automóvel, seu plano cobrirá algumas despesas de manutenção.

As empresas que oferecem esse tipo de serviço observam o comportamento da tabela Fipe todos os meses e a partir daí estabelecem os valores para cada plano de sinistro.

Todavia, isso pode representar um problema. O cálculo da tabela é a nível nacional, mas a quantia da compra ou venda pode variar de um estado para outro. Um carro que custa R$ 65 mil, por exemplo, pode chegar a custar R$ 10 mil reais mais caro em outras regiões do Brasil.

Com isso, o valor do seguro também acaba variando significativamente. Neste aspecto, é bom ficar atento e pesquisar os valores de outros modelos também.

Intensa oscilação de valores

São tantos automóveis sendo negociados todos os dias no mercado automobilístico, que é quase impossível dizer que a tabela FIPE não sofre grandes variações.

Ela é calculada sempre no fim do mês. Isso quer dizer que na maioria das vezes, as oscilações da última semana, dificilmente são computadas a tempo. Para resolver essa questão, já foi ventilada a possibilidade de uma mudança no período de atualização da tabela Fipe. Em vez de ser calculada uma vez no mês, talvez o ideal fosse modificar para a cada 15 dias. Uma boa ideia, não?

Essa estratégia faria nenhuma variação de preço presente no mercado de automóveis passar despercebida. Se fosse uma vez por semana, a estatística seria ainda mais precisa.

Compra e venda de veículos devem ser bem estudadas

Você já sabe que a tabela Fipe representa a média de valores dos veículos no mercado brasileiro, certo? Até aí tudo bem. Mas o problema é que nem sempre as pessoas que compram ou vendem um automóvel seguem à risca esse índice.

Mas por que isso acontece?

Pode não parecer, mas isso é mais comum do que se imagina.

A Fipe é conhecida como um importante método para definir se há benefícios em comprar um carro usado ou seminovo.

Já pensou em encontrar o automóvel dos seus sonhos e o valor dele estar bem abaixo do preço de tabela? Bom demais para ser verdade, concorda?

Antes de fechar qualquer acordo, você precisa avaliar o que está acontecendo com aquele modelo em específico. Quando a oferta é muito boa, pode esperar que há alguma desvantagem por trás. Nem sempre o seminovo está tão conservado assim.

E se o valor estiver acima da tabela Fipe também é motivo de investigação. Embora apresente muitas falhas, esse método ainda é bem seguro para definir estratégias de compra e venda.

E se eu quiser avaliar a tabela Fipe, como faço?

Antes de comprar ou vender seu veículo, recomendamos que você analise a tabela Fipe com calma. Se você for adquirir ou se desfazer de um carro agora e se basear nos valores do mês passado, pode ser que os preços não estejam devidamente atualizados.

O ideal, portanto, é fazer um acompanhamento por pelo menos, 3 meses antes de adquirir um automóvel.

Isso porque, dessa maneira, é possível observar se houve ou não, variações muito bruscas nos valores já divulgados pelo Instituto.

Justamente por ser tão influente no mercado, dificilmente será vantajoso fazer uma compra ou venda muito distante do que já está preestabelecido. Caso aconteça, vale a pena conferir todos os prós e contras do produto negociado.

Para consultar a tabela Fipe, basta entrar na plataforma online da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. O site é bastante intuitivo e qualquer um pode acessar para pesquisar os índices do mês.

No campo de busca, você precisará informar alguns dados relevantes, entre eles a marca, o ano de fabricação, modelo e outros detalhes requeridos no momento da consulta.

Vale a pena usar a tabela Fipe como base de negociação?

A tabela Fipe não é obrigatória, mas mesmo assim, é muito utilizada em todo o país. Sabendo disso, não há como escapar, certo?

Algumas mudanças ainda devem ser feitas no método de cálculo para que os valores sejam atualizados com mais frequência. Por meio de alguns ajustes, compradores e vendedores evitarão a defasagem dos preços no âmbito do mercado automobilístico.

Enquanto isso não acontece, o ideal é continuar pesquisando sobre vários modelos disponíveis em lojas e concessionárias em todo o território nacional.

Fique atento a alguns aspectos na hora de adquirir seu veículo:

– Tome cuidado com preços muito altos ou muito baixos; – Evite modelos que sejam muito antigos, quanto mais novos, melhores as chances de boa conservação de peças e da lataria; – Tenha conhecimento sobre o automóvel e dados importantes sobre ele como a potência do motor, se ele já sofreu alguma batida, a quantidade de quilômetros rodados etc.

Agora, você já sabe tudo sobre a tabela Fipe: o que é, como ela funciona, quais são suas vantagens e desvantagens.

Está afim de financiar um auto? Fique por dentro de nossas novidades. Por aqui, você encontra as melhores dicas sobre compra e venda de veículos e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais.

Aprenda de uma vez como pesquisar o seu nome no SPC

Você sabe como pesquisar o nome no SPC para ver qual é sua situação perante o mercado, seja para contratar um empréstimo, pedir um financiamento ou mesmo fazer uma compra parcelada?

Como mostraremos neste post, é bem simples consultar sua situação cadastral nesse órgão de proteção ao crédito bastante utilizado por instituições financeiras e lojistas na hora de conceder crédito. Interessado? Então prossiga com a leitura e não seja pego de surpresa por não saber qual a situação do seu nome.

Para que serve e como funciona a consulta no SPC?

É difícil quem não tenha ouvido falar do SPC (sigla para Serviço de Proteção ao Crédito). A função da empresa, e de outras que atuam no mesmo ramo, como a Serasa, é manter atualizadas bases cadastrais com a lista de consumidores com dívidas na praça, além de fornecer informações que orientarão lojas, bancos e instituições financeiras sobre o risco de conceder crédito para determinado cliente.

Funciona assim: no momento em que um consumidor solicita crédito (o que vai desde uma compra parcelada até o financiamento de um veículo, passando por empréstimos pessoais), a empresa em questão procura o maior número possível de informações sobre a reputação daquele cliente. O objetivo é determinar se, com base nos dados disponíveis, ele é um bom ou mau pagador.

Tudo isso é feito com uma combinação de critérios internos e a consulta aos serviços de proteção ao crédito, como é o caso do SPC e da SERASA. Um consumidor com as contas em dia, não terá seu nome incluído nessas listas, o que torna mais fácil a obtenção do crédito solicitado.

Entretanto quem tem débitos em atraso, provavelmente terá seu nome incluído no cadastro de devedores e ficará com o nome negativado na praça. Com isso, ele será considerado um mau pagador e terá suas chances de fazer um empréstimo ou financiamento reduzidas, uma vez que as empresas preferem não assumir o risco de emprestar dinheiro a pessoas nessas condições.

Por que um nome é negativado?

Como já ficou claro, são negativados os nomes de pessoas com débitos em atraso. E isso vale para parcelas de crediários em lojas, a fatura do cartão de crédito, a conta do telefone, da luz ou da água, cheques sem fundo ou mesmo o aluguel que deixou de ser pago. Ou seja, qualquer compromisso financeiro atrasado pode fazer com que a empresa peça a inclusão do seu nome nas listas do SPC.

Em tese, isso pode acontecer a partir do primeiro dia de atraso da conta. Todavia raramente isso é feito, e as empresas costumam dar um tempinho maior para o consumidor regularizar a sua situação, inclusive oferecendo soluções alternativas para não ter que tomar essa atitude.

No entanto, se a pendência não for resolvida, não tem outro jeito: a empresa entra em contato com os órgãos de proteção ao crédito informando a inadimplência e solicitando que aquele nome apareça na lista de devedores, indicando que aquele consumidor não honrou o compromisso assumido.

Depois disso, a inclusão ainda não acontece de forma imediata. Após solicitada a negativação, o consumidor precisa ser comunicado sobre o pedido. Isso geralmente é feito por carta, que informa a pessoa de que ela tem uma pendência, que deve ser sanada em até 10 dias.

Caso contrário, o nome efetivamente aparecerá como sujo, o que dificultará bastante a vida de quem estiver nessa situação, unindo a dor de cabeça por estar com dívidas em aberto e a dificuldade em conseguir crédito.

Como é possível consultar o seu nome no SPC?

Embora traga consequência bastante desagradáveis, em algumas condições é normal a pessoa simplesmente não saber que seu nome foi parar no SPC. Quem nunca esqueceu do vencimento de uma conta que ficou de lado por empo suficiente para ir fazer seu nome na lista de devedores? O mais desagradável, no entanto, é descobrir isso apenas no momento de pedir crédito, não é mesmo? Por isso, é importante saber como efetuar a consulta do seu nome.

Infelizmente, diferentemente de outras empresas do setor de proteção ao crédito, o SPC não oferece, até o momento, uma forma gratuita de consulta ao CPF por parte dos consumidores. Para os interessados, é preciso acessar a loja da entidade, se cadastrar informando seus dados pessoais e criar um login e uma senha, efetuar a compra de crédito e, só então, fazer a consulta. Atualmente, ela custa pelo menos R$ 9,90 para os consumidores interessados em consultar a situação do próprio CPF.

A alternativa para quem não quer ter essa despesa para saber qual a sua condição cadastral é se dirigir até os postos de atendimento do SPC — a lista dos locais disponíveis pode ser acessada no site. Depois de descobrir qual o mais próximo da sua casa, basta ir até lá com o CPF e o RG em mãos para fazer a consulta que, nesses casos, é gratuita.

Caso haja alguma pendência em seu nome, o ideal é que você procure o credor o quanto antes para regularizar a situação, quitando o débito ou mesmo tentando fazer uma negociação. Com a situação normalizada, o nome do consumidor precisa ser excluído do cadastro de devedores em até 5 dias úteis, contados a partir da data do pagamento da dívida.

Com o nome fora da temida lista do SPC você deve se esforçar para mantê-lo assim, bem como também para elevar sua nota de score, número que vai de 0 a 1000 e indica qual a possibilidade de um consumidor deixar de pagar suas contas, com base no seu histórico de relacionamento do mercado. Quanto mais perto do 1000, menor esse risco e mais fácil conseguir crédito em condições melhores

Não existem milagres para fazer o seu score subir (desconfie de quem promete isso, inclusive), mas algumas estratégias aplicadas no longo prazo podem melhorar sua reputação. Pagar as contas sempre em dia, não fazer solicitações recorrentes de crédito e manter seu cadastro positivo ajudam bastante.

Agora que você sabe como pesquisar o nome no SPC, confira qual sua situação e se organize financeiramente para modificá-la (caso o seu nome esteja sujo) ou para mantê-la (caso você não tenha seu nome incluído na lista de devedores). Você só tem a ganhar com isso!

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Afinal, o cartão de crédito internacional vale a pena? Descubra!

Cartão de crédito internacional vale a pena para quem faz compras recorrentes, em especial em lojas estrangeiras, tanto on-line quanto físicas. A propósito, o mercado de cartões de crédito, no Brasil, parece estar aquecido. Isso, se considerarmos os dados do último levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), publicado no site da Agência Brasil.

De acordo com a entidade, só no primeiro trimestre de 2019 as compras com essa modalidade de pagamento aumentaram em 17%, comparando com o mesmo período do ano passado. Um salto considerável, ainda mais quando se constata que, há dez anos, a participação dos cartões no PIB era de 11,4%. Em 2019, essa fatia passou para 24,3%.

O que explicaria tamanho crescimento? Para responder a essa e outras dúvidas, vamos entender nos próximos tópicos se o cartão de crédito, especialmente o internacional, de fato é uma boa opção. Confira!

O que é e como funciona cartão de crédito internacional?

Uma das maiores autoridades do segmento de crédito no Brasil, a Serasa Experian, aponta em seu último relatório que a demanda por crédito de 2018 para 2019 aumentou em 10,3%. Isso explica em parte o aumento do uso dos cartões de crédito como meio de pagamento, embora os estudos não façam distinção entre cartões nacionais e internacionais.

Por isso, para aproveitar o bom momento e a oferta de crédito mais farta, é bom saber como as instituições financeiras regulam esse mercado, né? Então a primeira coisa que você precisa saber é que um cartão é, na prática, um serviço financeiro. Logo seu uso é condicionado mediante o pagamento de taxas que, no caso, correspondem à anuidade.

Outro ponto muito importante a se destacar é que um cartão deve se ajustar ao seu perfil de consumo. Afinal, não faz muito sentido pedir um cartão aceito em outros países se você nunca faz compras em lojas fora do Brasil ou em moeda estrangeira, concorda? 😒

Que tipos de cartão de crédito existem?

Por outro lado, os cartões de crédito não se subdividem apenas em nacionais ou internacionais. Vamos deixar mais claras essas diferenças. Apontamos os cinco tipos de cartão de crédito mais conhecidos no mercado a seguir.

Cartão Nacional

Um cartão de crédito nacional é um serviço restrito ao território brasileiro. Com ele, você poderá fazer compras a prazo ou à vista em estabelecimentos nacionais, em real, desde que a bandeira seja aceita.

Cartão Internacional

A “estrela” deste artigo, como a gente já pode ver pelo nome, permite comprar fora do Brasil ou em lojas on-line em moeda estrangeira, desde que permitida pela operadora. Ele também permite realizar saques no exterior, embora essa seja uma opção a ser usada com bastante cautela, em função das taxas de juros e tarifas nada camaradas.

Cartão Gold

Já o cartão Gold é destinado a clientes com grande poder de compra, por isso ele normalmente é internacional. Além de pagamentos e saques, com ele o titular tem uma série de vantagens e benefícios, como seguro viagem, programa de relacionamento, seguro em compras e outros mimos. 🤩

Cartão Platinum

Na linha dos cartões Gold, os do tipo Platinum oferecem ainda mais benefícios e limites bem mais generosos. Muitos deles oferecem descontos e promoções exclusivas, como ingressos grátis em cinemas, shows e entretenimento.

Cartão Black

No mais alto nível de cartão de crédito estão cartões Black, ou Infinite, como também são conhecidos. Nesse caso, é comum que sua anuidade ultrapasse R$ 1 mil, e, normalmente, ele só é oferecido ou acessível para pessoas com renda mensal acima de cinco dígitos. Um cartão poderoso e que abre portas para muitas regalias!

Quais as diferenças entre o cartão nacional e internacional?

Além da questão da moeda e dos limites territoriais, os cartões de crédito nacional e internacional se diferenciam pela taxas, tarifas e impostos aplicáveis. A incidência de Imposto sobre Operação Financeira (IOF), por exemplo, será muito maior para quem usa cartão internacional, já que ele afeta diretamente operações de câmbio.

Deve-se ressaltar também que, até em compras on-line, haverá casos em que o cartão nacional poderá não ser aceito. É o caso das lojas e redes de distribuição que operam fora do Brasil, ainda que seja possível acessar seus sites em nosso território. Assim sendo, o cartão de crédito internacional vale a pena para quem costuma comprar em lojas como Alibaba, Amazon — dependendo do produto —, GearBest e Aliexpress.

Então tudo vai depender dos seus objetivos, do volume que costuma comprar em lojas ou moeda estrangeira e, claro, do seu orçamento. Nesse caso, é fundamental ficar ligado nas taxas e juros cobrados, sempre maiores em cartões internacionais.

E as taxas e os juros cobrados?

Como a gente acabou de ver, um cartão de crédito internacional se diferencia de um nacional principalmente pelas taxas. Assim sendo, vamos conhecê-las agora!

Câmbio

A taxa de câmbio se refere à cotação entre a moeda estrangeira e o real no dia em que o pagamento é feito. Além disso, sobre essa taxa os bancos costumam aplicar uma margem, apresentando, assim, um custo extra embutido considerável.

Saque

Já destacamos, mas não é demais relembrar. A cada saque feito com um cartão de crédito, incide uma taxa que, no caso dos cartões internacionais, não costuma ser barata. Na maioria dos casos, em saques nos caixas eletrônicos no exterior, a operadora mostra um aviso na tela, informando sobre o valor cobrado.

Imposto sobre Operação Financeira (IOF)

Toda e qualquer operação com um cartão de crédito internacional é tributada pelo IOF que, hoje, tem alíquota de 6,38%. Logo, se você fizer uma compra de US$ 100,00, deverá pagar só de imposto outros US$ 6,38.

Já conhece o cartão de crédito Porto?

Um cartão de crédito é bom quando resolve, certo? É assim com o cartão de crédito Porto, no qual você controla suas compras diretamente no aplicativo e acumula pontos para trocar por mais descontos em serviços e produtos Porto Seguro.

Programa de relacionamento, seguros e outros serviços especiais são alguns dos benefícios mais atraentes. Logo, o cartão de crédito internacional vale a pena, desde que seja Porto, combinado? Pense nisso antes de pedir o seu próximo meio de pagamento eletrônico e físico!

E aí, curtiu o conteúdo? Aproveite que está on-line e conheça os golpes com cartão de crédito mais comuns! [LINKAR]

Entenda como funciona o empréstimo para pessoa jurídica

Gestores que sabem como funciona o empréstimo para pessoa jurídica saem na frente, porque evitam os riscos associados a esse tipo de operação financeira. Não são raros os que o confundem com o financiamento, quando, na verdade, tratam-se de duas maneiras bem diferentes de crédito.

Cedo ou tarde, toda empresa vai precisar de uma injeção de capital extra, seja para custear expansões ou para pagar por bens e novos equipamentos. É aí que o empréstimo surge como opção para dar aquela turbinada no orçamento.

Por isso, quero te convidar para continuar aqui comigo e saber mais sobre as regras, exigências e características do crédito para empresas. Vamos nessa?

O que é e como funciona o empréstimo para pessoa jurídica?

Solicitar crédito no mercado é, antes de mais nada, uma grande responsabilidade. Primeiro, com a sua própria empresa, pois é do caixa dela que vai sair o dinheiro para pagar por um empréstimo. Depois, com a instituição financeira que assumiu os riscos de emprestar dinheiro no momento em que seu negócio mais precisou.

Por último, mas não menos importante, com as pessoas que trabalham na empresa, já que um negócio endividado fica em más condições para pagar salários e benefícios. Entender como funciona o empréstimo para pessoa jurídica é o melhor que se faz antes de assumir uma dívida, já que evita um eventual aperto financeiro em médio e longo prazo.

Na prática, essa modalidade de crédito funciona nos mesmos moldes de operações financeiras para pessoas físicas, como você e eu — tudo bem, não sou uma pessoa física, mas você entendeu.

Sendo assim, a empresa precisa ir ao banco sabendo o valor a ser pedido, apresentar a documentação, as garantias necessárias e aguardar pela aprovação. Repare que é um pouco diferente de modalidades como o crédito consignado e o cheque especial, em que temos regras e taxas distintas das que se aplicam ao empréstimo para PJ.

Vale destacar que, segundo o Serasa Experian, em agosto de 2019 a demanda por crédito entre empresas diminuiu em 0,1%. Isso aponta para uma tendência de afrouxamento por parte dos bancos, que facilitariam, em teoria, o acesso ao crédito.

Qual a diferença em relação ao empréstimo de pessoa física?

Embora os procedimentos envolvidos na solicitação de crédito para empresas e pessoas físicas seja igual em sua forma, é nos detalhes que se percebem as diferenças. A começar pela própria documentação a ser apresentada, normalmente mais extensa para empresas, incluindo registros contábeis e o contrato social.

Geralmente, os documentos exigidos são os que vamos citar a seguir.

DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício)

Documento contábil no qual todas as operações ao longo de um ano fiscal são consolidadas e que serve para atestar a saúde financeira da empresa.

Balanço Patrimonial

Nesse documento, devem constar todos os ativos e passivos da empresa. Há bancos que pedem, inclusive, que ele seja auditado. No primeiro pedido de crédito, é comum que sejam solicitados os últimos três BPs.

Contrato social

Por analogia, é como se fosse o registro de nascimento da empresa, logo, ele comprova a sua existência jurídica e a sua legalidade. Nele, constam o capital social, dados sobre a composição societária e outros dados de interesse.

Balancete

Registro pelo qual o banco avalia o fluxo de caixa da empresa, de forma a constatar se o negócio apresenta liquidez em suas atividades recentes.

Demais documentos

Em alguns casos, pode ser que a instituição financeira peça comprovantes e documentos, como a Certidão Negativa de Débitos (CND), documentos pessoais dos sócios e até plano de negócios. Por isso, vale uma boa pesquisa antes de escolher o banco em que pedir empréstimo, não se limitando apenas à sua própria agência.

Quais as taxas, juros e tipos de empréstimos?

As diferenças do empréstimo para PJ não se limitam à documentação a ser apresentada. Por isso, é indispensável que o gestor defina claramente a destinação do dinheiro a ser captado, já que, para cada uso, os bancos aplicam taxas e critérios distintos.

Existem muitas modalidades no mercado, por isso, vamos destacar aqui apenas as mais frequentemente acionadas, tá bom? As taxas apresentadas foram extraídas do site do Banco Central, na modalidade pessoa jurídica. Confira!

Para capital de giro

O crédito para financiamento de capital de giro é um dos mais recorrentes, já que serve para pagar pelas operações e, assim, manter a empresa em funcionamento. De qualquer forma, deve-se ter muito cuidado para pedi-lo, já que, sem planejamento, é grande o risco de formar uma bola de neve em termos de endividamento.

  • taxa anual mais cara: Cred Capixaba — 63,48%
  • taxa anual mais barata: Banco Societe Generale Brasil — 10%

Para pequena e microempresa

O crédito para pequena e microempresa é destinado para PJs dessas categorias que desejam financiar projetos, expansões ou novas atividades. Há linhas com taxas bastante atrativas, dependendo das garantias apresentadas e dos objetivos envolvidos. Nesse caso, é preciso planejar cuidadosamente as finanças e a parte tributária, já que as taxas de juros, em alguns casos, podem ser bem elevadas.

  • taxa anual mais cara: Banco Rural — 115,41%
  • taxa anual mais barata: Sorocred — 2,16%

Antecipação de recebíveis

Nessa modalidade, a empresa utiliza como garantia os valores que tem a receber de vendas a prazo — recebíveis — como garantia junto à instituição credora. É uma alternativa muito usada por empresas para pagamentos de contas de curto prazo, pois permite que essas vendas a prazo sejam recebidas antes.

De qualquer forma, continua valendo o planejamento antes de pedir crédito, afinal, não é por ser em curto prazo que deixarão de ser aplicadas taxas de juros, certo?

  • taxa anual mais cara: Itaú — 37,13%
  • taxa anual mais barata: Banrisul — 17,24%

Com veículo em garantia

Por sua vez, no empréstimo com veículo em garantia, a empresa apresenta um ou mais veículos como caução. Ou seja, caso o empréstimo deixe de ser pago, o banco terá o direito de tomar o veículo consignado como parte do pagamento. Também é conhecido como refinanciamento de veículo. Em média, as taxas de juros para essa modalidade giram em torno de 3%.

Por que o planejamento é tão importante?

Como você acabou de ver, as variações nas taxas de juros cobrados pelos bancos podem ser bastante altas, em alguns casos, passando de 100% ao ano. Ou seja, isso significa que se sua empresa tomar crédito no valor de R$ 1 mil em dezembro de 2019, no mesmo mês de 2020 terá pago um montante de R$ 2 mil ao banco. Pesado, não?

Por isso, o planejamento financeiro consistente é fundamental para assegurar a quitação dos débitos e garantir o melhor uso do dinheiro de terceiros.

Dessa forma, chegamos ao fim deste artigo. Você viu como funciona o empréstimo para pessoa jurídica, as principais modalidades e as taxas praticadas. Espero que seja útil e ajude sua empresa a crescer, afinal, é para frente que se anda!

E se você já tomou uma decisão, então faça contato com a Youbo. Quero ajudar você a realizar todos os seus projetos!

4 formas de aumentar o limite do seu cartão de crédito

Fim de ano chegando e com certeza você já está com a lista de presentes de natal prontinha. O único problema é que o limite do seu cartão não é tão grande quanto, acertei? Então relaxa, pois aumentar limite do cartão de crédito é o desejo de inúmeros brasileiros. Para você ter uma ideia, são aproximadamente 83 milhões de cartões em uso no Brasil.

Pensando nisso, elaborei este post com 4 dicas incríveis para lhe ajudar nessa missão. Também vou explicar como é estabelecido esse limite. Mas atenção! Jamais comprometa mais do que 30% da sua renda mensal com cartões de crédito. Afinal, você não quer entrar para as estatísticas e fazer parte dos milhões de endividados do país, não é mesmo? Dito isto, vamos ao que interessa!

O limite: como ele é definido?

Você pode até não se lembrar, mas no dia em que pediu o seu cartão de crédito o gerente do banco ou a empresa do cartão fez uma pergunta muito importante: qual a sua renda mensal? Além disso, foi feita uma consulta do seu score, no Serasa, para saber se você era um bom pagador(a) ou não.

Com essas informações foi calculado um percentual máximo de comprometimento da sua renda que poderia ser gasto no cartão e, só então, determinado o valor de limite dele. Essas estimativas são feitas para que esse recurso seja facilitador da vida de seus usuários, além de ser uma forma de o banco se prevenir de problemas futuros.

Como aumentar limite do cartão de crédito?

Para que isso aconteça, algumas coisas que precisam ser feitas. O objetivo aqui é provar para o banco ou fintech que você tem condições e precisa de um limite maior. Fornecendo informações mais precisas estas instituições estarão mais seguras de que aumentar o seu crédito é uma boa ideia. Veja, a seguir, quais atitudes tomar!

1. Atualize sua renda

No começo deste post, eu disse que o valor da renda mensal é a pergunta mais importante quando solicitamos um cartão de crédito. Para aumentar o limite não é diferente, então é fundamental que você mantenha este valor atualizado junto ao seu banco. Não vai adiantar nada ter um aumento no salário se esta informação estiver desatualizada em seu cadastro.

Para comprovar a sua nova renda você pode encaminhar à empresa responsável o seu contracheque, comprovantes de investimentos financeiros e se for o caso, a declaração do imposto de renda. Vale lembrar que, se o seu cartão for de uma dessas fintechs que resolve tudo pelo app, aí fica mais fácil, você mesmo pode atualizar essa informação.

Uma outra forma de mostrar que você tem poder de compra é utilizando o cartão com mais frequência. Muitas empresas já contam com algoritmos para analisar as informações de consumo de cada cliente. Assim, ao notar que você tem feito bastante uso do seu limite, o algoritmo entende que você precisa de mais crédito, e isso conta pontos ao seu favor. Só não confunda usar todo o limite com estourar o limite.

2. Não atrase os pagamentos

Ser um bom pagador também ajuda muito na hora de aumentar o seu limite. Afinal, que empresa vai querer correr o risco de não receber no final do mês? Fique atento à data de vencimento do seu cartão e, se você for do tipo esquecidinho(a), coloque um alarme para lembrar desse compromisso. E sempre — sempre! — pague o valor integral da fatura, nada de parcelar! Seu limite e saúde financeira agradecem.

3. Fique de olho no seu score

Muita gente não sabe, mas o Serasa criou um tipo de ranking para qualificar a capacidade de pagamento de cada brasileiro. Essa escala tem pontuação de 0 a 1000 e leva em conta fatores como: renda mensal, idade, estado civil, se o indivíduo paga seus compromissos antes do vencimento, se tem registros no SPC e Serasa, entre outros.

O score é avaliado pelas empresas antes de fornecer qualquer tipo de crédito. Ou seja, se a sua pontuação é baixa, as chances de conseguir aumentar limite do cartão de crédito também. Mas calma, não criemos pânico! Você pode melhorar a sua pontuação fazendo coisas simples, como manter as contas em dia, quitar dívidas, não atrasar os boletos, atualizar ganhos, etc. Uma boa ideia é consultar o seu score para entender como está a sua situação.

4. Saiba quais são os requisitos da empresa do cartão

Entender quais são os critérios utilizados pela empresa na hora de aumentar limite do cartão de crédito também é importante. Com essas informações em mãos você consegue concentrar seus recursos naquilo que é necessário para concessão de crédito. Para isso, converse com o gerente do seu banco, ele pode lhe dar dicas de como convencer a instituição a aumentar seu crédito.

Você também pode buscar no site da empresa do cartão quais são os parâmetros utilizados para esse fim, ou bater um papo no chat e esclarecer essas dúvidas. E uma dica: mantenha um bom relacionamento com essas empresas, seja banco ou fintech, e mostre que você é um bom cliente, que utiliza o cartão com frequência e paga as contas em dia.

Dica bônus do Youbo: existe um momento certo para pedir aumento do limite do cartão de crédito?

A resposta é sim! O timing — momento em inglês — é muito importante, mas passa batido por muita gente na hora de conseguir aquele crédito extra. Então se liga! Sabe aquele aumento que você acabou de receber, ou aquela renda extra que você está fazendo? Aproveite essas novas informações para pedir o aumento, elas são uma excelente justificativa para um novo limite.

Ufa! Agora você já é um ninja nas técnicas para aumentar limite do cartão de crédito. Tenho certeza de que com todas essas dicas você vai conseguir comprar aquela listinha de presentes de final de ano. Mas atenção, não use o limite do seu cartão como desculpa para ficar atolado em dívidas. Aproveite esse recurso com sabedoria 😉

Ah, meu time separou umas dicas extras pra você ficar ainda mais por dentro do assunto. Dá uma olhada no nosso post sobre como aumentar seu score, tenho certeza de que você vai gostar!

Entenda como funciona empréstimo bancário e tire suas dúvidas

Dados de uma pesquisa feita em 2018 pela Confederação Nacional de Dirigentes Logistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostraram que pouco mais de 2 entre cada 10 brasileiros já haviam feito um empréstimo nos 12 meses anteriores ao levantamento. Além disso, dentre os entrevistados que afirmaram ter feito um empréstimo, cada um deles declarou ter, em média, 2,3 empréstimos em seu nome.

Mas quem nunca teve que recorrer a um dinheiro extra por essas vias, deve ter dúvidas sobre como funciona empréstimo bancário. Por isso, vamos esclarecer os principais pontos para deixar claro como é feita a contratação desse tipo de crédito.

Como funciona um empréstimo bancário?

Um empréstimo bancário é uma operação de crédito em que uma instituição financeira concede determinada quantia em dinheiro ao cliente, que deverá pagá-la dentro do prazo estipulado e com o acréscimo de juros, conforme acordado no momento da contratação do serviço.

Essa diferença entre o valor emprestado e o efetivamente pago após o acréscimo das taxas é o que garante a remuneração e os lucros das instituições financeiras, que, normalmente, têm que captar esses recursos no mercado para, então, emprestá-los aos seus clientes.

As finalidades de um empréstimo podem ser inúmeras, dependendo da necessidade do cliente: ele poderá utilizá-lo para pagar dívidas, comprar produtos de valores mais elevados, solucionar emergências ou, até mesmo, para investir em um negócio próprio. Seja qual for a destinação do dinheiro, é importante que a contração do empréstimo aconteça de forma planejada e responsável.

Quais são os principais tipos de empréstimos bancários?

Na hora de contratar um empréstimo, o cliente provavelmente se deparará com uma série de opções, de acordo com o seu perfil. Cada uma delas apresenta suas especificidades, que devem ser observadas para garantir que o crédito cumpra sua função de maneira adequada. A seguir, indicamos os principais tipos de empréstimos bancários e o que caracteriza cada um deles.

Empréstimo Pessoal

O empréstimo pessoal é a modalidade de crédito mais comum e normalmente está disponível para todos os clientes que tenham conta em banco, mediante análise cadastral prévia. A outra opção é recorrer a financeiras que ofereçam o serviço.

A quantia liberada, o prazo de pagamento e os juros cobrados dependerão da sua capacidade de comprovação de renda e do seu histórico junto a instituição financeira e ao mercado de crédito. Por isso, ter o nome limpo e um bom score ajudam bastante na hora de ter sucesso na solicitação do empréstimo pessoal, ainda que existam empréstimos para negativados.

Após aprovação na análise de crédito, o dinheiro costuma ser depositado em pouco tempo (às vezes, em questão de horas). Por isso, ele se torna uma boa opção para os momentos de emergência. Além disso, dependendo das taxas de juros cobradas, os empréstimos pessoais também podem ser alternativas interessantes para trocar situações de envidamento com juros altos, como nos casos das dívidas com cartão de crédito.

Empréstimo com garantia

Para quem está a procura de juros mais baixos e tem um bem para oferecer à instituição, o empréstimo com garantia pode ser uma opção. Os juros mais em conta são decorrentes da garantia oferecida: diante do risco de perder o bem vinculado à contratação, a chance de calotes se tornam menores, em tese.

Entre os bens aceitos pelos bancos e financeiras que praticam essa modalidade de crédito, estão imóveis, veículos e joias. Normalmente, como condição para inclusão do bem como garantia, há a necessidade de ele estar quitado e em nome da pessoa que está solicitando o empréstimo.

Financiamento

Os financiamentos também podem ser descritos como uma forma de empréstimo. Contudo, neles, o uso do dinheiro não é livre e deve ser feito de acordo com aquilo que está previsto no contrato entre o cliente e a instituição financeira. Por isso, os financiamentos são comumente adotados como forma de adquirir bens de valores mais elevados, como imóveis e veículos.

Cheque especial

O cheque especial é, também, um tipo de empréstimo. Sua principal característica é o fato dele ser pré-aprovado pelo banco, que inclui um limite que pode ser utilizado pelo correntista a qualquer momento, sem burocracia.

Porém essa comodidade tem um custo: os juros do cheque especial estão entre os mais altos do mercado. Em setembro de 2019, a média cobrada era superior aos 300% ao ano. Logo esse tipo de crédito deve ser utilizado com extremo cuidado, sob o risco da dívida se transformar numa bola de neve.

Empréstimo Consignado

Diferente do cheque especial, o crédito consignado está entre as opções com menores juros do mercado. Nessa modalidade, a instituição financeira faz o desconto das parcelas diretamente do salário ou benefício do consumidor, o que garante o pagamento e reduz o risco de inadimplência, deixando os juros menores.

Para poder usufruir de um empréstimo consignado é necessário, na maioria dos casos, ser aposentado ou pensionista do INSS ou funcionário público. Como forma de não comprometer toda renda, as parcelas do empréstimo consignado não podem superar a fatia de 30% do salário ou benefício pago.

Onde conseguir um empréstimo bancário?

Boa parte do mercado de crédito do Brasil está concentrado entre os 5 grandes bancos: Banco do Brasil, Caixa, Santander, Bradesco e Itaú. Essas instituições competem entre si, e uma boa pesquisa entre elas pode significar uma economia significativa de juros.

As taxas cobradas são estipuladas de acordo com uma série de fatores, como os custos operacionais do banco, o risco daquele empréstimo e a situação da economia. No entanto, para ter uma dimensão exata do tamanho dos custos embutidos em um empréstimo, é necessário comparar o chamado custo efetivo total (conhecido como CET). Ele traz, em um único número, a soma dos juros e das demais taxas cobradas na operação.

Na disputa por cada cliente, financeiras e plataformas online procuram se destacar oferecendo crédito com juros mais em conta e redução da burocracia no processo, que em alguns casos pode ser feito remotamente e de forma mais ágil. Por isso, sempre vale pesquisar e fazer várias cotações antes de fechar negócio.

Agora que você sabe como funciona empréstimo bancário, fica mais fácil compreender em quais momentos contratar crédito é a melhor solução e como isso pode ser feito com condições mais favoráveis para o seu bolso, sempre com bom senso e planejamento, para que o dinheiro emprestado não se transforme em problema.

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Como funciona o cartão de crédito consignado? Descubra aqui!

Os cartões de crédito são recursos muito comuns hoje em dia, mas você sabia que existem várias modalidades? Cada uma tem suas características e seus diferenciais, por isso é tão importante se informar sobre os detalhes antes de escolher o seu. No post de hoje, vou dar destaque e explicar como funciona o cartão de crédito consignado!

Esse modelo traz algumas diferenças de taxas e pagamentos, entre outros fatores. Para saber se ele combina com o seu perfil é necessário ficar atento às suas particularidades. Separei, a seguir, algumas das informações principais sobre esse cartão para clarear as ideias. Continue esta leitura e saiba mais!

O que é o cartão de crédito consignado e como ele se diferencia?

O cartão de crédito consignado é aquele em que o valor mínimo da fatura é automaticamente descontado do seu contracheque ou do benefício INSS. Essa é uma das suas maiores distinções quanto aos modelos tradicionais, mas também podemos citar diferenças como:

  • Taxas de juros;
  • Forma de pagamento;
  • Data de pagamento;
  • Tempo de parcelamento, apesar de que isso deve sempre ser evitado;

  • Anuidade, de que a maioria dos cartões consignados costuma ficar isenta;
  • Saques em dinheiro, sendo que a maioria dos cartões consignados permite que seja retirado até 96% do limite concedido.

Esses são os principais exemplos e vamos explicar melhor essas características nos próximos tópicos. O cartão de crédito consignado apresenta pontos positivos, mas também traz os seus riscos particulares, então é necessário avaliar a sua situação. Um outro fator importante é saber que ele não é a mesma coisa que o crédito consignado, que se trata de um empréstimo que você recebe em conta corrente.

Como funciona o cartão de crédito consignado?

O cartão de crédito consignado tem, basicamente, as mesmas funcionalidades de um cartão tradicional. O banco libera para o consumidor um limite de crédito, que funciona como um empréstimo, para que ele possa efetuar compras, saques e pagamentos.

A fatura é paga todos os meses, sendo que o valor mínimo já vem descontado do seu contracheque e o restante pode ser pago no boleto. Não é possível adiar o pagamento do valor mínimo desse cartão em algum mês, já que o seu desconto é automático.

Caso o usuário não pague o valor total da fatura ele pode acabar caindo no rotativo, acrescido das devidas taxas. Isso traz um grande risco de endividamento, mesmo que os juros costumem ser menores do que em um cartão tradicional. As taxas de juros e seus valores vão variar de acordo com o tipo de cartão e com a política de cada instituição.

O limite do cartão de crédito consignado vai variar de acordo com o público. Para beneficiários do INSS, por exemplo, ele pode ser de até 25 vezes a margem do cartão. Já para servidores públicos, pode ser de até 27 vezes.

Esse tipo de cartão de crédito normalmente não cobra anuidade e o prazo limite de seu parcelamento costuma ser maior, mas reforçamos mais uma vez que isso deve ser evitado ao máximo, pois os juros e as taxas acabam transformando as dívidas em uma bola de neve. Vale lembrar que o custo efetivo de um cartão não inclui apenas os juros, então é importante se informar pars evitar riscos e prejuízos.

Para qual público o cartão de crédito consignado é destinado?

O cartão de crédito consignado traz alguns pré-requisitos, como ter um emprego fixo com carteira assinada e ser servidor público, militar, aposentado ou pensionista do INSS. Os profissionais autônomos não têm acesso a esse cartão por não possuírem renda fixa e não se encaixarem na forma como esse modelo funciona.

Quem se encaixa nos pré-requisitos e deseja obter esse cartão deve estabelecer um acordo com o seu empregador. É só depois de conseguir essa liberação que tudo estará efetivado e você poderá utilizar a ferramenta normalmente.

Quais os pontos positivos e os riscos desse cartão?

Um benefício do cartão de crédito consignado é que ele não cobra anuidade. Além disso, as taxas de juros são reduzidas em relação a outros cartões. As faturas trazem descrições adequadas sobre os locais e as datas de compras, assim como nos demais modelos, e algumas bandeiras ainda têm programas de pontos, o que gera vantagens.

Por outro lado, ainda existe o risco de se endividar com esse cartão. Justamente devido às taxas reduzidas e benefícios citados acima, pode ficar mais fácil perder o controle, achar que os gastos não serão tão grandes e acabar acumulando despesas. A possibilidade de sacar quase o valor total também contribui para o descontrole.

Quais são as melhores práticas para usar um cartão de crédito consignado?

Em primeiro lugar, antes de fazer o seu cartão de crédito consignado é importante estabelecer um bom planejamento. Assim, você já começa a cuidar das suas finanças e passa a realizar um melhor controle.

Avalie se o cartão é mesmo uma boa ideia e se não vai gerar acúmulos, especialmente se você já tem algum outro empréstimo. Pense nas suas despesas fixas e no quanto do seu orçamento ficará comprometido. O mínimo desse cartão pode consumir até 35 por cento do seu salário, então não se esqueça que os seus ganhos já terão esse comprometimento.

Tome sempre cuidado para não ultrapassar esse valor e para não atrasar ou parcelar faturas. Além disso, lembre-se sempre de anotar os gastos e definir prioridades. Assim, você evita custos desnecessários que teriam um peso significativo no seu bolso. Vale lembrar que, mesmo com taxas reduzidas, as despesas com o cartão ainda são consideráveis.

Para finalizar, reforço que é fundamental se informar sobre todas as taxas, regras de contrato e possibilidades do cartão. Pesquise sobre as instituições que o oferecem e compare condições. Também é essencial realizar simulações para ter uma ideia mais visível de quanto você irá pagar na íntegra. Assim, sua contratação e o uso desse recurso se tornam bem mais conscientes!

Espero que tenha gostado de descobrir como funciona o cartão de crédito consignado! Agora, não deixe de conferir as dicas para uma boa organização financeira!

Guia completo sobre golpe com cartão de crédito

Não é raro ouvirmos falar sobre um golpe com cartão de crédito ou débito. Uma pequena pesquisa já nos coloca diante de uma série de reportagens, artigos e atualizações sobre o assunto, sem falar nas notícias que volta e meia aparecem nos jornais. Foi pensando em evitar esse risco que preparei o post de hoje para você!

Em 2018 o site O Globo publicou uma matéria informando que, só pela internet, ocorrem cerca de 3,6 fraudes com cartão de crédito por minuto. De acordo com a reportagem, entre Janeiro e Agosto do mesmo ano foram detectados 920 mil golpes online, com o objetivo de adquirir informações para a clonagem de cartões. Já em 2019, o mesmo site informou que, em 12 meses, 8,9 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes, sendo a clonagem a mais comum entre elas.

Os perigos, no entanto, não estão apenas na internet e não se resumem a ter o cartão clonado: são vários os tipos de golpes e os locais onde eles podem ocorrer. Se você quer saber mais sobre esse assunto e conferir dicas de como se proteger, continue a leitura!

1. Como os golpes acontecem?

Os golpes podem ocorrer de diferentes formas, que muitas vezes nem mesmo imaginamos. A maioria deles é muito bem arquitetada e, por isso, é ainda mais importante ficar atento. Mantenha-se atualizado e informado sobre esse assunto para evitar prejuízos, ok?

A seguir, vou citar algumas das fraudes mais comuns atualmente. Confira!

Valor errado ou dupla operação

Para esse golpe, o criminoso pode fingir que o cartão não passou e alegar algum problema na maquininha. Ele, então, pega uma outra máquina e cobra novamente o mesmo valor (ou até um valor maior).

Sem estar ciente sobre esse risco, você provavelmente só vai perceber seu prejuízo mais tarde, ao conferir seu extrato. Para evitar esse problema, sempre peça o recibo para verificar se a operação foi realizada corretamente. Você sempre pode pedir para cancelá-la imediatamente, caso algo tenha dado errado.

Falsa central

Nesse golpe, o criminoso faz uma ligação telefônica e afirma ser da central antifraude do banco. Ele pede informações confidenciais (talvez até a sua senha) e, com elas, consegue alterar os bloqueios de segurança utilizados pelo banco, podendo até mesmo esvaziar a sua conta bancária.

Esse golpe pode utilizar recursos tecnológicos, como menus iguais ao do banco e gravações, entre outros meios para transmitir confiança. Assim, fique atento e lembre-se que, na realidade, um verdadeiro banco nunca vai telefonar pedindo informações confidenciais. Desligue o telefone e avise ao seu gerente.

Clonagem

A clonagem de cartões de crédito ou débito pode ocorrer de diferentes formas, como ao colocar os dados do cartão ao fazer uma compra na internet ou clicando em um link falso. Além disso, já existem outros recursos que facilitam esses crimes, como os chamados malwares, que invadem os sistemas para roubar informações. Falarei mais a frente sobre como se prevenir quanto a isso.

A clonagem também pode ocorrer presencialmente. Em uma loja, por exemplo, o vendedor pode se aproveitar de um momento de distração ou, de alguma forma, tirar o cartão da sua vista, para fotografá-lo e registrar seus dados e códigos. Isso já é suficiente para que ele seja clonado, então é importante ter atenção.

Falso motoboy

Esse crime se inicia com uma ligação de alguém que se passa por um funcionário do seu banco. É informado que o cartão foi clonado e que você precisará de um novo. Em muitos casos, é pedido até mesmo que você quebre o cartão ou solicite outro pelo atendimento eletrônico, que também está presente na ligação. O falso banco avisa, então, que um motoboy pode buscar o suposto cartão clonado.

Acontece que, mesmo quando se quebra o cartão ao meio, seu chip permanece intacto e continua sendo possível realizar transações. O falso motoboy pode se apresentar muito bem vestido ou até com o uniforme e um crachá com o nome de um funcionário real do seu banco, além de levar um papel timbrado da agência para ser assinado. Todos esses detalhes, entre outros, visam passar credibilidade.

Lembre-se de que nenhum banco solicita a devolução ou a retirada do cartão. Portanto, mais uma vez, desligue o telefone e avise a sua agência imediatamente. Vale lembrar, também, que nunca se deve passar o seu endereço nessas ligações.

Troca de cartões

Esse crime ocorre geralmente na hora de passar o cartão na maquininha. O criminoso se aproveita de um momento de distração ou mesmo se vale de algum truque que desvie a atenção do consumidor.

Nessas situações, existem duas ocorrências mais comuns: o vendedor te faz digitar a senha no campo de valor, onde os números ficam expostos ao invés de serem cobertos por asteriscos, de modo que ele possa roubá-los; ou o seu cartão é trocado, sem que você perceba, por um similar do mesmo banco.

Essas situações também costumam ser realizadas juntas e, normalmente, o consumidor só percebe o ocorrido ao tentar fazer uma outra compra ou conferir o seu extrato. Vou explicar como evitar esse risco mais a frente.

Troca de cartão no caixa automático

Nesse crime, enquanto a vítima utiliza o caixa eletrônico uma pessoa se aproxima e oferece ajuda. Ela observa você digitar a sua senha e troca o seu cartão sem ser percebida. Essa é uma situação muito comum e pode gerar um grande prejuízo, pois até o crime ser descoberto já podem ter sido realizados vários saques e compras com o seu nome.

Para evitar esse problema, nunca aceite a ajuda de um desconhecido nesses momentos e nunca forneça a sua senha. Se precisar de auxílio, chame um funcionário registrado e, em caso de dúvidas, você também pode chamar o gerente. Mesmo que ninguém se ofereça para o auxiliar, ao utilizar o caixa fique sempre atento para evitar que a sua senha e dados sejam vistos.

Golpes com páginas, e-mails e SMS

Os golpes que utilizam meios virtuais e eletrônicos são muito comuns e diversificados. Eles podem vir na forma de emails falsos, falsos links, sites e páginas, SMS e até mesmo aplicativos. Desconfie de ofertas tentadoras, promoções e prêmios que mandam você acessar um anexo, um link, uma página ou pedem para entrar em contato, por exemplo.

Os endereços para os quais você é direcionado parecem ser bem confiáveis, muitas vezes contendo o mesmo estilo dos sites originais e até mesmo seus selos. Isso faz com que a pessoa se sinta segura para inserir dados confidenciais, que os criminosos pegam para realizar transações, desbloquear cartões, burlar bloqueios de segurança e confirmar dados.

Nunca acesse links ou anexos de mensagens e e-mails suspeitos. Confira sempre se o endereço da página é o correto e, além disso, mantenha seu antivírus e seu sistema operacional atualizados. Isso vale para smartphones, notebooks, tablets e demais aparelhos.

Golpes com aplicativos

Os golpes por aplicativos também são comuns e podem ocorrer de diferentes formas. Em uma delas, por exemplo, a vítima recebe um email com um link que, ao ser clicado, instala um vírus no seu dispositivo, permitindo que os criminosos tenham acesso a ele. Assim, eles conseguem acessar os seus dados bancários e realizar transações.

Para evitar esse golpe é importante, como no exemplo anterior, manter seu sistema operacional e seu antivírus atualizados, além de desconfiar e não clicar em links suspeitos.

Chupa cabra

O golpe do chupa cabra é um dos mais antigos, porém ainda é muito realizado. Nele, é utilizado um equipamento acoplado ao caixa eletrônico, que trava a retirada do cartão e facilita a cópia de informações. Assim, seu cartão pode, inclusive, ser clonado.

O chupa cabra atualmente também é utilizado para adquirir informações de cartões com chip e roubar a senha dos usuários. Para evitar esse risco, busque usar os caixas eletrônicos em horário comercial, em agências com maior segurança e menor fluxo de pessoas. Um cartão com chip também pode ser mais seguro, apesar de também estar suscetível ao crime.

Outros crimes com cartão de crédito e débito podem até ir além. Em alguns casos, ao conseguir os seus dados o criminoso pode se passar por você e bloquear a sua linha telefônica, utilizando documentos falsos para solicitar um novo chip, por exemplo. Assim, a vítima não recebe alertas das transações financeiras em seu nome. Um indício dessa situação é quando a sua linha ou seu telefone para de funcionar repentinamente. É essencial ter atenção para evitar esses riscos.

2. Quando os golpes mais acontecem?

Os golpes com cartões de crédito e débito podem ocorrer em qualquer época do ano e em diferentes horários e contextos. No entanto, existem algumas épocas em que esse risco é aumentado e, portanto, é importante ter a atenção redobrada.

As datas comemorativas, como o Carnaval, são mais propícias a esses acontecimentos. Os criminosos se aproveitam da grande quantidade de pessoas e da sua distração para aplicarem os golpes. O mesmo pode ser esperado da época de festas de fim de ano, entre outras que têm grande movimentação e falta de atenção do público, que se encontra agitado com suas compras e comemorações.

Além disso, outras datas propensas são os dias de pagamento e de FGTS. Os criminosos sabem que há grande movimentação e que as contas bancárias estão mais cheias, dando-lhes motivos a mais para atuarem. Fique ainda mais atento nessas ocasiões, mas nunca deixe de ser cuidadoso com seu cartão.

3. Quais são as pessoas mais visadas pelos golpistas?

Antes de qualquer coisa, é importante reforçar que todos podemos passar por esse tipo de golpe. Apesar de existirem públicos mais visados nessas situações, ninguém está totalmente seguro, se não forem tomados os cuidados necessários. Mesmo assim, vale a pena comentar sobre os alvos mais frequentes.

Pessoas que compram pela internet podem estar bem suscetíveis, pois os criminosos fazem uso de ferramentas tecnológicas para roubar seus dados. Algumas medidas para se prevenir serão abordadas no próximo tópico.

Os idosos também são um público que costuma ser bem visado, sendo essencial mantê-los informados sobre os crimes existentes, as formas como podem ocorrer e como eles podem se proteger. Esses são apenas alguns exemplos. Na dúvida, alerte a seus amigos e familiares sobre esse risco.

4. Como se prevenir contra os golpes?

Esses crimes podem ocorrer de diversas maneiras e, portanto, existem diferentes formas de se prevenir. Algumas delas já foram tratadas anteriormente, quando abordei os exemplos de golpes. Para proteger você ainda mais, preparei uma lista com outras das atitudes e cuidados essenciais. Fique atento:

  • dê prioridade aos cartões com mais quesitos de segurança, como chips além da assinatura;
  • verifique se os sites de compras são confiáveis e se apresentam selos de segurança;
  • sempre peça e confira o recibo, para comprovar os valores que você pagou;
  • acompanhe o seu extrato frequentemente, para ver todos os gastos e despesas. Assim, caso algo indevido aconteça, você verá mais rapidamente e poderá tomar providências;

  • mantenha o controle da fatura, registrando as compras, os saques e seus valores. Isso também facilita a percepção de ações indevidas em seu nome, além de ser importante para o controle financeiro;

  • verifique o campo da maquininha, conferindo se realmente é o local certo para digitar sua senha;
  • utilize recursos que confirmem operações, como SMS e emails que avisam que o cartão foi utilizado;
  • proteja o código de segurança do cartão. Você pode tapá-lo com uma pequena etiqueta adesiva e, quando precisar, é só tirar e olhar;
  • mantenha seu cadastro atualizado na instituição financeira e peça para ser avisado sobre qualquer movimentação estranha na sua conta. Para isso, é interessante verificar se o seu banco tem uma área e segurança que acompanha a utilização do cartão;
  • mantenha seus dispositivos eletrônicos com antivírus, anti-spam e sistema operacional atualizados;
  • utilize cartão virtual, que vale apenas para uma operação, para compras online, mas sempre se certifique de que está usando um cartão seguro;
  • desconfie de solicitações de senha ou código de segurança por telefone, mensagem ou email. As instituições financeiras nunca farão esse tipo de coisa, então nunca passe as informações;
  • desconfie de ofertas e promoções com preços muito abaixo do mercado;
  • nunca passe senha, código de segurança ou outros dados do cartão para outras pessoas;
  • não tire cópia de cartão;
  • não mande fotos do seu cartão;
  • não clique em links suspeitos de e-mail ou redes sociais;
  • não tire a mão nem os olhos do cartão enquanto ele é passado na maquininha. Cuidado para não se distrair;
  • não utilize seu cartão em redes abertas de Wi-Fi;
  • não entregue seus cartões, nem se estiverem bloqueados ou inutilizados;
  • saiba que as instituições financeiras nunca solicitam a retirada ou a devolução dos cartões;
  • saiba como se desfazer de cartões: destrua o chip, em vez de apenas quebrá-los, por exemplo;
  • verifique a lista de sites não recomendados pelo Procon do seu estado e verifique se outros consumidores já tiveram problemas ou fizeram denúncias.

5. O que fazer caso você caia nesse golpe?

Caso você seja vítima de algum golpe com cartão de crédito, é importante tomar algumas medidas. Confira as dicas abaixo!

Entre em contato com o seu banco

Se você desconfia que sofreu um golpe, entre em contato com o banco e peça que o cartão seja bloqueado. Em alguns casos, eles podem pedir que você entre em contato diretamente com a administradora do cartão. Você terá que solicitar outro e também trocar sua senha. Guarde sempre o número do protocolo desses atendimentos.

Faça registro na delegacia

Procurar a delegacia é um passo muito importante, e também é recomendável registrar um Boletim de Ocorrência (BO), apesar de não ser uma obrigação. Isso é importante para você ter acesso aos seus direitos posteriormente.

Descreva, com o máximo de detalhes possível, tudo o que aconteceu desde que você percebeu o golpe e as operações realizadas pelos golpistas em seu nome (como compras, empréstimos, pagamentos e saques), além das datas em que elas foram feitas. Isso pode ser conferido no seu extrato ou na sua fatura.

Em casos de perdas, roubos e furtos, além de registrar o BO, também é importante alertar as empresas via SPC. No caso de perda de cartão é importante lembrar que a responsabilidade é do cliente, mas, ainda assim, é fundamental seguir os passos anteriores para evitar maiores problemas.

6. Quais são os prejuízos que esses golpes trazem?

Os golpes com cartões de crédito e débito podem acarretar prejuízos financeiros muito elevados. Em certos casos, é possível conseguir o dinheiro de volta, o que normalmente é resolvido pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do seu banco.

Em algumas situações, porém, a instituição se recusa a pagar. Isso acontece, por exemplo, quando há distração ou responsabilidade do cliente, como na perda ou na troca de cartões.

Caso o banco não resolva o seu problema, é importante procurar o Procon do seu estado, o Banco Central ou entrar com uma ação no Juizado Especial Cível (JEC). É sempre importante se informar sobre os seus direitos para saber como agir. Para evitar ficar com o nome sujo, você pode pedir ao banco para quitar apenas os gastos que você fez.

Como podemos ver, além de prejuízos financeiros, esses golpes também trazem muita dor de cabeça, sendo essencial se proteger. Prevenir-se contra os golpes como a clonagem de cartão de crédito, entre outros, é tão importante quanto se prevenir contra golpes de carro e cuidar para não ter o seu veículo roubado, por exemplo.

Espero que tenha gostado deste guia sobre o golpe com cartão de crédito. Não deixe de compartilhá-lo em suas redes sociais para também prevenir os seus amigos e parentes!

Gestão de custos: guia definitivo para organizar as finanças da sua empresa

Você trabalha todo dia em busca de melhorar as finanças da sua empresa, mas parece que fica sempre no mesmo lugar? É bem verdade que, se pensar bem, verá diferenças gritantes de hoje para o início do seu negócio. Ainda assim, é possível aprimorar algumas atividades, e uma delas é a gestão de custos.

Tudo começa com saber separar os custos pessoais do dinheiro da empresa. Se você ainda mistura os dois, saiba que precisa fazer essa separação já! Esse é o primeiro passo para ter sucesso e gerenciar as finanças de modo saudável.

Ainda existem outras boas práticas, mas é claro que eu não poderia entregar todo o segredo para você sem explicar direitinho, não é mesmo? 😉 É por isso que criei este guia definitivo para organizar a gestão dos custos da sua empresa.

Que tal saber mais e começar a aplicar as ideias a partir de hoje?

Entenda quais são os custos fixos e variáveis da empresa

Os custos fixos são aqueles que você precisa pagar todos os meses, qualquer que seja a sua produção ou seu nível de vendas. É o caso de aluguel e internet, por exemplo. Por sua vez, os variáveis são os valores que incidem conforme o ritmo da empresa. Por isso, são inconstantes, como as comissões e o pagamento a fornecedores.

Essa explicação, apesar de correta, ainda é simples. Existem muitos outros aspectos que você precisa conhecer para entender o que são custos fixos e variáveis. Para facilitar, vou começar nossa jornada pelo gerenciamento de gastos de forma mais detalhada. Vamos lá? 🙂

Custos fixos

Esses gastos são aqueles que precisam ser pagos todos os meses. O valor pode variar, mas sua quitação é fixa — daí o nome desse tipo de custo. O que o diferencia é o pagamento recorrente, qualquer que seja seu nível de produção ou de venda. Estão enquadrados aqui:

  • aluguel;
  • serviços de segurança e limpeza;
  • plano de internet e telefonia;
  • folha de pagamento;
  • mensalidade de um software de gestão.

Perceba que, se você fechar a sua empresa no final do ano, por exemplo, ainda terá que pagar o aluguel. A mesma coisa acontece com os serviços de limpeza e segurança, e o software de gestão, que são cobrados a partir de uma mensalidade. A folha de pagamento também é paga, ainda que todos estejam no recesso. E o plano de internet e telefonia tem cobrança de um valor fixo.

Em outras palavras, você terá que pagar essas contas, não tem jeito. Mas o valor pode mudar com o passar dos meses. A cobrança pode sofrer reajuste, água e luz dependem do consumo etc.

Custos variáveis

Os custos variáveis são aqueles pagos somente quando sua empresa vende ou produz mais. Por isso, seguem o ritmo do negócio e sofrem muitas alterações com o passar do tempo. Aqui, a mudança não é apenas de valor, mas também de cobrança.

Isso significa que o valor pode ser menor ou maior, conforme a produção ou as vendas, ou até deixar de existir. Alguns exemplos são:

  • contas de água e luz, quando a produção ou a venda está relacionada a esses gastos;
  • pagamentos de comissão aos vendedores;
  • compra de matérias-primas e insumos.

Assim, se você fechar sua empresa por alguns dias, será cobrada apenas a taxa mínima de água e luz. Os vendedores receberão o salário (folha de pagamento), mas não a comissão — afinal, não venderam. As matérias-primas e insumos deixarão de ser necessários.

O que acontece, por exemplo, quando são feitas horas extras? Também entram como custos variáveis, porque a demanda por esse período maior de trabalho depende diretamente dos pedidos dos clientes.

Assim, fica claro que, para um bom gerenciamento de custos, a classificação dos gastos precisa ser feita. Então, o que é ideal para sua empresa, considerando a saúde financeira?

SUGESTÃO GIF: https://gph.is/2ezvJZq

O recomendado é deixar os custos fixos mais baixos. Assim, quando há um período de menos vendas, você garante que todas as contas serão pagas e ainda poderá retirar seu pró-labore, ou seja, sua remuneração.

Em segundo lugar, vale a pena observar os custos variáveis, para saber se eles podem ser diminuídos. Com essa medida, você consegue aumentar sua margem de lucro.

Agora você pode estar perguntando: como diferenciar os custos fixos e os variáveis. Não existe uma fórmula mágica. A regra é pensar: “se eu fechar minha empresa por alguns dias, terei que pagar essa conta?”.

Se a resposta for sim, está na primeira categoria. Se não, está na segunda. Ressalto que essa dica não vale para possíveis parcelamentos, ok?

Confira como fazer um bom fluxo de caixa e reduzir custos

O próximo passo para uma boa administração de custos é fazer a gestão do fluxo de caixa. Esse termo se refere a uma ferramenta financeira que demonstra como está a saúde do seu negócio. Por isso, é um instrumento estratégico, que consiste na anotação de todas as entradas e saídas de recursos.

De modo simples, a ideia é anotar todo o dinheiro que entra e sai para saber qual é o valor em caixa, bem como quanto você tem para receber e para pagar nos próximos dias e semanas. A partir disso, um relatório com o resultado das operações pode ser criado para sinalizar se o negócio:

  • é sustentável no curto e no médio prazos;
  • pode fazer algum investimento, como ampliar suas operações, aumentar o mix de produtos, contratar um seguro de responsabilidade civil ou abrir uma nova unidade;
  • consegue honrar seus compromissos no curto prazo;
  • precisa de um empréstimo para empresas ou algum tipo de financiamento operacional para custear o pagamento dos valores necessários.

Existem várias formas de fazer o fluxo de caixa. Para a gestão dos custos, o melhor é elaborá-lo todos os dias e confirmar os dados. Se a empresa tiver contas muito complexas, faça uma vez por semana, pelo menos.

Além disso, faça a previsão para os próximos períodos — esse é o fluxo de caixa projetado. A ideia, aqui, é anotar os valores que você tem a receber, por exemplo, devido às vendas realizadas a prazo.

Assim, imagine que hoje é dia 26 de novembro de 2019 e você comercializou um equipamento de R$1.200 em seis vezes. A primeira parcela é paga em 30 dias. Assim, você deve anotar os recebimentos:

  • R$200 no dia 26 de dezembro de 2019;
  • R$200 no dia 26 de janeiro de 2020;
  • R$200 no dia 26 de fevereiro de 2020;
  • R$200 no dia 26 de março de 2020;
  • R$200 no dia 26 de abril de 2020;
  • R$200 no dia 26 de maio de 2020.

Assim, você já sabe que tem R$200 em caixa nesse dia — claro que isso depende de o cliente pagar, mas é uma projeção, lembre-se disso. 😉

Em seguida, registre todos os valores que tem para pagar nos próximos meses. Se tiver combinado uma compra a prazo do fornecedor no valor de R$2.000 em 30, 60 e 90 dias, anote:

  • R$666,66 em 26 de dezembro de 2019;
  • R$666,66 em 26 de janeiro de 2020;
  • R$666,66 em 26 de fevereiro de 2020.

Depois de cadastrar todos os valores empenhados, você verá como estão suas finanças. Se o seu caso fosse esse do exemplo, sabe que precisaria de R$466,66 no prazo de um mês ou teria que solicitar um empréstimo ou um financiamento.

Os erros do fluxo de caixa

A elaboração do fluxo de caixa é simples, mas existem alguns erros comuns. Eles atrapalham a gestão de custos e precisam ser conhecidos para serem evitados. Entre os principais, estão:

  • ignorar os acompanhamentos diários, o que gera perda de qualidade e de confiabilidade dos números;

  • falhar no controle das vendas, já que os pagamentos precisam ser classificados em à vista, a prazo ou no cartão;

  • trocar vendas por recebimentos, isto é, confundir os dois lançamentos. Para evitar, basta fazer a inserção dos dados de comercializações e pagamentos a prazo conforme a indicação que dei, ou seja, cada parcela no seu respectivo mês;

  • não categorizar receitas e despesas. O melhor é detalhar o fluxo de caixa para ter uma noção clara de como está a situação. Depois de listar tudo, faça uma análise vertical, para saber qual classificação tem mais importância, e outra horizontal, a fim de identificar reduções e crescimentos de cada uma delas;

  • ignorar a tecnologia, que mantém a veracidade dos dados e realiza vários processos de forma automática;

  • não verificar a situação atual, já que o fluxo de caixa serve para entender a saúde financeira do negócio e se preparar para possíveis desafios;

  • não organizar as finanças de modo estratégico, a partir dos insights obtidos com essa ferramenta.

Para ser eficiente, é preciso controlar o fluxo de caixa com precisão e lançar os dados de maneira correta. Mais que isso, vale a pena contar com um sistema de gestão, que vai analisar os custos e os recebimentos e indicar se é preciso parcelar contas, pegar um empréstimo facilitado, fazer compras de insumos no cartão de crédito etc.

Saiba a diferença entre fluxo de caixa e capital de giro

O capital de giro é o montante necessário para manter sua empresa em funcionamento. Ele é calculado pela diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante. Ao fazer esse cálculo, você sabe se sua empresa tem capital suficiente para honrar seus compromissos de curto e médio prazo.

Achou esse conceito parecido à explicação do fluxo de caixa? Apesar disso, o capital de giro é bem diferente. Para entender, primeiro é preciso saber o que são ativos e passivos circulantes.

Um ativo circulante é um recurso empresarial capaz de ser convertido em dinheiro ou usado no prazo de um ano. É o caso de estoques, contas a receber, títulos negociáveis etc.

Por sua vez, um passivo circulante é a quantia que a empresa deve, por exemplo, contas a pagar, empréstimos contraídos, despesas acumuladas etc.

A diferença entre o ativo e o passivo circulantes geram o chamado capital de giro líquido, ou seja, o valor que você tem disponível em curto prazo. Quando ele está próximo de zero ou até negativo, você sabe que algo vai mal!

Para resolver seu problema, é preciso um empréstimo facilitado para empresas. O objetivo é conseguir a menor taxa de juros possível para financiar a operação de curto ou médio prazo.

Dois exemplos são o crédito com garantia de imóvel ou veículo, e o consignado. Como o primeiro tem um bem alienado e o outro é descontado na folha de pagamento, a transação tem menos riscos e, por isso, as cobranças são reduzidas.

Qual a relação entre capital de giro, fluxo de caixa e gestão de custos? O terceiro elemento tem como propósitos:

  • auxiliar no planejamento, no desenvolvimento e no controle das operações da sua empresa;
  • fornecer informações sobre a performance e a rentabilidade de várias atividades organizacionais;
  • subsidiar o processo decisório.

A partir disso, você percebe que o fluxo de caixa é necessário para obter dados sobre o desempenho do negócio e controlar as operações. Por sua vez, o capital de giro ajuda a tomar decisões sobre o que fazer nas próximas semanas ou meses.

Ao analisar essas variáveis e comparar ao gerenciamento dos custos, você sabe, por exemplo, se pode fazer um seguro online ou se é possível investir em uma tecnologia, como o e-CNPJ. Tudo isso sem comprometer a saúde financeira do seu negócio. Entendeu a importância dessa prática?

Veja como organizar o capital de giro pela gestão positiva de caixa

Gerenciar os custos de forma positiva é fundamental para garantir o capital necessário à sua empresa. A proposta é evitar um ciclo longo de conversão de caixa, ou seja, o período para ter dinheiro disponível ao fazer um investimento deve ser o menor possível.

Como conseguir esse resultado? Entre as respostas estão:

  • diminuir o intervalo de tempo do crédito aos clientes;
  • conversar com os fornecedores para negociar melhores condições de pagamento;
  • preservar o nível de estoque correto para reduzir os custos com matérias-primas;
  • gerenciar o caixa de forma adequada para diminuir os preços.

Todas essas medidas são necessárias para manter as reservas de dinheiro em equilíbrio. Isso é necessário, porque, em alguns períodos, você vai vender mais. Em outros, menos. Além disso, vale a pena:

  • reduzir os gastos: reveja os valores de custos e despesas em determinado período e identifique onde pode economizar;

  • buscar crédito a taxas de juros baixas: utilize as opções à disposição, como o empréstimo com garantia de imóvel;

  • saber a hora certa de contratar um empréstimo: use o dinheiro para resolver um problema rápido ou alavancar o negócio.

Tenha em mente que as opções a juros baixos servem para obter dinheiro rápido para fortalecer o seu capital de giro e honrar seus compromissos ou fazer um investimento. De toda forma, você nunca deve confundir os valores pessoais com os empresariais, como já citei. Assim, mantém o capital do negócio preservado.

Agora você sabe o que fazer para manter sua gestão de custos em dia, organizar as finanças da empresa e controlar os valores que entram e saem, certo? Então que tal arregaçar as mangas e colocar as dicas em prática? É provável que a situação seja diferente do esperado, mas sempre é possível melhorar, basta começar. 🙂

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O seguro é obrigado a usar peças originais? Saiba quais são as regras aqui!

Saber se o seguro é obrigado a usar peças originais é crucial para evitar estresse desnecessário. Vamos explicar isso por meio de um exemplo. Já ouviu falar no virabrequim (aquela peça na parte interna do motor, que converte a força gerada no movimento dos pistões e a transforma em torque)?

Então imagine que você se envolveu em um acidente de trânsito e, no choque com outro veículo, essa peça fundamental para ignição do carro tenha sido rachada. Péssimo, não?

Imagine agora que você se dirigiu a uma oficina autorizada pela seguradora, mas descobriu, ao retirar o veículo, que o componente original (que custa em torno de R$ 2.700,00) foi substituído por outro, uma versão chinesa de segunda mão que custa menos de R$ 1.200,00.

Como você reagiria? O seguro é obrigado a usar peças originais? É isso que você vai descobrir a partir de agora!

Pode ou não pode? Trocando sua peça nova por um “xing ling”

Essa situação é insólita, mas poderia acontecer com você. Ainda que isso o tirasse do sério, você saberia se há base legal para que a seguradora fizesse o conserto do carro com peça usada? Pode ou não pode?

Pois bem, até 22/8/2019 havia um entendimento por parte da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e, sobretudo, dos tribunais, de que as seguradoras eram obrigadas a repor as peças originais por outras de mesma origem (novas), configurando ato lesivo ao segurado reduzir custos com a reposição mediante componentes genéricos. Só para você ter uma ideia do entendimento, dê uma olhadinha nesta jurisprudência do TJ-PR:

“CONTRATO DE SEGURO. RELAÇÃO DE CONSUMO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA SEGURADORA. CONSERTO DE VEÍCULO COM PEÇAS NÃO ORIGINAIS. NEXO DE CAUSALIDADE DEMONSTRADO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL DEVIDA. O segurado, quando firma contrato e paga o prêmio, pretende acautelar-se quando sofre infortúnio, e quer seu bem íntegro novamente. Visível o desequilíbrio contratual se a seguradora diminui suas despesas, adquirindo peças usadas, e não originais, para substituir àquelas danificadas no veículo segurado, com o intuito de aumentar seu lucro. Está configurado o atuar lesivo da seguradora ao dar causa à demora do conserto do veículo segurado, sendo legítima a exigência do segurado por peças novas e originais.”

Pois é, então o seguro é obrigado a usar peças originais, certo? Não, não mais.

No intuito de aumentar a concorrência no segmento (e, em tese, abrir espaço para redução do prêmio do seguro auto) foi definido — na Carta Circular Eletrônica nº1/2019 da SUSEP — que as seguradoras estão autorizadas a utilizar peças usadas ou genéricas no conserto de veículos segurados.

A recomendação é uma exigência antiga do setor e deve, inclusive, ajudar a mudar o entendimento dos tribunais sobre o tema, possibilitando a criação de apólices mais baratas, que já preevem no contrato os reparos com peças de segunda mão.

Mas e aí? Fico com a segurança do meu carro ou com a proteção do meu bolso?

A Circular da SUSEP se apoia no artigo 21 do Código de Defesa do Consumidor:

“Art. 21. No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto, considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante, salvo, quanto a estes últimos, autorização em contrário do consumidor.”

O normativo de agosto/2019 menciona também que a seguradora é obrigada a usar peças originais em caso de perda total (a flexibilização vale apenas para danos parciais), mantendo a originalidade também quanto aos itens de segurança.

Além disso, as empresas devem especificar nos contratos quais são os produtos com reparo mediante peças genéricas e quais são os que mantêm os consertos com peças originais (possivelmente mais caros). Por fim, a lista de peças passíveis de solução por componentes de segunda mão deve estar presente nas cláusulas gerais.

Vale lembrar que, até então, o uso de peças de segunda mão no seguro auto era permitido apenas no conserto de carros antigos, cujos componentes, em sua maioria, não eram mais fabricados no mercado (e mesmo assim, ainda era necessário o consentimento do segurado).

Para o cliente, o que deve ser analisado com essa nova medida é a relação custo x benefício. Ou seja, é preciso avaliar o valor do veículo e a dificuldade na compra de peças originais (que podem não mais existirem ou serem importadas).

É preciso estudar também o preço da proteção quando o seguro é obrigado a usar peças originais — se a diferença for pequena, recorrer a uma apólice alternativa pode não compensar o risco da redução da vida útil das peças trocadas.

Por outro lado, buscar um seguro auto “lado B” pode ser interessante a quem tem um carro mais antigo ou muita demanda de peças importadas, já que o esforço para substituição de peças, nesse caso, pressiona demais os custos das seguradoras, os quais são repassados aos segurados.

Essa autorização deve impactar o mercado de seguros de que modo?

Em 2017, cerca de 80% da frota brasileira circulava sem seguro, o que fez o setor se mexer em busca de flexibilização das leis para oferecimento de produtos inovadores, como “minisseguros”, proteções enxutas e temporárias.

Outra frente de mudanças está focada em trazer tecnologia capaz de baratear os custos do segmento, como análise de dados para precificação individual em detrimento ao modelo genérico, que acaba discriminando alguns públicos.

Nesse universo de transformações, mudar a lógica de que o seguro é obrigado a usar peças originais ajuda a captar novos clientes, como na criação de uma versão de seguro auto mais barata. A expectativa é que essa medida reduza o preço em pelo menos 10%.

Seguro ainda vale a pena?

A pergunta que deve ser respondida aqui é outra: correr o risco de perder um bem que você demorou anos para pagar vale a pena?

No Brasil, 1 carro é roubado ou furtado a cada minuto. Apenas o Rio de Janeiro teve mais de 67 mil carros roubados em 2018, sendo que, no país, esse número costuma ultrapassar as 400 mil ocorrências anuais. Um seguro de automóveis protege o bem do segurado desse tipo de infortúnio, mas os benefícios não se restringem a isso.

Assistência 24 horas, carro reserva e até o chamado “motorista da vez” (serviço de fornecimento de motorista em caso de “ultrapassagem no limite da cervejinha”) estão entre as coberturas de um bom seguro auto, o que justifica o prêmio cobrado. Mas, com as mudanças assinaladas, a tendência é que ter esse produto fique ainda mais fácil.

Agora que você já sabe se o seguro é obrigado a usar peças originais, aproveite para conhecer mais sobre o assunto e ter em mãos o nosso guia completo para contratar esse produto!