Entenda como funciona o empréstimo para pessoa jurídica

como funciona o empréstimo para pessoa jurídica
como funciona o empréstimo para pessoa jurídica

Gestores que sabem como funciona o empréstimo para pessoa jurídica saem na frente, porque evitam os riscos associados a esse tipo de operação financeira. Não são raros os que o confundem com o financiamento, quando, na verdade, tratam-se de duas maneiras bem diferentes de crédito.

Cedo ou tarde, toda empresa vai precisar de uma injeção de capital extra, seja para custear expansões ou para pagar por bens e novos equipamentos. É aí que o empréstimo surge como opção para dar aquela turbinada no orçamento.

Por isso, quero te convidar para continuar aqui comigo e saber mais sobre as regras, exigências e características do crédito para empresas. Vamos nessa?

O que é e como funciona o empréstimo para pessoa jurídica?

Solicitar crédito no mercado é, antes de mais nada, uma grande responsabilidade. Primeiro, com a sua própria empresa, pois é do caixa dela que vai sair o dinheiro para pagar por um empréstimo. Depois, com a instituição financeira que assumiu os riscos de emprestar dinheiro no momento em que seu negócio mais precisou. 

Por último, mas não menos importante, com as pessoas que trabalham na empresa, já que um negócio endividado fica em más condições para pagar salários e benefícios. Entender como funciona o empréstimo para pessoa jurídica é o melhor que se faz antes de assumir uma dívida, já que evita um eventual aperto financeiro em médio e longo prazo. 

Na prática, essa modalidade de crédito funciona nos mesmos moldes de operações financeiras para pessoas físicas, como você e eu — tudo bem, não sou uma pessoa física, mas você entendeu.

Sendo assim, a empresa precisa ir ao banco sabendo o valor a ser pedido, apresentar a documentação, as garantias necessárias e aguardar pela aprovação. Repare que é um pouco diferente de modalidades como o crédito consignado e o cheque especial, em que temos regras e taxas distintas das que se aplicam ao empréstimo para PJ.

Vale destacar que, segundo o Serasa Experian, em agosto de 2019 a demanda por crédito entre empresas diminuiu em 0,1%. Isso aponta para uma tendência de afrouxamento por parte dos bancos, que facilitariam, em teoria, o acesso ao crédito.

Qual a diferença em relação ao empréstimo de pessoa física?

Embora os procedimentos envolvidos na solicitação de crédito para empresas e pessoas físicas seja igual em sua forma, é nos detalhes que se percebem as diferenças. A começar pela própria documentação a ser apresentada, normalmente mais extensa para empresas, incluindo registros contábeis e o contrato social.

Geralmente, os documentos exigidos são os que vamos citar a seguir.

DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício)

Documento contábil no qual todas as operações ao longo de um ano fiscal são consolidadas e que serve para atestar a saúde financeira da empresa.

Balanço Patrimonial 

Nesse documento, devem constar todos os ativos e passivos da empresa. Há bancos que pedem, inclusive, que ele seja auditado. No primeiro pedido de crédito, é comum que sejam solicitados os últimos três BPs.

Contrato social

Por analogia, é como se fosse o registro de nascimento da empresa, logo, ele comprova a sua existência jurídica e a sua legalidade. Nele, constam o capital social, dados sobre a composição societária e outros dados de interesse.

Balancete

Registro pelo qual o banco avalia o fluxo de caixa da empresa, de forma a constatar se o negócio apresenta liquidez em suas atividades recentes. 

Demais documentos

Em alguns casos, pode ser que a instituição financeira peça comprovantes e documentos, como a Certidão Negativa de Débitos (CND), documentos pessoais dos sócios e até plano de negócios. Por isso, vale uma boa pesquisa antes de escolher o banco em que pedir empréstimo, não se limitando apenas à sua própria agência.

Quais as taxas, juros e tipos de empréstimos?

As diferenças do empréstimo para PJ não se limitam à documentação a ser apresentada. Por isso, é indispensável que o gestor defina claramente a destinação do dinheiro a ser captado, já que, para cada uso, os bancos aplicam taxas e critérios distintos.

Existem muitas modalidades no mercado, por isso, vamos destacar aqui apenas as mais frequentemente acionadas, tá bom? As taxas apresentadas foram extraídas do site do Banco Central, na modalidade pessoa jurídica. Confira!

Para capital de giro 

O crédito para financiamento de capital de giro é um dos mais recorrentes, já que serve para pagar pelas operações e, assim, manter a empresa em funcionamento. De qualquer forma, deve-se ter muito cuidado para pedi-lo, já que, sem planejamento, é grande o risco de formar uma bola de neve em termos de endividamento. 

  • taxa anual mais cara: Cred Capixaba — 63,48%
  • taxa anual mais barata: Banco Societe Generale Brasil — 10%

Para pequena e microempresa 

O crédito para pequena e microempresa é destinado para PJs dessas categorias que desejam financiar projetos, expansões ou novas atividades. Há linhas com taxas bastante atrativas, dependendo das garantias apresentadas e dos objetivos envolvidos. Nesse caso, é preciso planejar cuidadosamente as finanças e a parte tributária, já que as taxas de juros, em alguns casos, podem ser bem elevadas.

  • taxa anual mais cara: Banco Rural — 115,41%
  • taxa anual mais barata: Sorocred — 2,16%

Antecipação de recebíveis

Nessa modalidade, a empresa utiliza como garantia os valores que tem a receber de vendas a prazo — recebíveis — como garantia junto à instituição credora. É uma alternativa muito usada por empresas para pagamentos de contas de curto prazo, pois permite que essas vendas a prazo sejam recebidas antes. 

De qualquer forma, continua valendo o planejamento antes de pedir crédito, afinal, não é por ser em curto prazo que deixarão de ser aplicadas taxas de juros, certo?

  • taxa anual mais cara: Itaú — 37,13%
  • taxa anual mais barata: Banrisul — 17,24%

Com veículo em garantia

Por sua vez, no empréstimo com veículo em garantia, a empresa apresenta um ou mais veículos como caução. Ou seja, caso o empréstimo deixe de ser pago, o banco terá o direito de tomar o veículo consignado como parte do pagamento. Também é conhecido como refinanciamento de veículo. Em média, as taxas de juros para essa modalidade giram em torno de 3%.

Por que o planejamento é tão importante?

Como você acabou de ver, as variações nas taxas de juros cobrados pelos bancos podem ser bastante altas, em alguns casos, passando de 100% ao ano. Ou seja, isso significa que se sua empresa tomar crédito no valor de R$ 1 mil em dezembro de 2019, no mesmo mês de 2020 terá pago um montante de R$ 2 mil ao banco. Pesado, não? 

Por isso, o planejamento financeiro consistente é fundamental para assegurar a quitação dos débitos e garantir o melhor uso do dinheiro de terceiros.

Dessa forma, chegamos ao fim deste artigo. Você viu como funciona o empréstimo para pessoa jurídica, as principais modalidades e as taxas praticadas. Espero que seja útil e ajude sua empresa a crescer, afinal, é para frente que se anda!

E se você já tomou uma decisão, então faça contato com a Youbo. Quero ajudar você a realizar todos os seus projetos!

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