Não pedi a minha aposentadoria, mas tenho o direito adquirido, e agora?

Se você tinha direito adquirido, mas por algum motivo não havia pedido a sua aposentadoria, não tem problema algum.

Você pode solicitar a aposentadoria nesse exato momento ou continuar trabalhando normalmente e pedi-la só no futuro, quando quiser, e ainda assim você terá o mesmo direito! ✅

Por exemplo: Vamos supor que um trabalhador já havia preenchido todos os requisitos para se aposentar por tempo de contribuição antes da reforma, porém decidiu esperar mais um ano para conseguir uma aposentadoria por pontos, que seria mais vantajosa em termos financeiros, este profissional não fez o pedido, mas a reforma da previdência foi aprovada

Após alguns meses, ele percebe que, com as novas regras, não conseguirá mais a aposentadoria por pontos que estava esperando.

Mas como já havia adquirido o direito à aposentadoria por tempo de contribuição, ele pode fazer essa solicitação hoje e obter os mesmos benefícios a que teria direito se tivesse feito o pedido antes da reforma.

É claro que é possível também conferir se dá para se enquadrar em alguma das regras de transição e verificar se o benefício ficaria melhor do que o da aposentadoria por direito adquirido.

É direito de todos optar pelo benefício previdenciário mais vantajoso possível para si!

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Cálculo de prêmios de seguros

O que é prêmio de seguro?

O prêmio de seguro é o preço do risco que é cobrado do segurado quando este o transfere à companhia seguradora.

O que é tarifação?

O processo de precificação do risco é também chamado de “tarifação” e visa determinar a tarifa ou prêmio a cobrar pelo seguro. A tarifa é o preço do seguro para cada unidade exposta a um dado risco. Esta deve ter características semelhantes: por exemplo, no seguro de imóveis, a unidade de exposição é tipicamente igual a R$ 1.000 do valor do imóvel numa dada região.

A maioria das tarifas é determinada por análise estatística de sinistros passados com base em variáveis específicas do segurado e que produzem as melhores previsões de sinistros. No entanto, em casos de riscos de baixa frequência e alta severidade como terremotos, erupções vulcânicas etc, a análise histórica não fornece justificação estatística suficiente para a fixação da tarifa. Nestes casos, usam-se modelos matemáticos mais complexos, mas com menos sucesso.

O que fazem atuários e subscritores?

Os atuários são os profissionais que definem a tarifa do seguro no caso geral, enquanto os subscritores de risco são os profissionais que decidem se um demandante específico pode obter aquele seguro e a que preço.

Tanto a tarifação quanto a subscrição devem ser precisas. Se o prêmio foi bem fixado para uma determinada classe de risco, mas o subscritor aceita segurados que não pertencem a essa classe, então pode ser insuficiente para compensar as indenizações por sinistros. O mesmo ocorre se a subscrição é competente, mas a tarifa foi mal fixada (por exemplo, por que baseada em uma amostra insuficiente).

Como a seguradora é uma empresa que visa o lucro, é claro que o prêmio deve cobrir as indenizações por sinistros e as despesas diversas em que incorre e gerar um lucro normal, em linha com as condições de concorrência.

O que são prêmio de risco, prêmio puro, prêmio bruto e carregamento?

A precificação começa com o cálculo do prêmio de risco ou prêmio estatístico que é o quociente entre a expectativa de sinistros ocorridos (em valor, inclusive despesas de regulação de sinistros) e o número de unidades expostas ao risco.

A equação acima não é alterada se, do lado, direito, multiplicamos tanto o numerador quanto o denominador pela quantidade de sinistros. Assim, podemos reescrevê-la como abaixo:

Ao rearranjar os termos, obtemos que o prêmio de risco é igual a probabilidade esperada de sinistros (quantidade esperada de sinistros dividida pelas unidades expostas) vezes o valor médio dos sinistros (valor total dos sinistros dividido pela quantidade de sinistros):

Na equação acima, do lado direito, a probabilidade de sinistros é chamada no mercado de seguros de “frequência”  e o valor médio dos sinistros é chamado de “severidade”. O prêmio de risco é, portanto, o resultado da multiplicação da frequência pela severidade de sinistros.

O prêmio de risco é calculado com base em métodos atuariais que procuram prever a evolução futura dos sinistros. Os métodos são variados de modo que há sempre uma margem de subjetividade no seu cálculo. Assim, duas seguradoras com a mesma experiência podem ter visões diferentes sobre a probabilidade de sinistros de suas carteiras.  De todo modo, como o futuro é sempre incerto, adiciona-se ao prêmio de risco um carregamento de segurança, como prevenção para cobrir flutuações inesperadas tanto na quantidade de sinistros quanto em seus valores médios. Isto dá origem ao conceito de prêmio puro.

Exemplo 1: sinistros esperados de R$ 1,2 milhão por ano em uma carteira de 2.000 automóveis de determinado tipo com um carregamento de segurança de 10% produzem um prêmio puro de R$ 660 por automóvel (R$ 1.200.000 / 2.000 vezes 1,10) por ano.

O prêmio comercial (ou prêmio tarifário) é o “prêmio puro” mais o carregamento comercial por unidade de exposição ao risco. O carregamento comercial é a parte do prêmio necessária para cobrir as outras despesas da seguradora e para lhe permitir obter um lucro.

O carregamento comercial consiste no seguinte:

  • Comissões de corretagem e outras despesas de aquisição
  • Gastos gerais administrativos
  • Lucro

O quociente entre o carregamento comercial e prêmio comercial é chamado de “índice de despesas”.

As despesas costumam aumentar proporcionalmente aos prêmios, especialmente as comissões de corretagem. Assim, o carregamento comercial é muitas vezes expresso como função do prêmio comercial. Combinando as duas equações anteriores, obtemos:

Exemplo 2: Se o prêmio puro for de R$ 660 e Índice de despesas de 40%, então, o prêmio comercial será de R$ 660 / (1 – 0,4) = R$ 660 / 0,6 = R$ 1.100.

Obtido o prêmio comercial, a seguradora pode calcular a taxa comercial que é igual ao prêmio comercial dividido pelo capital segurado médio do grupo. O método da taxa comercial permite o cálculo do prêmio de seguro de bens de uma mesma classe de risco, mas de valores diferentes da média da sua classe de risco.

Exemplo 3: suponha que os 2.000 automóveis acima tenham um capital segurado total de R$ 85.000.000. Então, a taxa comercial será aproximadamente 2,59% (R$ 1.100 divididos pelo capital segurado médio de R$ 42.500). Assim, para um interessado pretenda segurar um automóvel valendo R$ 40 mil (logo, abaixo da média de R$ 42.500) e da mesma classe de risco do grupo de automóveis mencionado, o prêmio comercial será de R$ 1.036 (0,0259 vezes R$ 40 mil).

O prêmio bruto é o prêmio comercial acrescido de impostos indiretos, das despesas com emissão de apólices e de juros se houver parcelamento do prêmio. Essa última parcela se chama “adicional de fracionamento”.

Exemplo 4: suponha que a) o custo de emissão de apólice seja de R$ 80, b) a alíquota de IOF seja de 7,5% incidente sobre o prêmio bruto e que c) o pagamento seja à vista. O prêmio bruto do exemplo 3 acima seria de R$ 1.036 mais R$ 80 mais 0,075 vezes R$ 1.036, igual a R$ 1.193,70. O prêmio bruto é calculado por unidade de exposição ao risco.

Assim, o prêmio cobrado ao requerente do seguro é igual ao prêmio bruto multiplicado pelo número de unidades expostas que ele deseja segurar.

Exemplo 5: Se o interessado pretende segurar três bens do tipo citado no exemplo 3, o prêmio cobrado será de R$ 3.581,10 (R$ 1.193,70 x 3).

Qual o principal desafio das seguradoras na precificação?

O principal problema que as seguradoras enfrentam na fixação do prêmio é este ser pago na frente, portanto, sem que as empresas saibam ao certo o valor das indenizações por sinistros e das despesas. Somente após o período de vigência da apólice de seguro é que a companhia vai saber ao certo o custo de tais despesas e se lucrou ou não com o seguro.

O objetivo principal da tarifação é determinar o prêmio mais baixo que atenda a todos os objetivos necessários. Uma parte importante do processo é identificar todas as características que permitam prever as indenizações futuras e bem selecionar os segurados, cobrando prêmios mais baixos dos grupos de menor risco e mais altos dos grupos de maior risco.

Esta é a razão pela qual as companhias de seguros gastam dinheiro em estudos atuariais com o objetivo de identificar todas as características que predizem confiavelmente os sinistros futuros.

Como são fixadas as tarifas?

As tarifas para a maioria dos seguros podem ser fixadas por classe de risco ou individualmente.

A precificação individual, caso a caso, é geralmente aplicada a seguros de grandes riscos que são muito específicos e carecem de dados históricos em número suficiente ou confiáveis. Muitos fatores afetam tais riscos e estes variam consideravelmente entre os indivíduos.

A tarifação por classe de risco se aplica mais aos seguros massificados – principalmente, os seguros de vida, residenciais e de responsabilidade civil – em que há estatísticas numerosas e uma população grande o suficiente que possibilite avaliações eficazes. Ele também permite às seguradoras dar cotações de seguro rapidamente.

A classe de risco é definida por meio de estudos estatísticos que preveem com confiança os sinistros de um grupo com características específicas. O prêmio assim obtido deve ser grande o suficiente para cobrir os sinistros de forma confiável e pequeno o suficiente para manter a homogeneidade e ser competitivo para cada membro da classe.

Na tarifação por classe de risco, pode haver uma sofisticação adicional: algumas companhias de seguros identificam grupos de risco diferentes dentro de uma mesma classe de risco e lhes oferecem prêmios variáveis conforme o caso. Isto evita a chamada “seleção adversa” em que um prêmio único por classe pode atrair o pior risco e, por conseguinte, levar a maiores despesas com sinistros por parte da seguradora. No limite, tal sofisticação pode levar a tarifas individuais. No entanto, isto tem um custo e, assim, para os grupos de risco mais homogêneos, a tarifação por classe permanece sendo mais usada.

Exemplo de precificação de um risco simples

Suponha que um cliente leve a seguradora o seguinte problema: ele deve pagar R$ 900 cada vez que joga um dado e sai o número 6. Caso contrário, não paga nada. O dado é jogado 2 vezes. Ele gostaria de fazer um seguro desse risco, ou seja, transferir o problema para a seguradora que é solicitada a dar um preço para tal.

Para calcular o preço, é preciso primeiro entender o risco. Se o cliente tiver azar, pagará o máximo de R$ 1.800. Esta é sua máxima “exposição”. Se tiver sorte, não pagará nada. Esses são os resultados mais extremos de seu risco. A probabilidade de obter 6 em um lance de dado é de uma em seis, por isso, a perda esperada (o resultado médio) sobre este risco é de R$ 900 (o valor que tem de pagar) vezes 1/6, ou seja, R$ 150. Como o dado é jogado 2 vezes e o resultado de cada lance é independente do anterior, a perda esperada sobre este risco é de R$ 900 multiplicado por 1/6 multiplicado por 2, portanto, R$ 300. Este é o prêmio puro desse contrato de seguro.

Outra maneira de ver isto é pelo processo de árvore de decisão. Por ela, obtemos uma distribuição de probabilidade de todos os resultados possíveis ou, no jargão do mercado de seguros, uma “distribuição de sinistros” que é a base para a construção de um modelo de preços. A perda esperada (o resultado médio) é dada pelo somatório de todos os resultados possíveis vezes suas respetivas probabilidades. Assim, por exemplo, o risco do cliente pagar R$ 1.800, isto é, R$ 1.500 a mais do que o resultado médio (R$ 300) é de 2,8% (1/36), o que ainda é algo a evitar.

Qual o papel do Capital para as seguradoras?

Vejamos agora a situação da seguradora: se ela fixar o preço do risco em R$ 1.800 mais despesas e lucro (carregamento), seu risco será zero, mas o cliente não vai comprar o seguro, pois não obterá nenhum benefício e ainda terá de bancar os custos da seguradora.

Se ela fixar o preço igual à perda esperada (R$ 300) mais carregamento, o cliente vai se interessar, mas ela corre risco significativo de perder dinheiro. De fato, resultados iguais a R$ 900 e a R$ 1.800 tem uma chance de 30,5% (11/36). Para ter a certeza de que poderá pagar a sua responsabilidade em qualquer caso, ele precisa de um capital remanescente de R$ 1.500.

Neste ponto, vemos o papel do capital para uma companhia de seguros: garantir que a empresa possa pagar a sua responsabilidade caso os sinistros superem o valor médio esperado. A gestão da empresa normalmente determina o nível de risco que está disposto a aceitar, condicionado às regulações existentes. No exemplo, acima, se a empresa fixar esse nível em 3% e este for aceito pelo órgão regulador, ela terá que aportar apenas R$ 600 em capital que somado ao prêmio dá R$ 900. Na prática, o nível máximo de risco fixado pelas empresas em seguros é muito menor, de menos de 1%.

Para manter um dado nível de capital, a seguradora tem de cobrir suas despesas e pagar a seus acionistas lucros e dividendos em linha com o que é pago em outros setores da economia. Suponha que os custos comerciais e administrativos do segurador são de 30% do prêmio puro e que o custo de capital seja de 15%.  Sobre o prêmio puro de R$ 300 do exemplo acima e supondo 3% de nível de risco, o carregamento comercial será de R$ 180 (0,3×300 + 0,15×600). O prêmio comercial a ser cobrado do cliente será então de R$ 480 compreendendo a perda esperada, as despesas e o lucro da seguradora. Esta é a precificação com base no risco de um contrato de seguro.

Vemos a vantagem de o cliente comprar a apólice de seguro: ele obterá um “alívio de capital”, pois não terá de colocar nenhum dinheiro de lado para cobrir o risco. Mais: podemos estimar que o alívio de capital do cliente é igual ao gasto de capital que a seguradora teve de fazer para absorver o seu risco.

Por que é importante agregar riscos?

Se o resultado do contrato é o esperado probabilisticamente, deixando de lado a receita financeira que pode ser obtida sobre o prêmio recebido, ele daria a seguradora um retorno de 15% sobre o capital próprio. Nesse ponto cabe lembrar outro fator imprescindível de sucesso para a operação: a agregação de riscos, isto é, de contratos similares, que aproxima cada vez mais o resultado observado do resultado previsto, conforme demonstrado pela chamada “Lei dos Grandes Números”. Quanto mais operações desse tipo a seguradora faz (digamos n operações), menos chances há que ela vai ter que pagar o valor total da exposição (n vezes R$ 1.800), e mais certeza de que ele terá de pagar a perda esperada probabilisticamente (n vezes R$ 300).

A demonstração matemática da lei é complexa, mas uma pequena mudança no exemplo simples anterior ajuda a entender. Suponha agora que o cliente joga o dado apenas uma vez, mas se der cara paga o dobro, R$ 1.800. A perda esperada (média) é a mesma do exemplo anterior (R$ 300 = R$ 1.800 vezes 1/6), mas agora a perda máxima (R$ 1.800) carrega um risco de 16,7% (1/6) e não mais os 2,8% (1/36) do exemplo anterior. Assim, se a seguradora aceitar fazer o seguro e fixar 3% como nível máximo aceitável de sinistro, terá de aportar um capital de R$ 1.500 e não mais de R$ 600. E com os mesmo parâmetros de carregamento e lucro, o prêmio comercial a ser cobrado do cliente subiria a R$ 615 (R$ 300 + 0,3 vezes R$ 300 + 0,15 vezes R$ 1.800) e não mais R$ 480.

Este exemplo mostra que, mesmo que o risco tenha a mesma perda esperada, seu preço pode ser muito maior se a quantidade de segurados na mesma classe ou a quantidade de eventos segurados for menor e, portanto, se a exposição da companhia de seguros àquele risco for maior. E vice-versa: quanto maior o número de expostos (sejam eles segurados ou eventos), menor a quantidade de capital que a seguradora tem de ter para garantir um mesmo nível de risco máximo e, portanto, menores os prêmios que precisa cobrar.

Exemplo de precificação de um seguro de vida

A tarifação dos seguros de vida é mais simples que as dos seguros de danos, pois existem tábuas de mortalidade que são válidas para grande numero de pessoas e reportam o número de mortes para cada idade.

A idade é o fator mais importante na determinação da expectativa de vida, mas existem outros fatores conhecidos como o sexo do indivíduo, tabagismo etc. Assim, por exemplo, um atuário pode razoavelmente estimar a idade média de morte de um grupo de pessoas de 25 anos do sexo masculino e com hábito de tabagismo.

Prêmio renovável anualmente

Existem 2 métodos básicos de determinação de prêmios de seguros de vida: o método do prêmio renovável anualmente e o método do prêmio único. Embora existam muitos tipos diferentes de apólices de seguro de vida, a precificação delas se baseia nesses 2 métodos e suas variações.

No seguro de vida, o valor do prémio é largamente determinado pela taxa de mortalidade do grupo etário a que pertence o segurado. Este deve pagar a parte proporcional das indenizações de morte dentro de sua faixa etária e no período que escolheu.

Por exemplo, considere um grupo de 1.000 pessoas de 50 anos do sexo masculino que querem fazer um seguro de vida de R$ 100 mil cada um durante 1 ano. A tábua de mortalidade do IBGE indica que, no neste grupo 0,737% morrerão antes de completar 51 anos de idade. Portanto, uma seguradora que aceite fazer o seguro de vida do grupo terá de pagar estimativamente R$ 737.000 por ano em indenizações de morte. Isso significa que ela terá de recolher RS 737 de cada tomador apenas para cobrir os sinistros de morte, fora despesas operacionais e lucros. Renovando a apólice anualmente, o grupo poderá obter seguro por vários anos, pagando a cada ano o prêmio probabilisticamente exato.

Prêmio único por vários anos

O mesmo grupo poderia demandar o seguro, digamos, por 5 anos pagando um prêmio constante. A tabela mostra que a chance das pessoas do grupo morrerem em 5 anos (a soma das probabilidades anuais de 50 a 54) é de 4,278%. Isto significaria que, fora a renda de juros que poderia ser obtida pela seguradora com os prêmios recolhidos (e que poderiam abater parte da tarifa cobrada aos segurados), a expectativa de pagamento de indenizações montaria a R$ 4.278.000 (0,04278 vezes R$ 100.000 vezes 1.000), o que daria um prêmio anual único por segurado de R$ 857,40 durante 5 anos. Fácil verificar que esse prêmio é superior ao que seria cobrado se o contrato fosse apenas pelo primeiro ano (de 50 para 51 anos, R$ 737) e inferior ao prêmio que seria cobrado se o contrato fosse apenas pelo último ano (de 54 a 55 anos, isto é, R$ 1.053).

Diferenças de mortalidade entre homens e mulheres, jovens e idosos, fumantes e não fumantes.

A tabela acima mostra que as probabilidades de morte são maiores para os homens que para as mulheres e aumentam com a idade. É por isso que o prêmio de seguro de vida é menor para as mulheres e aumenta a cada ano em que a apólice é renovada, podendo ficar muito caro para os idosos, tanto homens quanto mulheres.

Algumas tábuas de mortalidade vão além e separam dentro de cada grupo os fumantes e os não fumantes. É o caso da “Commissioners Standard Ordinary (CSO)”, dos Estados Unidos.

Nela observa-se que a taxa de mortalidade para o subgrupo de homens não fumantes de 50 anos é 49% inferior a dos fumantes e 12% inferior a dos homens em geral. Se o mesmo fosse válido para o Brasil e o grupo do exemplo acima fosse de não fumantes, o prêmio cairia de R$ 737 para R$ 651. A diferença entre homens e mulheres e entre fumantes e não fumantes diminui à medida que ambos se aproximam da idade máxima das tábuas de mortalidade (em geral, de 120 anos).

Por que classificar as pessoas como homens ou mulheres ou como fumantes e não fumantes para o cálculo de prêmios de seguros?

Além da questão da equidade, as seguradoras procuram classificar mais exatamente os riscos devido a um fenômeno chamado de “seleção adversa”. Se uma seguradora cobra a mesma tarifa para todas as pessoas de um grupo de idade (homens e mulheres, fumantes e não fumantes) é provável que as pessoas de menor risco percebam que estão pagando mais caro, subsidiando as de maior risco, e recusem o seguro.

Isto concentra no grupo as pessoas de maior risco que gerarão maior sinistralidade para a seguradora e, daí, menor lucro ou, o que é pior, prejuízo. Diz-se então que a seguradora sofreu um processo de seleção adversa devido ao fato de ter fixado a mesma tarifa tanto para riscos elevados quanto para riscos baixos. O antidoto para a seleção adversa é a melhor classificação de riscos que possibilita uma

Fonte: https://www.tudosobreseguros.org.br/tss-calculo-de-premios-de-seguros/

Leia mais: Como se reinventar no mercado de trabalho e vencer a crise

3 Fatores que podem influenciar no seu score e como melhorar sua pontuação

Você sabia que existem fatores que podem influenciar no seu score de crédito, e isso pode abrir ou fechar portas financeiras para você? E que, mesmo que você pague suas contas em dia, alguns detalhes podem prejudicar sua pontuação? Se estas questões parecem complexas, não se preocupe. Neste artigo, mergulharemos fundo nos fatores que influenciam seu score e forneceremos estratégias para alavancá-lo. Pronto para embarcar nessa jornada financeira?

1. Histórico de Pagamento: A base do seu score

O histórico de pagamento é, sem dúvida, o fator mais importante. Atrasos, inadimplências ou dívidas podem causar quedas significativas na pontuação.

Como melhorar: Mantenha suas contas em dia. Se você tem dívidas pendentes, priorize a quitação. Negocie com credores e considere refinanciamentos que tenham taxas de juro mais atrativas.

2. Uso do Crédito: Equilíbrio é a chave

Ter cartões de crédito e linhas de financiamento é ótimo. No entanto, usar demais esses recursos pode ser prejudicial.

Como melhorar: Evite se aproximar do limite dos seus cartões. Uma boa prática é manter o consumo abaixo de 30% do limite total disponível. Caso esteja utilizando muito, solicite um aumento de limite ou distribua as despesas entre diferentes cartões.

3. Tempo de Crédito: A experiência conta pontos

Bancos e financeiras veem com bons olhos clientes que possuem um histórico mais longo de relacionamento e de bom pagamento.

Como melhorar: Não cancele cartões antigos, mesmo que você não os use frequentemente. Eles ajudam a construir seu histórico. Caso precise de um novo crédito, faça uma pesquisa ampla antes de solicitar vários ao mesmo tempo.

Sua pontuação não subiu? Não se desespere! Isso pode não influenciar no seu score.

Às vezes, mesmo com todos os esforços, a pontuação demora a refletir as boas práticas. Porém, lembre-se que a consistência é a chave. Mantenha-se focado, e os resultados aparecerão.

Conclusão:

O score de crédito pode parecer uma caixinha de surpresas, mas, como vimos, é possível entender o que o influencia e trabalhar para melhorá-lo. Ao cuidar do histórico de pagamento, do uso responsável do crédito e valorizar o tempo de relacionamento com as instituições, você estará no caminho certo para garantir as melhores oportunidades financeiras. E você? Já verificou seu score recentemente?

Você tem dúvidas sobre como melhorar ainda mais sua pontuação ou deseja serviços personalizados? Visite nosso site da Youbo e descubra como podemos ajudar você a alcançar seus objetivos financeiros!

Leia Mais: Cartão de Crédito: 5 cuidados para não estourar o limite

O impacto da inflação na sua aposentadoria: o que você precisa saber

Introdução: O fantasma da inflação

Você já parou para pensar como a inflação pode impactar a sua aposentadoria? Provavelmente, a maioria de nós tem um plano para a aposentadoria, mas será que estamos considerando a inflação nesse planejamento? A inflação, essa criatura invisível e incessante, pode corroer o valor do seu dinheiro ao longo do tempo. Mas como isso acontece? E como você pode se proteger? Essas são perguntas que tentaremos responder ao longo deste artigo.

O que é inflação e como ela afeta você

A inflação é um aumento geral e contínuo nos preços. Em outras palavras, é a diminuição do poder de compra do seu dinheiro – o que você comprava com R$100,00 hoje, não será capaz de comprar amanhã. Agora imagine esse efeito a longo prazo, em seu plano de aposentadoria. Assustador, não é?

Entendendo a inflação no contexto da aposentadoria

Quando você se aposenta, sua principal fonte de renda provavelmente será uma combinação de economias pessoais, investimentos, e benefícios da Previdência Social. Mas com a inflação, o poder de compra desses recursos pode diminuir ao longo do tempo. O que era suficiente para viver confortavelmente pode não ser mais adequado em 10, 20, ou 30 anos.

“A melhor maneira de entender o impacto da inflação é pensar em quanto custa um pãozinho hoje e quanto ele custava há dez anos. Se a inflação continuar a subir, o dinheiro que você economizou para a aposentadoria poderá não ter o mesmo poder de compra no futuro.”

Como proteger sua aposentadoria da inflação

Existem estratégias que você pode usar para proteger sua aposentadoria do impacto da inflação. Vamos dar uma olhada em algumas delas.

Investimento em ativos que tendem a acompanhar ou superar a inflação

Uma das maneiras mais eficazes de proteger seu portfólio de investimentos contra a inflação é investir em ativos que têm a capacidade de acompanhar ou até mesmo superar a inflação. Mas quais são esses ativos e como eles funcionam?

Ações

As ações são consideradas um dos melhores investimentos para combater a inflação. As empresas têm a capacidade de ajustar seus preços para acompanhar a inflação, o que pode resultar em maiores lucros ao longo do tempo. Além disso, as ações representam uma participação na propriedade de uma empresa, o que significa que você pode se beneficiar diretamente do crescimento e sucesso da empresa.

Imóveis

Investir em imóveis também pode ser uma boa estratégia para superar a inflação. O valor dos imóveis tende a aumentar ao longo do tempo, e os aluguéis que você pode cobrar como proprietário de um imóvel geralmente podem ser ajustados para acompanhar a inflação. Além disso, os imóveis proporcionam uma fonte de renda passiva que pode ser particularmente valiosa durante a aposentadoria.

Títulos indexados à inflação

Outro tipo de investimento que pode proteger contra a inflação são os títulos indexados à inflação. Esses títulos são projetados para acompanhar a inflação, ajustando o valor principal do título de acordo com as mudanças no nível de preços. Isso significa que o valor do seu investimento cresce com a inflação, protegendo o poder de compra do seu dinheiro.

Commodities

As commodities, como ouro, prata e petróleo, também podem ser boas opções de investimento para combater a inflação. Durante períodos de alta inflação, os preços das commodities geralmente aumentam, o que pode oferecer um bom retorno sobre o investimento.

Investir em ativos que tendem a acompanhar ou superar a inflação pode ser uma estratégia eficaz para proteger seu portfólio de aposentadoria contra a erosão do poder de compra. Porem, é importante lembrar que todos os investimentos envolvem riscos, e é essencial fazer sua devida diligência antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Diversificação do portfólio de investimentos

A diversificação é uma estratégia fundamental para proteger seu portfólio de investimentos contra a inflação e outros riscos financeiros. Mas o que é diversificação? E como ela pode ajudar a mitigar o impacto da inflação na sua aposentadoria?

O que é a diversificação?

A diversificação é o processo de distribuir seus investimentos em uma variedade de ativos diferentes para reduzir o risco. É o velho ditado de “não colocar todos os ovos na mesma cesta”. Em outras palavras, em vez de investir todo o seu dinheiro em um tipo de ativo (por exemplo, ações de uma única empresa), você distribui seus investimentos em uma variedade de ativos, como ações, títulos, imóveis e fundos de índice.

Como a diversificação protege contra a inflação?

A diversificação protege contra a inflação porque diferentes tipos de ativos tendem a reagir de maneira diferente à inflação. Por exemplo, durante períodos de alta inflação, o preço dos imóveis e das commodities geralmente aumenta, enquanto o valor dos títulos pode diminuir.

Investir em uma variedade de ativos pode ajudar a garantir que, se um tipo de ativo for afetado negativamente pela inflação, outros ativos em seu portfólio podem se beneficiar. Isso pode ajudar a equilibrar o impacto geral da inflação em seu portfólio.

Como diversificar seu portfólio?

A diversificação do portfólio não é apenas sobre ter uma variedade de ativos; também é sobre garantir que esses ativos sejam diversificados em termos de setor, geografia e tamanho da empresa.

Por exemplo, você pode investir em ações de empresas em setores variados, como tecnologia, saúde, energia e bens de consumo. Além disso, pode ser útil investir em empresas de diferentes tamanhos, de grandes corporações a pequenas startups.

Investir globalmente também pode ser uma boa estratégia, pois permite que você se beneficie do crescimento econômico em diferentes partes do mundo e ajuda a proteger seu portfólio contra flutuações na economia de um único país.

A diversificação é uma ferramenta poderosa que pode ajudar a proteger seu portfólio contra a inflação e outros riscos financeiros. No entanto, é importante lembrar que a diversificação não garante lucros nem protege totalmente contra perdas. Portanto, é essencial revisar regularmente seu portfólio e ajustar sua estratégia conforme necessário.

Conclusão: A inflação não precisa ser uma ameaça para a sua aposentadoria

Sim, a inflação pode ser uma ameaça à sua segurança financeira na aposentadoria. Mas com o planejamento e as estratégias certas, você pode mitigar esse impacto. A educação financeira é uma ferramenta poderosa em suas mãos. Use-a para garantir uma aposentadoria segura e tranquila.

Refinanciamento de Empréstimo Consignado: como funciona?

Se a vida financeira no geral já nos gera dúvidas, o refinanciamento de empréstimos consignado é um assunto ainda mais delicado. Mas será mesmo tão complicado assim? Nós da Youbo achamos que não. Por isso queremos ajudar vocês a entender um pouco mais sobre e colocar uma luz nesse tópico de um jeito prático.

Começando por: o que é empréstimo consignado?

            Isso pode ser algo com que você já está familiarizado, mas apenas para todos que estão lendo esse artigo possam estar alinhados no mesmo pensamento, vamos saber o que é a base de tudo – antes de sabermos como refinanciar o seu contrato.

            O empréstimo consignado é um tipo de empréstimo no qual o cliente permite ao banco, instituição financeira, que desconte as parcelas acordadas direto do no salário ou benefício. Logo, essa espécie de acordo impede que a pessoa não pague alguma das parcelas, dando segurança ao banco que o trato seja cumprido e ao cliente, garantindo que ele não fique inadimplente e se enrole com as parcelas.

            Dito isso, fica claro que o empréstimo consignado está disponível apenas para trabalhadores assalariados de empresas privadas, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS e militares das forças armadas. Bem, se não estava, agora temos certeza que sim.

            O empréstimo consignado também segue uma regra a qual diz que o valor da contratação precisa estar dentro de uma margem específica, chamada de margem consignável.

A definição de “refinanciamento de empréstimo consignado”

Agora com todo o conceito de “empréstimo consignado” fresco na mente, podemos falar do tema principal do artigo.

Se você quer poupar uma grana, replanejar suas dívidas ou precisa de crédito a partir do empréstimo que você já tem e não quer se endividar ainda mais – e nem assumir uma nova parcela -, eis seu salvador.

Conhecida como refinanciamento do empréstimo consignado, “refin” ou renovação, essa opção é a opção perfeita pra quem já pagou parte de sua dívida – geralmente em torno de 30% do valor total do acordo original – e precisa adquirir um crédito extra, quitar dívidas mais antigas de urgência, de um respiro financeiro para passar por um momento delicado e visa realizar projetos.

Como o refinanciamento funciona?

O refinanciamento de empréstimo consignado é possível a partir de um acordo feito entre o cliente e o banco, no qual o mesmo libera o valor já pago para o consumidor em forma de crédito e divide as parcelas restantes em parcelas menores, por exemplo. Agora, se você acabou de fazer o empréstimo, está próximo de quitar totalmente sua dívida, esse tipo de acordo não é uma boa ideia – e nem viável.

Qualquer tipo de empréstimo consignado é passível de refinanciamento estando dentro da mesma instituição. Mas alertamos: existem situações que precisamos ter atenção como, por exemplo, ao fazer a portabilidade para outra instituição. Caso você decida mudar de banco, precisa ter a certeza de que o mesmo tem convênio com o local que você trabalho para que possa acontecer o processo de desconto na folha de pagamento, como citamos no começo do texto. A vantagem dessa portabilidade é poder passar para um banco com juros mais baixos.

Além de precisar ter pagado parte de sua dívida para poder fazer o refinanciamento, o banco também avaliará o compromisso que o cliente tem na sua vida financeira.

Vantagens e desvantagens do refinanciamento de empréstimo consignado

            Como qualquer tipo de acordo, esse não seria super diferente, logo existem muitas vantagens, assim como suas desvantagens.

            No caso do nosso amigo “refinanciamento”, os pontos positivos em seu lacar são vários. Entre eles:

  •  A redução de gastos com as parcelas do empréstimo, resultando de certa forma, na economia financeira mensal – o que muitas vezes é buscado quando os clientes pensam em refinanciar suas dívidas;
  • Oferece mais tempo para uma reprogramação e espaço para um respiro financeiro, a flexibilidade de prazos;
  • Como já citamos algumas vezes, a liberação de troco, novo crédito, possibilidade de oferecer o dinheiro em casos de emergência para quem está dentro da margem consignável sem a necessidade de fazer um outro empréstimo de fato;
  • Tornar as dívidas uma única também é outro ponto positivo dessa negociação. Há a necessidade de verificar se o banco permite a ação, mas caso a resposta seja afirmativa, você pode, em um único acordo, sanar todas as dívidas em seu nome. Porém há a necessidade de ficar atento para que as parcelas caibam em seu orçamento.

            Infelizmente, todo esse processo não é só flores e também há, sim, seus pontos negativos em jogo. São eles:

  • O prazo se tornar maior. Sim, citamos isso, tecnicamente, como algo positivo, mas o fato de você pagar sua dívida por mais tempo também é, de certa forma, algo negativo. Fato é que com a renegociação, suas parcelas se estenderão e comprometerão sua renda por mais tempo, ao mesmo tempo que diminuirão de valor;
  • Esse não é exatamente um ponto tão negativo, mas achei interessante apontar: o pagamento de juros sobre juros. Pense bem: no valor original do empréstimo já se encontram os juros cotados, e nesse novo acordo esse valor ainda estará lá, apenas diluído em mais parcelas. Assim, os juros do novo acordo estarão em cima dos juros anteriores.

Existe alguma diferença entre refinanciamento privado e para beneficiários do INSS

No geral, não. O resto do processo é o mesmo: é só solicitar no mesmo banco, instituição financeira, que o empréstimo foi feito. Se a renegociação for aceita, o valor da diferença será repassada ao cliente e o resto da dívida é remanejada. A partir daqui, o desconto será feito na folha de pagamento – em caso de trabalhadores remunerados e militares – ou no caso do beneficiário do INSS, ele será feito no valor do seu benefício todo mês.

No caso do beneficiário do INSS também, o prazo máximo permitido para parcelamento é de 6 anos, ou seja, não pode passar de 72 parcelas (meses).

E quais são as diferenças para o refinanciamento de empréstimo consignado público?

Apenas alguns detalhes. O processo é exatamente o mesmo citado anteriormente – o que já o torna extremamente fácil.

Os detalhes que fazem essa separação entre os processos ficam apenas em questões como a taxa de juros máxima, que chega a 2,05%, e o prazo máximo de pagamento, que é de até 96 meses, ou seja, 8 anos.

Tenho interesse em refinanciar meu empréstimo consignado

Se você é aposentado e pensionista e deseja fazer um refinanciamento da sua dívida, então você está no lugar certo!

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Leia Mais: O que é e como funciona o Empréstimo Consignado.

Conheça as regras e saiba como fazer financiamento de moto

Cada vez mais pessoas buscam contar com a praticidade, a agilidade e a economia das motos para o seu dia a dia, seja em deslocamentos a trabalho, seja a passeio. Todavia, nem sempre é possível investir nesse tipo de veículo por meio de um pagamento à vista. É nessa hora que se costuma recorrer aos financiamentos.

Mas você sabe como fazer financiamento de moto? Se a resposta for negativa, não precisa se preocupar. Neste post, vamos explicar como funciona o crédito para esse tipo de veículo, quais os critérios utilizados para a análise e o que deve ser observado para fazer um bom negócio. Interessado em saber mais sobre o assunto? Então, prossiga com a leitura e solucione suas dúvidas.

Como funciona o crédito para financiamento de moto?

Em linhas gerais, financiar uma moto não é muito diferente de como financiar um carro: nas modalidades mais comuns de crédito direto ao consumidor (também conhecido como CDC), o banco ou a instituição financeira escolhida concederá um empréstimo ao cliente para que o veículo seja adquirido.

A partir disso, é necessário pagar as parcelas até o final. O valor delas é resultado do montante concedido, mais as taxas cobradas dividido pelo prazo do financiamento. Não é uma regra, mas normalmente um financiamento de moto costuma se estender por períodos que variam entre 48 e 72 meses.

Consórcio

Os financiamentos não são a única maneira de comprar uma moto ou um carro quando não é possível fazer isso à vista. Entre as outras formas de aquisição muito procuradas pelos consumidores, estão os consórcios. Eles, na prática, não são uma forma de crédito e assemelham-se mais a uma forma de poupança programada.

Sob supervisão de uma administradora, um grupo de interessados em adquirir o mesmo produto (no caso, motocicletas) faz pagamentos mensais que formarão a poupança necessária para que, um a um, todos comprem seus bens.

Embora não conte com juros, os consórcios cobram taxas de administração e exigem tempo, o que não acontece nos financiamentos, nos quais, após a análise, é possível sair com as chaves na mão em questão de dias. Logo, a escolha de consórcio ou financiamento de carro e moto passa por uma análise cuidadosa das necessidades do consumidor.

Quais os critérios mais utilizados na análise de crédito de um financiamento de motos?

O primeiro passo para fazer um financiamento de moto é procurar o banco ou instituição financeira da sua preferência que faça esse tipo de operação. A partir disso, é preciso se informar sobre qual a documentação solicitada e entregá-la.

Com essa documentação em mãos, a empresa que concederá o financiamento fará a análise de crédito, um dos estágios mais importantes para a liberação da compra da moto. A seguir, listamos e explicamos os critérios utilizados frequentemente nesse processo.

Consulta da situação do CPF

Em um primeiro momento, a situação do CPF de quem solicita o financiamento é essencial para o prosseguimento ou não da análise da solicitação. Com isso, quem tem pendências em seu nome e teve ele incluído nos serviços de proteção ao crédito dificilmente conseguirá a aprovação.

Isso acontece por um motivo simples: as empresas percebem que, se a pessoa está com o nome negativado, as chances de ela não honrar a dívida assumida são maiores. Então, como forma de prevenir o risco, o empréstimo é bloqueado.

Score

Todavia, mesmo pessoas com o nome “limpo” podem ser barradas na análise de crédito de um financiamento de moto. Na maioria das vezes, isso acontece pelo baixo número do score de quem faz a solicitação.

O score é uma escala numérica que, por meio da atribuição de uma pontuação individual, dimensiona a qualidade da relação do consumidor com o mercado financeiro. O score é obtido por meio do registro de pagamentos e pedidos de crédito por parte do consumidor.

À medida que esses débitos vão ou não sendo pagos na data correta, um padrão de comportamento é traçado, o que torna possível saber quais as chances daquele consumidor não pagar seus débitos no futuro. O score vai de 0 a 1.000, e, quanto mais próximo da nota máxima, menor o risco de calote.

Comprovação de renda

A análise de renda não envolve demonstrar apenas que quem vai solicitar o financiamento tem uma fonte de rendimentos constante e poderá assim honrar os pagamentos. Junto a isso, é feita também uma avaliação sobre o nível de comprometimento da renda.

Funciona assim: para saber se a parcela do financiamento é compatível com a capacidade de pagamento, a instituição financeira calcula qual a porcentagem da renda está comprometida por outras obrigações e qual seria o impacto do novo financiamento nesse índice. Considera-se como saudável um comprometimento com a parcela dos financiamentos que gire em torno dos 30%.

Documentação da moto

Por fim, é importante que a documentação da moto esteja em dia. Não é raro que motos usadas tenham pendências que impedem a aprovação do financiamento. Logo, faça a consulta do Detran da sua região para saber se o modelo escolhido não tem nada em aberto.

Como fazer um bom financiamento de motos?

Agora que você conhece todo o processo de análise necessário para a concessão de um financiamento, veja dicas para fazer um bom negócio a realizar o sonho de ter sua moto na garagem.

Quite as dívidas

Não faz muito sentido entrar em um financiamento com as contas desorganizadas e as dívidas batendo à porta. Por isso, antes de cogitar essa possibilidade, faça um saneamento nas despesas, quite todas as suas pendências e, assim, abra espaço para o novo compromisso.

Faça uma reserva financeira

A organização financeira deve prever a formação de uma reserva financeira. Ela será valiosa durante imprevistos e permitirá que o pagamento das parcelas do financiamento não seja interrompido nos momentos de aperto.

Pesquise propostas alternativas

A competição entre instituições financeiras faz com que o consumidor possa aproveitar condições mais vantajosas na hora de buscar um financiamento. Por isso, não feche negócio sem antes fazer uma boa pesquisa. Nesses momentos, a dica é comparar não apenas as taxas de juros e o prazo do financiamento e sim o chamado Custo Efetivo Total, que indica o tamanho de todas as cobranças relativas a essa operação.

Dê uma boa entrada

Planeje-se para dar um bom valor de entrada na hora de fazer o seu financiamento de moto. Isso faz com a duração e o tamanho das parcelas sejam reduzidos, além de aumentar as chances de aprovação da sua solicitação.

Agora que você sabe como fazer financiamento de moto, qual tal conhecer uma excelente alternativa para concretizar seu desejo?

Perfil financeiro: o que você precisa saber?

Perfil financeiro? Score?

O que você tem feito para não ficar no aperto e garantir pelo menos uma folga quando o assunto é dinheiro? Já pensou em descobrir o seu perfil financeiro e dar uma força para você mesmo?

Ainda que não precise fazer qualquer esforço científico você já deve ter percebido que existem pessoas que são mais controladas com os gastos. Do mesmo modo, também já viu que outras não estão nem aí para gastar, às vezes, o que nem têm.

Agora, continue a leitura e descubra mais sobre como cada pessoa pode apresentar um perfil financeiro típico quando se relaciona com o dinheiro.

Por que uma estratégia financeira é importante?

Antes de tudo, é interessante falar sobre estratégia financeira e saber por que ela é importante. Vou procurar ser bem direto nessa conversa.

De modo geral, uma estratégia financeira é o caminho que você toma para sair do buraco ou para manter a estabilidade financeira e crescer, se você já alcançou alguma. Assim, os planos que você faz para ganhar mais ou para gastar menos constituem sua estratégia financeira.

Geralmente, parte-se da definição de prioridades, ou seja, é quando você precisa responder a perguntas, como: “Eu preciso mesmo disso?” ou “O que aconteceria se eu não comprasse mais tal coisa e investisse uma parte de meu dinheiro?”.

Assim, sua estratégia financeira é também a ferramenta de que você dispõe para melhorar as condições e o modo com que lida com o dinheiro. E a maior importância desse instrumento de melhoria é ser capaz de organizar as finanças e puxar você para cima cada vez mais.

O resultado vai construir sua tranquilidade e permitir que você tenha o que deseja, ao mesmo tempo em que garante uma folga para os imprevistos. Eis por que uma estratégia financeira é tão importante para quem está bem, assim como para quem não está.

Quais os principais perfis financeiros?

O perfil financeiro de uma pessoa é a maneira como ela se relaciona com o dinheiro que possui ou pretende conseguir. Os aspectos que caraterizam um perfil financeiro estão relacionados aos valores da pessoa, seu padrão social e seus hábitos de vida.

De modo geral, os diversos comportamentos relacionados ao dinheiro podem ser agrupados em tipos característicos. Veja se consegue se identificar em algum deles e como essas características podem afetar o seu score (pontuação de cada pessoa no mercado financeiro).

Poupador

O poupador, de modo geral, tem os olhos no futuro e, com isso, abre mão de algum desfrute no presente com vistas a garantir um amanhã mais tranquilo. Por essa razão, esse perfil caracteriza as pessoas que investem em seguro e pensam muito bem antes de gastar o seu dinheiro.

Na verdade, os indivíduos com essa característica conhecem a importância de guardar algum dinheiro e, desse modo, não apresentam dificuldades para construir uma reserva financeira. Para isso, analisam mais cuidadosamente a necessidade ou a importância de cada compra que vão fazer.

Gastador

O perfil gastador é praticamente o inverso do poupador, isto é, valoriza muito mais o aqui e agora em detrimento do futuro. Sua capacidade de consumir não leva em consideração as possibilidades futuras e, desse modo, raramente constroem uma segurança financeira.

Pelo fato de sua relação com o dinheiro estar mais voltada para o consumo, muitas vezes gastam mais do que podem. Assim, pessoas com essa característica costumam desequilibrar sua condição financeira tornando-a sempre muito instável pois, em geral, as saídas de dinheiro são maiores que as entradas.

Devedor

As principais características pessoais desse perfil são o imediatismo e a busca pelo caminho mais fácil, mesmo que por vezes inseguro. Em razão disso, o indivíduo muito facilmente lança mão de cheque especial e frequentemente não sabe como usar o cartão de crédito de maneira saudável, convivendo com dívidas de modo quase permanente.

Nesse caminho, além do desequilíbrio financeiro e da ausência de poupança e investimentos, existe uma costumeira presença de dívidas. Pessoas com esse perfil tendem a ser cíclicas nas dificuldades em que se envolvem, muitas vezes mesmo após receberem auxílio para se recuperarem, como um empréstimo para negativados.

Investidor

Do ponto de vista do equilíbrio financeiro, o perfil investidor é o que está mais próximo da estabilidade e da rápida construção de uma situação mais segura e tranquila. Sua relação com o dinheiro é bastante racional e lógica e, desse modo, essas pessoas são capazes de construir uma reserva de emergência.

Ao mesmo tempo, ao invés de gastarem descontroladamente, realizam aplicações financeiras que ajudam a alcançar as metas que traçaram. Quando realizam financiamentos, estão sempre de olho nas taxas de juros. São, portanto, planejadores de seu próprio futuro e, com isso, mais facilmente realizam seus principais objetivos.

Sonhador

Talvez o sonhador seja o mais raro dentre os perfis financeiros comumente encontrados. De modo geral, a pessoa se vê como um empreendedor que sabe das necessidades de recursos para os seus projetos.

Por ser inquieto, está em busca de uma nova oportunidade, um novo empreendimento. No entanto, sua motivação está sempre no futuro e, frequentemente, não consegue equilibrar os recursos de que necessita para a realização de seus sonhos.

Como descobrir o próprio perfil?

Conhecer o seu próprio perfil financeiro é o primeiro passo para conseguir alcançar uma condição de estabilidade. Na verdade, é essencial para que você tenha meios para administrar a relação que tem com o seu dinheiro.

Para esse fim, o primeiro passo é observar os próprios hábitos financeiros: como decide comprar, como registra seus gastos, como utiliza o cartão de crédito e por aí. Com isso, você consegue identificar seus pontos fortes e fracos na relação com o dinheiro de uma forma consciente.

Considerar a reeducação financeira como uma boa oportunidade de enxergar melhor essa relação é um grande passo para descobrir aspectos do perfil que costumeiramente não recebem atenção. É uma boa maneira de se conhecer nesse sentido.

Finalmente, a forma mais prática de dar o primeiro passo é procurar dentre os perfis apresentados acima de que você mais se aproxima, segundo sua própria visão. É uma boa referência para se aprofundar um pouco mais depois.

Assim, conhecer o perfil financeiro pode ser uma grande ajuda para construir uma relação mais eficiente com o dinheiro e alcançar mais facilmente os sonhos e projetos de vida.

Se você gostou deste post, compartilhe com seus amigos nas redes sociais e mostre que você sabe por onde começar.

Leia mais: Conheça as regras e saiba como fazer financiamento de moto

Como se reinventar no mercado de trabalho e vencer a crise

Em tempos de crise econômica, é fundamental saber como se reinventar no mercado de trabalho para enfrentar os desafios e garantir a estabilidade profissional. Este artigo apresenta dicas valiosas e estratégias eficazes para ajudá-lo a se adaptar às mudanças e se destacar no competitivo mercado de trabalho.

1. Invista em atualização profissional

A importância da educação continuada

A educação continuada é uma das principais estratégias para se reinventar no mercado de trabalho. Investir em cursos, treinamentos e especializações permite que você adquira novas habilidades e conhecimentos, ampliando suas chances de sucesso profissional.

Cursos online e gratuitos

Aproveite a grande oferta de cursos online e gratuitos disponíveis na internet. Esses cursos podem ser uma excelente oportunidade para aprender novas habilidades e adquirir conhecimentos específicos em sua área de atuação.

2. Desenvolva habilidades comportamentais

Habilidades interpessoais e intrapessoais

As habilidades comportamentais, também conhecidas como soft skills, são cada vez mais valorizadas pelos empregadores. Desenvolver habilidades interpessoais, como comunicação, empatia e trabalho em equipe, e intrapessoais, como resiliência, adaptabilidade e autogestão, pode ser um diferencial no mercado de trabalho.

A importância do autoconhecimento

O autoconhecimento é fundamental para o desenvolvimento das habilidades comportamentais. Conhecer suas forças e fraquezas permite que você trabalhe em suas áreas de melhoria e potencialize seus pontos fortes.

3. Crie um bom networking

A importância das conexões profissionais

Ter um bom networking é crucial para se reinventar no mercado de trabalho. Através de conexões profissionais, você pode descobrir novas oportunidades, receber indicações para vagas e compartilhar informações relevantes com colegas de profissão.

Como ampliar seu networking

Participe de eventos, palestras e workshops relacionados à sua área de atuação. Utilize as redes sociais profissionais, como o LinkedIn, para se conectar com outros profissionais e empresas de seu interesse.

4. Adote uma postura empreendedora

O empreendedorismo como alternativa à crise

Diante da crise, o empreendedorismo pode ser uma alternativa para quem deseja se reinventar no mercado de trabalho. Empreender permite que você explore novas ideias, crie seu próprio negócio e desenvolva suas habilidades como líder.

Como começar a empreender

Antes de iniciar um negócio, é essencial fazer um plano de negócios detalhado, que inclua análise de mercado, estratégias de marketing e projeção financeira. Busque orientação de profissionais e instituições especializadas em empreendedorismo.

5. Mantenha-se atualizado sobre as tendências do mercado

Acompanhe as mudanças do mercado

Estar atualizado sobre as tendências do mercado é fundamental para se reinventar profissionalmente. Conhecer as inovações tecnológicas, as mudanças nos modelos de negócio e as demandas do mercado permitirá que você se adapte às transformações e se mantenha competitivo no mercado de trabalho.

Como acompanhar as tendências

Utilize fontes de informação confiáveis, como revistas especializadas, blogs, podcasts e redes sociais de profissionais influentes em sua área. Participe de eventos e conferências para se manter informado sobre as novidades do setor.

6. Fortaleça sua marca pessoal

A importância da marca pessoal

Desenvolver uma marca pessoal forte é essencial para se destacar no mercado de trabalho. A marca pessoal representa sua identidade profissional e suas competências, sendo um diferencial importante na hora de conquistar novas oportunidades.

Como construir sua marca pessoal

Identifique seus valores, habilidades e objetivos profissionais. Comunique-se de forma clara e coerente em todas as suas interações, tanto online quanto offline. Utilize as redes sociais para compartilhar conteúdo relevante e demonstrar sua expertise na área.

7. Foque em resultados

Demonstrar eficiência e produtividade

Os empregadores buscam profissionais que possam entregar resultados concretos e agregar valor ao negócio. Foque em desenvolver sua eficiência e produtividade, demonstrando capacidade de planejamento, organização e execução de tarefas.

Como medir resultados

Estabeleça metas claras e mensuráveis para suas atividades profissionais e monitore seu progresso. Utilize indicadores de desempenho (KPIs) para avaliar sua eficiência e identificar áreas de melhoria.

8. Esteja aberto a mudanças

A adaptabilidade como diferencial

A capacidade de se adaptar a mudanças é uma habilidade altamente valorizada no mercado de trabalho atual. Esteja aberto a novas ideias, métodos e tecnologias, e esteja disposto a aprender e evoluir constantemente.

Desenvolvendo a adaptabilidade

Enfrente desafios e situações desconhecidas com uma atitude positiva e proativa. Desenvolva a habilidade de pensar de forma flexível e criativa, buscando soluções inovadoras para problemas e desafios.

9. Busque experiências internacionais

A importância do mercado global

O mercado de trabalho está cada vez mais globalizado, e experiências internacionais podem agregar valor ao seu currículo. Estar familiarizado com outras culturas e idiomas pode ser um diferencial importante na hora de se reinventar no mercado de trabalho.

Como adquirir experiências internacionais

Participe de programas de intercâmbio, voluntariado ou trabalho no exterior. Realize cursos e certificações internacionais para aprimorar suas habilidades e conhecimentos.

Conclusão

Se reinventar no mercado de trabalho e vencer a crise é um processo contínuo de aprendizado e desenvolvimento. Através da atualização profissional, do desenvolvimento de habilidades comportamentais, do fortalecimento do networking, da adoção de uma postura empreendedora, do acompanhamento das tendências do mercado, do fortalecimento da marca pessoal, da busca por resultados, da adaptabilidade e da experiência internacional, é possível enfrentar os desafios e garantir a estabilidade profissional mesmo em tempos de incerteza.

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Como consultar o Score da minha empresa?

Caso você seja um leitor de carteirinha deste portal, é possível que já esteja acostumado com os nossos conteúdos sobre as tendências e assuntos da vida financeira, tanto pessoal como empresarial. Seguindo essa linha, aproveitei o artigo da vez para responder a um dilema comum entre os nossos leitores.

Afinal de contas, como consultar o Score da minha empresa? Caso tenha essa dúvida, fique feliz, pois os seus problemas acabaram! O meu objetivo é explicar tudo o que você precisa saber sobre esse tema, esclarecendo o sistema de pontuação, sua importância e o impacto no cotidiano da sua empresa. Vamos lá?

O que é o Score?

A começar pela curiosidade mais objetiva de todas! Basicamente, o Score é um sistema de pontuação que indica o seu grau de confiabilidade em relação ao mercado. Essa pontuação, por sua vez, é calculada pelos bureaus de crédito, que são institutos dedicados ao monitoramento do histórico dos consumidores.

O objetivo desse sistema é oferecer um banco de dados confiável para as análises de risco e retorno que antecedem a contratação de uma modalidade de crédito, tal como um empréstimo, financiamento ou, até mesmo, um cartão empresarial para o seu negócio.

Sendo assim, quanto maior a pontuação, melhor a percepção do mercado sobre a capacidade da sua empresa em pagar suas contas em dia. E o contrário também é verdadeiro, pois quanto menor a pontuação, maior o risco de inadimplência entendido pelo mercado.

Como funciona esse sistema de pontuação?

Mas é justamente aqui que surge outra dúvida: afinal, como é possível que uma instituição saiba tanto sobre o cotidiano financeiro do seu negócio? A resposta para essa pergunta está nas próprias “pegadas” que a sua empresa deixa ao interagir com o mercado.

Pois veja, durante o consumo, qualquer entidade deixa rastros que evidenciam a contratação de serviços. Neste artigo, usarei o exemplo das empresas. Digamos que você contrate um plano empresarial de internet e telefonia para o seu negócio, realizando o contrato com o CNPJ da sua operação.

Nesse cenário, caso as faturas não sejam pagas, é o CNPJ portador do contrato que será negativado. Da mesma maneira que acontece com a pessoa física, a negativação prejudica o histórico de consumo desse perfil, reduzindo sua pontuação e, consequentemente, seu nível de confiança pelo mercado.

O que o cálculo considera?

Hoje em dia, o cálculo do Score considera duas categorias variáveis: as práticas boas e as ruins. Vamos começar por essa última! Estatisticamente, os bureaus de crédito entendem como más ações:

  • atrasos, mesmo que de apenas um dia após o vencimento;
  • negativações, que ocorrem após no mínimo 30 dias de atraso;
  • negativações prolongadas, em que o CNPJ negativado não regulariza a situação;
  • vários pedidos por crédito no mercado, sugerindo um estado de desespero e insolvência.

Então é importante entender por que essas situações são ruins. Basicamente, porque todas elas são indicativos matemáticos que aumentam a sua probabilidade de inadimplência. Para explicar isso, vamos usar o sistema do Serasa Score como referência.

Nesse bureau, a escala de 0 a 1000 e avalia o risco de um perfil atrasar uma conta em um período de 12 meses. Sendo assim, quanto mais próxima do zero for a pontuação, maior a probabilidade de atraso. Quanto mais próxima do 1000, menor a probabilidade.

Ou seja…

Ou seja, o Score nada mais é do que um termômetro de confiabilidade, sendo, inclusive, utilizado pelas instituições financeiras antes de ceder um cartão de crédito empresarial. Outra forma de entender a importância desse recurso é pensar como ele seria útil para o seu negócio.

Digamos que você tenha uma loja de roupa, onde oferece a possibilidade da abertura de um crediário. Entretanto você quer amenizar a sua exposição ao risco, pois sabe que não deve aceitar todos os clientes nessa modalidade. É para isso que se utiliza a consulta ao Serasa e ao SCPC, protegendo a sua operação da inadimplência.

E essas são as coisas ruins avaliadas pelo cálculo, basicamente, compilando todas as vezes em que a sua empresa “pisa na bola”. Por serem variáveis negativas, essas situações reduzem a sua pontuação, refletindo ao mercado que a sua probabilidade de atraso é maior.

Cadastro positivo

Agora, vamos às variáveis positivas, que são bem novas no país. Afinal de contas, apenas recentemente (julho de 2019) que plataformas como o Cadastro Positivo do Serasa foram legalmente implementadas em nosso mercado. Basicamente, o que esse serviço faz é considerar todos os acertos do seu perfil consumidor.

Assim, toda vez que as faturas, contratos e fornecedores são pagos em dia, o Score da sua empresa é impactado positivamente. Por conta dessa funcionalidade, ficou muito mais fácil de alavancar a sua pontuação depois de um período negativo, acelerando o seu retorno ao mercado.

No entanto, diferentemente do sistema tradicional do Serasa, em que todos os consumidores e empresas participam obrigatoriamente, o Cadastro Positivo é uma funcionalidade optativa, cabendo a você acessar o portal deles, realizar o seu cadastro e autorizar o uso dessas informações em prol da sua empresa.

Enfim…

No fim das contas, as informações positivas e negativas são combinadas para formar a sua pontuação, que pode ser separada em quatro segmentos. Veja:

  • Score de 0 a 400 pontos: empresas com alto risco de inadimplência — sofrem com maior dificuldade para contrair crédito;
  • Score de 401 a 700 pontos: empresas com médio risco de inadimplência — contam com acesso fácil ao crédito, mas não às melhores ofertas e taxas;
  • Score de 701 a 900 pontos: empresas com baixo risco de inadimplência — acessam as melhores condições tradicionais do mercado;
  • Score de 901 a 1000 pontos: empresas extraordinárias com baixíssimo risco de inadimplência — além de acessar as melhores condições tradicionais, também recebem ofertas excepcionais, com as taxas mais baixas praticadas pelo mercado.

Qual a diferença entre o Score do consumidor e do empreendedor?

Conceitualmente, não há diferença, pois o Score tem a mesma finalidade para ambos os casos: atribuir confiabilidade aos cadastros com bom histórico de consumo. Nesse sentido, as diferenças são puramente técnicas, como o objeto de análise, que é o CNPJ e não o CPF.

Por conta disso, a equação do Score Empreendedor é muito mais densa, justamente pelo maior número de operações comerciais realizadas por uma empresa — quando comparada a um consumidor convencional. Nesse sentido, isso pode ser tanto positivo como negativo.

Pois veja, com uma maior exposição ao mercado, com mais faturas, empréstimos, financiamentos e obrigações, as empresas contam com mais oportunidades para comprovar um bom comportamento financeiro e, assim, aumentar suas pontuações.

Como consultar o Score da minha empresa?

Por último e não menos importante, a consulta do Score. Para ajudar da maneira mais objetiva possível, preparamos um minitutorial. Então basta seguir esses passos e descobrir a sua avaliação no mercado. Veja:

  1. acesse o portal do Serasa Score Empreendedor;
  2. digite o seu CNPJ no campo em destaque e clique no botão “Consultar agora”;
  3. caso ainda não seja cadastrado, preencha o formulário com o seu CPF, nome completo, data de nascimento, telefone celular e e-mail principal;
  4. logue na plataforma;
  5. pronto!

Logo no primeiro login, o sistema já exibirá uma tela apresentando a sua pontuação. Caso isso não aconteça, não há problemas, basta descer um pouco da página e olhar o medidor no canto inferior da tela, em um painel nomeado “Saúde do seu Negócio”. Para mais detalhes, você pode selecionar essa aba, também em uma lista no lado esquerdo da tela.

Agora que a dúvida de como consultar o Score da minha empresa não é mais um problema, que tal dividir essa informação com os seus colegas empreendedores? Para tanto, é só compartilhar este post nas suas redes sociais!

Leia mais: Como Saber se meu Empréstimo Consignado foi Aprovado no INSS?

Tudo o que você precisa saber sobre o score de crédito

O score de crédito é, basicamente, uma ferramenta que o mercado financeiro usa para classificar quem é bom pagador e quem não é. Isso ajuda empresas a colocarem o preço e imporem suas condições para atenderem determinados clientes, já que facilita o entendimento de quem representa um risco maior ou menor de calote.

Todo mundo pode consultar o seu próprio score, o que ajuda a entender como o mercado percebe a forma como as pessoas lidam com seu dinheiro. Além disso, um comportamento financeiro bacana, sem dívidas, atrasos de pagamentos e calotes ajuda a ter acesso a empréstimos, financiamentos e cartões de crédito com mais tranquilidade. Ou seja, pagou os boletos em dia, tá de boa!

Tá legal, não é bem assim. Tem vários outros fatores que são levados em conta. Neste artigo, eu explico em mais detalhes como funciona o score de crédito e o que você pode fazer para ter uma pontuação alta.

Para começar, vou contar o que é e para que serve essa pontuação. Confira!

O que é e para que serve o score de crédito?

O score de crédito é um tipo de pontuação que você e qualquer outra pessoa tem no mercado financeiro. Esses pontos — que começam em zero e podem chegar no máximo a 1.000 — indicam o quão confiável você é em negociações de prazos de pagamento, empréstimos e outras operações. Quem é bom pagador tem um score melhor, mas quem deixa de pagar seus boletos em dia acaba sendo penalizado. Pensou que ser adulto era moleza, né?

No Brasil, essa pontuação é gerenciada por um órgão chamado Serasa, e é justamente no site deles que dá para conferir como anda o seu score. Qualquer pessoa pode fazer isso e a consulta é gratuita. Basta entrar lá no site, criar uma conta a partir do seu e-mail, conta Google ou Facebook e acessar os dados.

O score serve, basicamente, para as empresas com quem você faz negócios — mesmo que seja uma simples compra de roupas, por exemplo — entenderem se você é um risco para elas ou não. Com um score muito baixo, vai ficar complicado para você fazer compras parceladas, pedir um financiamento e, até mesmo, renegociar dívidas.

Por isso, não adianta reclamar que os boletos não param de chegar! Você precisa se organizar e ter certeza de que pode honrar seus compromissos financeiros. Caso contrário, a situação vai ficar tensa, e aí é que você não consegue convencer mais ninguém de que vai pagar suas contas direitinho.

Como funciona a pontuação

O score de crédito é, basicamente, dividido em três níveis de pontuação. Quanto mais pontos você tem, maior é o seu score. Confira!

  • de 0 a 300 pontos — pontuação baixa, utilizada para classificar pessoas que são um risco para lojas e outras empresas. A chance de calote é grande;
  • de 300 a 700 pontos — pontuação média, que indica um risco de inadimplência menor do que na faixa anterior. Ou seja, a chance de calote existe, mas é bem menor;
  • de 700 a 1.000 pontos — pontuação alta, usada para classificar aquelas pessoas que não têm histórico de atraso de pagamentos ou calote. A chance de não pagarem as contas é considerada pequena.

Importante: essa pontuação indica sua capacidade de pagamento pelo período de 12 meses. Naturalmente, ela não é fixa, pois, dependendo de como anda sua reputação na praça, ela pode aumentar ou diminuir.

Qual a importância de acompanhar o score de crédito?

É superimportante acompanhar o score de crédito, principalmente se você tem planos de fazer uma compra de valor mais elevado — financiar um veículo, adquirir um apê ou algo do tipo — ou ainda pedir um empréstimo ou financiamento — para pagar a faculdade, por exemplo. Quem está com o nome sujo na praça acaba tendo problemas para conseguir realizar esses sonhos.

Além disso, você não quer chegar na maior animação para fazer a compra dos seus sonhos e ter que encarar o vendedor dizendo que não vai rolar, né? Então a dica é ficar sempre de olho no score, principalmente nessas situações, já que ninguém gosta de passar por constrangimentos.

Quais os fatores que interferem na pontuação do score?

Tem uma série de coisas que podem impactar no seu score de crédito. Algumas delas você pode controlar um pouco mais, mas nem todas. Entre os principais fatores estão:

  • pagar as contas em dia — evite atrasar o pagamento de contas. O score despenca em poucos dias depois do atraso, e mesmo que você acerte o pagamento em seguida, nem sempre ele volta à pontuação original na mesma velocidade;
  • atualizar dados — se você tem dois cartões de crédito e recebe a fatura de cada um em um endereço diferente, tem um plano de internet instalado em um terceiro ponto e assim por diante, isso complica a coisa pro seu lado. As empresas querem saber onde encontrá-lo para poder cobrar eventuais dívidas. Se você dificulta esse processo, seu score cai. Manter suas informações pessoais atualizadas no site do Serasa (telefone, endereço, e-mail etc. também é fundamental);
  • manter o nome limpo — se a coisa já deu ruim e o seu nome está sujo em órgãos como o SPC e o próprio Serasa, o jeito é negociar com os credores para colocar, pelo menos, parte da dívida em dia e prorrogar o prazo de pagamento. Isso ajuda a limpar o seu nome mais rapidamente, o que é um fator considerado no aumento do score.

De que forma é possível ter um bom score?

Além de tudo que eu já mencionei, tem outras questões que podem influenciar no seu score. Veja alguns dos principais e saiba como evitar que a sua pontuação fique muito abaixo da média.

Não acumule muitas dívidas

Mesmo que seus boletos estejam todos pagos em dia, que você tenha uma renda constante e nenhum pagamento esteja atrasado, se houver um grande acúmulo de dívidas, pode ser que a sua pontuação baixe. Isso pode ser causado por muitas compras parceladas feitas ao mesmo tempo ou com intervalos curtos, empréstimos de longo prazo a serem quitados, financiamento de moto, casa ou carro que se prolonga por muito tempo, entre outros compromissos financeiros que se arrastam por anos a fio.

Evite negativação em serviços de proteção de crédito

Quando atrasamos pagamentos de contas, nossos credores rapidamente agem para um ressarcimento. Uma das maneiras de pressionar os devedores é informar órgãos de proteção de crédito, como o SPC, por exemplo, de que você tem alguma pendência financeira com eles. Aí, colega, a coisa complica…

Mas calma! Isso não significa que, se a conta da TV a cabo for atrasada em um dia, a empresa fornecedora do serviço vai sujar o seu nome imediatamente. Porém atrasos superiores a 15 ou, em alguns casos, a 30 dias, já geram esse tipo de problema para o devedor.

Para limpar o nome é relativamente simples — basta pagar a conta que, rapidamente, o serviço de proteção de crédito deixa o seu nome positivado novamente. Mas o buraco é mais embaixo! O problema é que o score continua ruim por mais algum tempo, mesmo com o nome limpo. Quanto maior o histórico de atrasos de pagamento e a frequência com que seu nome aparece no SPC, mais tempo leva para aumentar o score novamente.

Não caia no cheque especial

Apesar da recente queda de juros do cheque especial, esse ainda é um recurso financeiro que pode trazer mais complicações do que benefícios no dia a dia. Se, por um lado, ele ajuda a manter as contas em dia mesmo quando estamos com pouco dinheiro, por outro o seu custo ainda é bastante alto. Para piorar, o uso frequente desse tipo de crédito afeta demais o seu score.

Não use todo o limite do cartão de crédito

A mesma regra do cheque especial vale para o cartão de crédito. Evite consumir todo o limite, pois isso passa a impressão de que você não administra bem suas finanças, e a consequência disso é que seu score vai lá para baixo. Se entrar no rotativo, então…

Tenha Cadastro Positivo

Não é só o seu histórico negativo que conta na hora de calcular seu score de crédito. Ou seja, se ao longo do tempo você pagou suas contas direitinho, sem atrasar e sem acumular dívidas em grande quantidade, isso ajuda a aumentar a pontuação. Uma das maneiras de demonstrar ao mercado que você sempre foi bom com as finanças é ter o Cadastro Positivo.

Para fazer isso, basta acessar o site da Serasa criado especificamente para esse fim e incluir seus dados. A partir daí, o órgão extrai das empresas parceiras as informações a seu respeito. E pode ter certeza de que lá estarão suas contas pagas no prazo e toda sua história como consumidor. Isso ajuda bastante a aumentar o seu score, mesmo que você não tenha renda comprovada. Pô, finalmente deram um alívio, né?

Por que o score influencia na hora de solicitar crédito no mercado?

Imagine que um amigo pede uma grana emprestada para você. Porém essa não é a primeira vez que isso acontece, e da outra vez ele demorou um tempão para pagar de volta. Para piorar, você soube que ele andou pedindo dinheiro emprestado para outras pessoas e ainda não pagou. Na sua cabeça, você criou uma espécie de score imaginário, no qual avaliou que essa pessoa tem problemas financeiros e talvez não consiga devolver esse dinheiro tão cedo.

O score de crédito faz exatamente isso, mas de forma mais metódica e organizada, com uma pontuação e baseado em dados que comprovam esse comportamento por parte do consumidor. A partir do Cadastro de Pessoa Física (CPF), dá para acompanhar a vida financeira de todo mundo e entender se aquela pessoa representa um risco maior ou menor na hora de emprestar dinheiro para ela.

Voltando ao seu amigo: se ele fosse alguém que nunca pediu dinheiro emprestado antes, ou que pediu mas pagou tudo direitinho, dentro do prazo combinado, você se sentiria muito melhor ao liberar uma grana, não é mesmo? Afinal, é alguém com boa reputação. Com os bancos, lojas e outras empresas é a mesma coisa: a confiança aumenta quando o score de crédito é mais alto, já que se trata da reputação dessa pessoa do ponto de vista financeiro.

Pessoas com score baixo não conseguem empréstimo?

Não é possível afirmar que alguém com score abaixo de 300 não vai conseguir um empréstimo, fazer uma compra parcelada ou ter acesso a um cartão de crédito. Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que o cálculo de score do Serasa é apenas um dentre vários que existem no mercado. Na verdade, cada instituição financeira tem os seus próprios mecanismos para fazer essa conta.

Da mesma forma, cada empresa tem os seus critérios na hora de conceder crédito, aceitar uma compra parcelada ou a assinatura de seus serviços. Por isso, é possível que pessoas com score baixo consigam acesso ao mercado consumidor, o que inclui empréstimos. No entanto a tendência é que as condições não sejam as melhores, ou mesmo comparáveis às de alguém com um score alto.

Ou seja, uma pessoa com score baixo que consiga crédito deve se deparar com as seguintes características na sua negociação:

  • preços mais altos — taxas de juros e o próprio preço do serviço podem ser maiores;
  • prazos menores — mesmo que o empréstimo seja concedido, há menos tempo para pagar de volta;
  • garantias — podem ser exigidas garantias como carro, imóvel ou outros bens, que servirão para quitar as dívidas caso não sejam pagas.

Deu para entender um pouco melhor como funciona o score de crédito e o que você pode fazer para manter sua pontuação alta? Eu procurei explicar de forma simples e direta os principais aspectos dessa ferramenta bastante utilizada no mercado. Fique atento à sua vida financeira, evite acumular muitas dívidas e pague suas contas direitinho, que a tendência é ser visto como alguém totalmente confiável pelas empresas e bancos.

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