Guia prático para organizar as finanças para o próximo ano

Organizar as finanças para o próximo ano: guia prático
organizar as finanças

Organizar as finanças costuma ser um desafio para a maioria das pessoas. O assunto vem sendo cada vez mais falado, mas a educação financeira ainda não é uma parte tão forte da nossa cultura, não é mesmo? Bom, mas não precisa se apavorar: é possível descobrir essa prática e começar a utilizá-la em nosso dia a dia, aproveitando de seus benefícios.

Sim, saber organizar seu dinheiro é muito importante por diferentes razões. Por mais que pareça difícil, saiba que todos podemos aprender a lidar melhor com nossas finanças e que isso vale muito a pena. Se você quer começar esse novo hábito, ou quer melhorá-lo ainda mais, continue a leitura e confira este guia que preparei! Vamos lá?

1. Por que vale a pena organizar as finanças?

Para iniciar um novo hábito e, principalmente, para mantê-lo, é essencial sabermos qual é nossa motivação. É por isso que, antes de passarmos para as dicas práticas, precisamos refletir sobre a importância da organização financeira.

Bom, uma das primeiras vantagens aqui é o controle de gastos e a tranquilidade que isso traz para nossa vida. Acumular dívidas ou gastar mais do que podemos no nosso orçamento, por exemplo, são fatores de alto estresse, além de gerarem outros prejuízos, não é mesmo? Essas são dores de cabeça que organizar as finanças nos ajuda a evitar.

Outro ponto é que o descontrole com o dinheiro muitas vezes nos impede de conseguir algo que desejamos, seja um bem material, como um automóvel, ou uma experiência, como uma viagem, por exemplo. A organização pode contribuir bastante com o alcance de certos desejos e objetivos, nos permitindo utilizar as finanças de forma mais equilibrada e consciente.

Por fim, lembre-se que é sempre importante se preocupar em ter uma reserva financeira, para o caso de emergências ou para o seu futuro. Assim, essa prática também é vantajosa para juntar patrimônio, cuidar de você mesmo e da sua família e se prevenir.

2. Como identificar e lidar com seus ganhos e gastos?

Os primeiros passos para se organizar financeiramente incluem conhecer os seus ganhos líquidos, identificar seus gastos e começar a pensar em possíveis mudanças. Assim, você passa a ter um controle maior sobre seu orçamento. Separei algumas dicas básicas para ajudar nesse momento. Olha só!

Liste seus ganhos e suas despesas

Para começar, pegue um caderno ou alguma outra ferramenta e anote o quanto você ganha por mês, ou seja, o valor líquido do seu salário e uma média das suas rendas extras, se houverem. Caso você não tenha uma renda fixa, como é comum entre trabalhadores autônomos, confira os ganhos dos últimos meses para poder ter uma média.

Lembre-se que, apesar dessa estimativa, será sempre importante considerar, na sua organização financeira, que os números podem mudar, tudo bem? Isso é válido para qualquer profissional, mas principalmente para os autônomos. Assim, você se mantém mais preparado para imprevistos.

No segundo momento, é preciso anotar todas as suas despesas. Você pode dividi-las entre fixas (como as contas de casa) e variáveis (como lanches, passeios e vestuário). É uma boa ideia levar em conta pelo menos os gastos dos últimos três meses, para ter uma visão mais realista de como as coisas andam ultimamente.

Inclua todos os gastos, até mesmo os bem pequenos, como o cafézinho depois do trabalho, por exemplo. Por mais que eles pareçam insignificantes, juntos eles fazem muita diferença nas suas despesas. Para começar a acompanhar seus gastos, passe a guardar todas as notinhas e ficar atento às faturas dos cartões.

Passe a priorizar os gastos importantes

Considerando tudo o que foi explicado no tópico anterior, é hora de perceber quais são suas despesas mais importantes e começar a dar prioridade a elas no seu orçamento. Entram nesse grupo, por exemplo, as contas de luz, água e telefone, a alimentação, as outras despesas da casa (como o IPTU) e o transporte.

Isso não significa que você não pode buscar meios para economizar com esses gastos também. É importante sim ficar atento para que eles não sejam exagerados, não gastando água em excesso, por exemplo. Contudo, não sacrifique a sua segurança ou a sua saúde.

Saber quais despesas devem ser priorizadas é importante para que esse seja o primeiro foco do seu orçamento. Quando isso é praticado, você tem mais tranquilidade para usar o que sobrar com seus objetivos e seu fundo de emergência.

Corte gastos supérfluos

Na nossa cultura, é comum fazermos gastos desnecessários, com coisas que não fariam nenhuma falta em nossas vidas. Isso acontece, por exemplo, com o exagero de consumo de fast foods ou com a compra excessiva de vestuário, mas também pode ocorrer com fatores maiores e mais caros.

Para sua organização financeira, é muito importante se conscientizar sobre esses gastos supérfluos e cortá-los do seu orçamento. Não estou sugerindo, no entanto, que você abra mão completamente do seu lazer, mas sim que você tenha equilíbrio. Uma boa ideia é estipular um limite para investir por mês nas suas saídas e em outros elementos de prazer. Siga isso com responsabilidade e não extrapole.

Se lembrar dos seus objetivos e metas também é uma dica para ajudar a se controlar. Lembre-se que os gastos exagerados podem interferir diretamente nesses investimentos e, portanto, tome cuidado.

3. O que fazer para quitar as dívidas?

Antes de começar a investir em um desejo ou um projeto, é de extrema importância que suas dívidas estejam quitadas. Assim, você terá uma base mais sólida para o seu patrimônio , além de evitar problemas e preocupações ao ir atrás do que você quer.

As dívidas podem ser uma dor de cabeça em várias situações, inclusive em certas negociações com o mercado. Desse modo, eliminá-las é, inclusive, uma ideia sobre como aumentar o score. Confira a seguir algumas dicas para lidar com esse problema!

Procure negociar com as instituições

Você pode procurar as instituições para tentar renegociar suas dívidas. Isso é válido para que você possa quitá-las e passar a ter mais tranquilidade quanto às suas finanças. Em muitas renegociações é possível conseguir benefícios como a redução de juros, por exemplo, o que já traz maior facilidade.

Além disso, se você já tem uma quantia para começar a pagar, utilizá-la na sua negociação também pode ser vantajoso. Por fim, lembre-se que muitas vezes é indicado dar prioridade para o pagamento de dívidas que têm os maiores juros.

Crie seu orçamento e planeje-se

Com base nos passos que comentei anteriormente, sobre conhecer o seu orçamento e suas despesas essenciais, você pode fazer um planejamento para quitar suas dívidas. Leve em conta o seu ganho mensal, seus gastos e o valor das dívidas (sem esquecer dos juros, que farão esse valor continuar crescendo) e veja o quanto você pode separar do seu salário para esse objetivo.

Pode ser importante cortar alguns gastos, que não sejam tão necessários, enquanto você está resolvendo esse problema. Evitar a compra de roupas e acessórios é um bom exemplo disso. Dê prioridade às suas dívidas e pense nos benefícios que quitá-las traz para sua vida.

Uma outra opção, que pode ajudar nesse momento, é obter um empréstimo, como o consignado. No entanto, é preciso muito cuidado para escolher a melhor opção e não dever ainda mais, ou tendo algum prejuízo. Você pode pedir a ajuda de alguém de confiança, que entenda do assunto, para auxiliar na escolha. Não deixe também de realizar pesquisas e avaliar bem suas possibilidades.

4. Como organizar as despesas obrigatórias?

Como já foi comentado ao longo do texto, existem algumas despesas que são obrigatórias no nosso orçamento. É o caso, por exemplo, do IPVA, do IPTU, das contas de água e luz e do material escolar. Essas despesas fazem parte do grupo das mais importantes, como também já foi falado. Portanto, saber como organizá-las é essencial para uma boa organização das finanças. Confira algumas dicas que separei sobre isso!

Registre e acompanhe tudo

Tenha todas as suas despesas obrigatórias registradas detalhadamente, ou seja, especifique do que cada uma se trata, seu valor e sua data de vencimento, por exemplo. Faça isso com as contas de todos os meses e não deixe de acompanhar esse registro. Você pode também estipular as datas em que pretende pagar cada uma. Quando um pagamento for feito, marque isso no seu registro para ajudar no seu controle.

Fazer um registro é importante para todos os seus gastos e seu planejamento, sendo que diversas ferramentas podem auxiliar. Planilhas, tabelas, cadernos e aplicativos são alguns dos exemplos mais utilizados, sendo que cada pessoa precisa descobrir o que funciona melhor para si. Colocar lembretes para pagar essas despesas também é uma boa ideia.

Tenha disciplina

Essa dica é válida para qualquer um dos assuntos abordados aqui. É importante ter disciplina para anotar todos os gastos e pagamentos feitos e para priorizar suas dívidas e outros objetivos, por exemplo. No caso dos registros, comentados acima, é necessário ter disciplina para anotar tudo sempre, por mais que algo pareça insignificante.

No caso das despesas obrigatórias, é importante se disciplinar para priorizá-las, economizar para elas (se necessário) e para pagar nos prazos. Preste bastante atenção a elas, pois assim, além de evitar dívidas, você também zelará por sua qualidade de vida, saúde e segurança.

5. Como juntar dinheiro para fundos de emergência e investimento?

Outra ação importante na organização das finanças é separar uma parte para um fundo de emergência. Isso é essencial para a sua segurança e da sua família, afinal a vida pode ser cheia de imprevistos.

Uma reserva financeira vai ajudar, por exemplo, no caso de uma crise econômica no país, se aparecer alguma questão de saúde na família ou se a sua renda com o trabalho diminuir. É claro que ninguém deseja essas coisas, mas se prevenir é fundamental.

Além disso, outro ponto importante é economizar para o investimento em algum objetivo, sonho ou projeto. Isso pode ser bem variado: adquirir um carro, uma casa, realizar uma viagem ou fazer uma transição de carreira são alguns exemplos. Seja como for, algumas dicas podem ajudar a juntar os recursos necessários.

Uma ideia é reservar mensalmente uma quantia para o fundo de emergência e o seu investimento, se possível. Além disso, você pode fazer o uso do 13º salário, por exemplo. Confira algumas dicas para essa tarefa!

Saiba onde guardar

Manter as suas reservas em casa é uma das opções, mas é preciso avaliar se isso é realmente vantajoso. Saber que o dinheiro está ali, bem pertinho de você, pode ser muito tentador, não acha? Assim, a dica é colocá-lo em um fundo de investimento. Existem diferentes alternativas aqui, como o tesouro selic, a poupança e os fundos de renda fixa.

É necessário, portanto, avaliar cada um deles para escolher a melhor opção. Pesquisar em várias referências e conversar com pessoas de confiança que entendam do assunto são boas ideias. Leve sempre em conta o seu caso em particular, pois as alternativas mais favoráveis podem variar de acordo com a sua situação.

Planeje-se e tenha responsabilidade

Como em todas as outras etapas da organização financeira, o planejamento aqui também é essencial. Estude seu orçamento e seus gastos para saber quanto você pode dedicar a esses fundos a cada mês. No caso da sua reserva para conquistar objetivos, por exemplo, você pode criar metas de curto, médio e longo prazo para acompanhar e se organizar melhor.

Lembre-se, ainda, que a responsabilidade e a disciplina aqui também são essenciais. Fique atento aos cuidados que você pode tomar para não fazer dívidas que podem prejudicar os seus fundos.

Saber como usar o cartão de crédito, por exemplo, faz toda a diferença. Não o utilize em excesso e dê sempre prioridade para pagar as coisas a vista, pois parcelar cartão de crédito é algo bem arriscado, por mais que pareça vantajoso. Os juros são altos e há grandes chances de a dívida virar uma bola de neve.

Converse com a família

Por fim, mas não menos importante, sugerimos conversar com a família sobre organização financeira. Fale sobre as mudanças que podem ser feitas (como o corte de certos gastos), explique os motivos e sua importância e peça a colaboração de todos. Assim, tudo fica mais fácil e mais pessoas se tornam conscientizadas.

A organização financeira não precisa ser o bicho de sete cabeças que ela parece. Lembre-se que se trata de um hábito e, portanto, com o tempo tudo se torna mais fácil e natural.

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