O Pix completou seis meses de operação no último domingo, dia 16. E, em tão pouco tempo, o instrumento criado pelo Banco Central, em um processo de intenso diálogo com a indústria e sociedade civil, se consolidou como uma das principais formas de pagamento no país. Dados do BC mostram que o uso do Pix cresceu bastante durante o período – e certamente vai evoluir ainda mais.

O Pix foi construído para democratizar o acesso a meios de pagamentos eletrônicos, impulsionar a eletronização dos pagamentos e alavancar a competitividade e a eficiência do mercado. É um instrumento versátil que pode ser usado nas mais diversas situações de transferência de recursos envolvendo pessoas, empresas ou governo. 

Informações compiladas pelo BC mostram que já existem mais de 242  milhões de chaves Pix cadastradas, sendo 83 milhões de usuários pessoas físicas e mais de 5,5 milhões de empresas. 

Desde o seu lançamento, aproximadamente 75 milhões de brasileiros usaram o Pix, seja para pagar ou receber. Ou seja, 45% da população adulta do Brasil já usou o Pix em algum momento. Em abril, a quantidade de Pix superou a quantidade de TED, DOC, cheque e boleto somados. As transações realizadas pelo Pix (1,547 bilhões) já foram responsáveis pela movimentação de mais de R$ 1,109 trilhões. 

“O Pix completa seis meses de operação e já é amplamente aceito em todo Brasil, sua adoção foi extremamente rápida e vem crescendo mais a cada semana. Milhões de brasileiros já usam o Pix no seu dia a dia e o pagamento para empresas está com uma taxa média de crescimento bastante acelerada, em 57,5% ao mês. Em comparação a outros sistemas de pagamentos instantâneos no mundo, o Pix figura entre os que tiveram adoção mais rápida.  É um meio de pagamento prático, rápido, acessível e seguro, que traz facilidade e gera novos modelos de negócio. A novidade movimentou bastante o mercado, promovendo maior competição no sistema financeiro. O Pix veio para ficar e continuará evoluindo com novas funcionalidades”, afirmou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Evolução

O Pix foi lançado em novembro de 2020 com muitas funcionalidades que facilitam a vida de quem paga e de quem recebe. Mas como dito pelo presidente do BC, o trabalho para tornar o uso do Pix ainda mais amplo e agregar mais conveniência aos usuários não parou. O ano de 2021 já chegou com novidades: no primeiro trimestre foi disponibilizada nova funcionalidade que permite o desenvolvimento pelas instituições participantes de soluções que integrem a lista de contatos, facilitando a visualização de quem tem chave Pix cadastrada. Além disso, as instituições tiveram que disponibilizar pelos próprios aplicativos a gestão de limites de valores.

Mais recentemente, em 14 de maio, foi lançado o Pix Cobrança para pagamentos com vencimento, que possibilita o cálculo automático de multa e juros ou descontos para pagamentos antecipados, de forma similar ao boleto. A gestão da cobrança é feita por meio da Pix API, padronizada pelo BC, que possibilita a criação, individual ou em lote, de cobranças via QR Code e a verificação do recebimento para integração em procedimentos de conciliação.

Pix Saque e Pix Troco

Está aberta consulta pública que trata do Pix Saque e do Pix Troco. As duas novas funcionalidades estão previstas para serem implementadas no segundo semestre desse ano, e possibilitarão a retirada do dinheiro em espécie com o Pix. Clique aqui para acessar o edital da Consulta Pública 87/2021

Até o final do ano ainda teremos muitas novidades, veja algumas: 

•Inclusão da conta salário na lista de contas movimentáveis por Pix;
•Pix aproximação: para dar mais facilidade e conveniência na iniciação de um Pix e para atender casos de uso específicos;
•Possibilidade de fazer Pix entre usuários que estejam sem acesso à internet, ampliando o acesso da sociedade ao Pix;
•Iniciador de pagamentos no Pix, com desenvolvimentos que seguirão a especificação técnica definida no âmbito do Open Banking, para permitir que os iniciadores possam ser participantes do Pix, agregando ainda mais competição ao ecossistema.

Informações sobre essas e outras questões podem ser encontradas nessa página especial no site do BC. 

Fonte: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/545/noticia

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